Peach Lover – Ep. 2

Problemas familiares.

Eu tenho 99% de certeza de que não é isso o que está acontecendo, mas eu acharia bem interessante se o Po estivesse escondendo um grande segredo e estivesse manipulando o Sasom de alguma maneira, porque o Sasom está caidinho talvez depressa demais. Ainda com a sensualidade deliciosa do seu episódio de estreia e cenas excitantes que nos prendem a atenção e nos fazem sentir coisas, esse episódio trilha um quê de romantismo que não chega a me incomodar, mas que me pega desprevenido porque a) parece cedo demais para isso, e b) não tenho certeza se era o que eu esperava. Ainda assim, minha crítica real ao episódio fica para a introdução do casal secundário, que me pareceu aleatória e forçada, porque no restante do tempo eu me diverti de verdade.

Sasom desperta ao lado de Po, seu novo “Peach”, e basicamente age como se aquilo fosse tudo com que ele sempre sonhou… e o que talvez poderia ser apenas uma “parceria profissional” para os vídeos do canal claramente está se tornando mais do que isso rapidamente, porque Po não deixa de pensar em Sasom o tempo todo, e Sasom deixa para trás um bilhete com o seu telefone para que ele o adicione… ainda que nesse primeiro dia o Sasom não responda à mensagem provocante de Po (Po sabe muito bem o que ele está fazendo e eu gosto disso!), eles logo estão trocando mensagens nas quais falam sobre “estar com saudades” um do outro e tudo o mais, e os encontro sexuais se tornam rotineiros – para gravação do canal do Peach Lover ou não.

Gosto da sensualidade e da provocação de “Peach Lover”… como comentei no primeiro episódio, não posso negar que foi um dos principais elementos que me trouxeram até aqui. Nesse episódio, Po resolve mostrar os seus talentos artísticos para Sasom e pede que ele pose para ele, e então tira a sua roupa toda, tira a sua cueca, o acaricia de maneira provocante sob a toalha que coloca para cobrir o seu pênis, e então se afasta para observá-lo e pintá-lo. O erotismo bem construído é profundamente excitante, e eu gosto de como os olhares demonstram todo o desejo compartilhado durante todo o tempo em que Po desenha Sasom, até que ele termine, mostre a Sasom e Sasom reclame que “de verdade é muito maior” e resolva “ensinar uma lição”.

As expressões, o ângulo de câmera, o som… UAU!

É muito curioso como Sasom e Po conseguem alternar entre “o tesão de mil Anittas” e uma fofura quase descabida – uma dicotomia que beira a comicidade, mas que inusitadamente funciona, pelo menos por ora. Parte de mim, no entanto, espera que haja mais no personagem de Po do que sugere seu comportamento com Sasom. Há um trauma familiar que ele carrega e que é brevemente mencionado tanto em um diálogo com Sasom, quando ele pergunta se “os pais dele estão em casa”, quanto em um diálogo com Meen, seu melhor amigo… Po pergunta a Meen se “ele vai continuar sendo seu amigo caso uma sex tape sua caia na internet um dia”, e o amigo pergunta o que ele fez e com quem ele saiu, e o adverte para ter cuidado para não fazer algo de que se arrependerá “apenas para atingir o pai”.

Preciso ver como isso vai se desenvolver para opinar de fato.

Já o caso de Sasom também pode ser promissor… ele tem toda a trama da fama e da pressão da mídia, bem como a pressão da família, que o impede até de ser amigo de pessoas que não são suficientemente famosas. Por isso, quando Sasom chega mais cedo do trabalho e quer sair para comer com Po (e depois comer o… vocês sabem), Po acha que vai ser arriscado e que eles não podem ser vistos juntos – e só aceita se ele for “disfarçado”, o que envolve uma máscara preta e um moletom com capuz. Eu gosto de como “Peach Lover” explora esse tesão jovem de início de relacionamento e de como os personagens entregam isso com maestria, porque nem sei se eles vão conseguir sair de casa… e, ainda que saiam, aquele beijo, aqueles toques, aquele abraço…

Convenhamos… É UMA DELÍCIA!

 

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