SIMONA – A história de Blas e Júnior

Blasnior…

AH, COMO EU AMO ESSE CASAL! Se você tem acompanhado meus textos de “Simona” até aqui, já percebeu que eu escrevi muito sobre Blas e Júnior… e o motivo é muito claro: eles são fofos, eles são apaixonantes, e eles tomam para si os cargos de protagonistas da novela. Enquanto não aguentamos mais ver a Simona sofrendo pelo idiota do Romeo, por exemplo, temos a oportunidade de acompanhar a bonita história de amor de Blas e Júnior, aprendendo a se amar, aprendendo a ficar juntos e enfrentar os problemas que vêm de fora e, também, enfrentando os problemas criados por eles mesmos e suas diferenças… nada que eles não possam resolver, mais cedo ou mais tarde. O casal tem romance, tem paixão, tem pessoas tentando separá-los… tudo aquilo que se costuma ter para movimentar o romance de um casal principal.

No início da trama, Júnior ainda é um mulherengo. Ele é interpretado pelo fofo do Renato Quattordio, e ele é um rapaz jovem, meio irresponsável, sem muita perspectiva do futuro… mas nós só o entendemos de fato quando Blas entra na novela – e Gabriel Gallicchio nos encanta com sua beleza e seu carisma. Grande segredo do casal é isso: O CARISMA E A QUÍMICA QUE ELES TÊM. Adoramos acompanhar o que a internet passou a chamar de “Blasnior”, um termo tão forte (o nome do shipp) que chegou até a ser usado durante a novela, e me lembro de duas cenas em específico: quando Júnior compra canecas com os nomes deles e as arruma na prateleira de modo a “casualmente” formar BLASNIOR, ou as cenas do último capítulo, quando os dois começam a construir o futuro juntos e resolvem dar um novo nome ao bar que fora de Dante.

Mas que agora é responsabilidade deles…

Blas e Júnior são APAIXONANTES, e eu adoro como a trama é desenvolvida. Blas é pra frente e totalmente resolvido com sua homossexualidade, que é tudo o que Júnior precisa aprender dele… Júnior ainda precisa entender o que sente por Blas e aceitar seus sentimentos, o que é um processo interessante de acompanhar, embora às vezes queríamos vê-los juntos e só isso. O mais legal é que Blas vem despertando esse sentimento em Júnior desde muito antes do início da novela… quando Blas faz sua estreia em “Simona”, ele está retornando do Canadá, e ele sempre foi o melhor amigo de Dante. Percebemos que alguma coisa aconteceu entre Blas e Júnior no passado desde que ele liga para Dante e o Júnior começa a agir de forma estranha ao ouvir seu nome. Mexido, mas tentando abafar aquilo que está sentindo… mas, no fim, é impossível.

Assim, Blas retorna e, com ele, todos os sentimentos que Júnior tem por ele e tentou esconder ao longo desses anos. Blas e Júnior se beijaram no playroom da Mansão Guerrico, antes de Blas decidir ir embora e tomar distância, mas Júnior nunca quis falar sobre isso, como se não tivesse acontecido. Blas, no entanto, quer deixar as coisas claras… é sofrido, a princípio, porque o Júnior se refugia em si mesmo, em uma fachada que criou para ele, magoa o Blas, magoa a si mesmo, e o percebemos escapar a todo custo do que está sentindo, até que, aos poucos, aprenda a entender e aceitar que ele está apaixonado por Blas. E, melhor, que não tem nenhum problema nisso. Eu gosto de ver o Júnior abraçando a sua homossexualidade, aceitando que ama o Blas e que tudo o que mais quer é estar com ele e, nesse processo, as cenas dos dois são perfeitas.

COMO EU AMO VÊ-LOS SE APROXIMANDO!

<3

E outros personagens desempenham papéis importantíssimos nessa história… Simona é a primeira pessoa para quem Júnior fala sobre os seus sentimentos por Blas, e o mais legal é que eles nem se davam tão bem antes disso, mas, com isso, Simona e Júnior acabam se aproximando e, ao decorrer da novela, ganham cenas sempre muito emocionantes e fofas. Eu também AMEI como os irmãos, Romeo e Dante, reagiram à notícia, sem qualquer tipo de preconceito, o apoiando incondicionalmente, porque a história de amor dele e de Blas é algo a ser apoiado… então, eles o apoiam também quando as complicações externas começam a se intensificar, especialmente na forma de Mauro, o nojento pai de Júnior que é extremamente homofóbico e quer, a todo custo, separar Júnior de Blas… e, com isso, ele faz com que ambos sofram o tempo todo.

As cenas são fortes, são tristes, mas, como eu disse, Blas e Júnior ganham um destaque IMPRESSIONANTE na trama de “Simona”. Muitas semanas são dedicadas quase que exclusivamente aos dois enquanto as demais tramas ficam em segundo plano e, por isso, eles não podem ser 100% felizes o tempo todo… adoraríamos que eles fossem, mas não é o que acontece com casais de novelas por quem torcemos, né? Assim, o Mauro atormenta a vida de ambos, consegue culpar Blas por coisas absurdas, além de deixar Júnior tão transtornado que ele começa a ter ataques de pânico cada vez mais frequentes, o que é desesperador, porque nós nos angustiamos por vê-lo sofrer… quando tudo o que ele queria era ser feliz com o homem que ama… não é tão difícil de entender isso. Mas, felizmente, a novela se atém a apenas um homofóbico.

Não precisávamos de mais do que isso.

Os ataques de pânico do Júnior, em um arco importante da história de Blasnior, acaba levando o Júnior a um internamento, em que ele é confinado e afastado de Blas, de uma forma revoltante e potencialmente ilegal, e quando ele finalmente consegue escapar daquele lugar horrível, achamos que as coisas estão prestes a melhorar, mas então Lúcio, o psiquiatra, ascende como um vilão temporário terrível, fazendo de tudo para separar o Blas do Júnior… o que eu gosto nessa trama, embora eu passe muita raiva, é que o Lúcio, diferente do Mauro, não é movido pela homofobia, tampouco pelo dinheiro, então ele não é comprado pelo Mauro, mas por seus próprios desejos: ele quer o Blas para si (e quem não quer?), então ele começa a armar para afastar o Júnior… é um tanto quanto inconsequente e é isso o que o derruba no final, mas tudo bem.

Depois de todos os problemas externos superados, quando achamos que eles vão ficar bem e pronto, percebemos que ainda temos mais de um mês de novela pela frente… e eles não podem passar tanto tempo juntos. Então, Júnior e Blas acabam tendo brigas que refletem também outros tempos da relação deles, porque o relacionamento deles ainda é muito novo, e eles precisam aprender a lidar um com o outro – e, em diferentes ocasiões, ambos acabam sendo imaturos. O Blas é “liberal demais” (se é que isso existe), e ele pode ocasionalmente faltar com o respeito em algumas atitudes, enquanto o Júnior é imediatista demais, e quer tudo para agora, como casar e ter filhos, mas isso não é algo que o Blas queira… pelo menos não por agora. Assim, eles precisam resolver esses problemas de convivência para que possam, de fato, manter uma relação.

Mas o que importa é que eles se amam.

E, com isso, eles conseguem resolver tudo…

Porque Júnior e Blas acabam sendo O CASAL MAIS FOFO DE “SIMONA”. Simona e Dante ficam muito próximos no segundo lugar, mas como eles tiveram pouco tempo de desenvolvimento, eu ainda os coloco depois de Blas e Júnior… Blas e Júnior, ambos, lutaram muito para estarem juntos. Por isso, detalhes finais da história de ambos acaba sendo segurada pelo roteiro até o último capítulo, porque queríamos vê-los se reconciliarem de modo definitivo, e decidir como seriam as coisas dali em diante… Renato Quattordio e Gabriel Gallicchio brilharam em seus papeis e conquistaram o público, mas, como eu disse, não tinha como não se apaixonar por esse casal que se ama, que tem química e os dois são absurdamente fofos juntos… eu vibrava com cada beijo que eles davam, eu surtei com a primeira vez deles, embora simples… surtei e suspirei com tudo.

Os amo.

Blasnior É a minha parte favorita de “Simona”.

 

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