A Knight of the Seven Kingdoms (O Cavaleiro dos Sete Reinos) 1x05 – In the Name of the Mother
“Get up!”
MAIS UM
EPISÓDIO ESPETACULAR. Exibido originalmente em 15 de fevereiro de 2026, “In the Name of the Mother” é o quinto
episódio da primeira temporada de “O
Cavaleiro dos Sete Reinos”, e é ainda mais do que esperávamos: além de dar
sequência ao tenso Julgamento dos Sete, pois foi no início dele que terminamos
o episódio anterior, também exploramos um pouco do passado de Dunk e o momento
em que ele escolheu Sor Arlan como seu mentor. É um episódio riquíssimo que
explora traumas e relações de maneira intensa e sentimental, bem como traz
sequências de ação em uma batalha sangrenta que parece crua. Assistir a esse episódio
é intenso do início ao fim, e percebi só no final o quanto eu estava o tempo
todo prendendo a respiração.
Quando os
créditos começaram foi que a soltei.
INTENSO DO
INÍCIO AO FIM.
São sete
cavaleiros de cada lado de um duelo que também é um julgamento… e quando Dunk
se perguntou quem ele poderia ter ao seu lado para completar o número
necessário para o início da batalha, ele recebeu a ajuda de ninguém menos do
que Baelor Targaryen. Agora, ele parte para uma batalha da qual não sabe se
retornará, e a iminência de algo brutal entrega algo breve e muito bonito entre
Dunk e Egg. O garoto tem toda a sua preocupação estampada em cada fibra do seu
ser quando lhe entrega a lança para o combate, e Dunk não quer que aquilo se
estenda, e eu gosto que ele é sentimental “à sua maneira”, quando diz a Egg que
“é bom que ele esteja ali quando ele voltar, porque se ele o roubar, ele vai
caçá-lo com cachorros”. O sorriso de Egg aqui!
QUE PERFEITA
ESSA DUPLA!
É claro que
não há garantia alguma de vitória e de retorno, é provável que os cavaleiros do lado de lá sejam todos mais
experientes que eles, e o início da batalha é profundamente angustiante e
desesperador, e nos perguntamos quanto tempo Dunk pode sobreviver a golpes tão
duros – e gosto das escolhas criativas do episódio que nos coloca
temporariamente dentro do elmo de Dunk,
assistindo à batalha como ele, porque tudo parece mais urgente e mais
impossível. O corte do Julgamento dos Sete à infância de Dunk nos pega de
surpresa, mas nos entrega informações importantes, bem como um paralelo
inesperado e bonito com o presente, através das pessoas que incentivam o Dunk a se levantar quando tudo parece
perdido. Sor Arlan lá… Egg aqui.
O longo flashback de Dunk nos leva de volta
muitos anos no passado, quando ele caminhava por campos de batalha com Rafe em
busca de coisas que pudessem ser vendidas e retornava à Baixada das Pulgas, de
onde secretamente não queria ir embora por querer estar num lugar onde a mãe
pudesse procurá-lo caso retornasse, embora a probabilidade é que ela estivesse
morta… as condições nas quais Dunk e Rafe viviam é a força motriz de todo o flashback, e eles acabam “presos”
naquele lugar quando as moedas que têm não são o suficiente para levá-los às
Cidades Livres, para as quais o Dunk iria, mesmo contra a vontade, para
acompanhar Rafe. E eles acabam encurralados por Alester, de quem Rafe tentara
roubar, e a situação vai se tornando cada vez mais sangrenta…
Rafe é
assassinada de maneira brutal na frente de Dunk, por um satisfeito Alester, e o
garoto tampouco teria muita esperança de vida se não fosse por Sor Arlan de
Centarbor, que sai de dentro de uma taverna, enfrenta Alester e os outros
homens e salva a vida de Dunk – naquele momento, ele ganhou a lealdade de Dunk
pelo resto de sua vida. Sem ter onde morar ou qualquer tipo de companhia, o
garoto segue Sor Arlan em suas viagens, de uma distância segura, mas não
invisível, enquanto um machucado em sua perna, fruto da batalha em frente à
taverna, começa a infeccionar. Sor Arlan o ajuda novamente, o acolhe e é a voz
que manda ele “se levantar”. Uma voz que, de alguma maneira, ecoa agora nos
gritos do Príncipe Aegon Targaryen…
Ou Egg, seu fiel escudeiro.
“O Cavaleiro dos Sete Reinos” é, antes
de mais nada, MARAVILHOSA, e 90% de seu sucesso se deve à dinâmica de Dunk e
Egg e a atuação brilhante de ambos os atores! Nós sentimos toda a urgência dos
gritos de Aegon esperando que seu “sir” desperte, e ele é o primeiro a notar
que ele está começando a reagir quando o Julgamento dos Sete está prestes a ser
dado como encerrado, e então ele impede que isso aconteça, porque acredita que
Sir Duncan o Alto ainda pode vencer… e o faz. Duncan luta por ele mesmo, mas
também por Rafe, por Arlan, por sua mãe e por Egg quando ele enfrenta Aerion e,
dessa vez, ele o vence – até que o príncipe covarde, na iminência de sua morte,
diga que se rende… e Dunk o carrega para
que ele diga isso na frente de todos.
O Julgamento dos Sete chega ao fim.
Não é o
episódio leve e divertido que tivemos de “O
Cavaleiro dos Sete Reinos” em semanas anteriores, e isso mostra a
abrangência da série, com algo em comum em todos os episódios: seu coração. É uma série extremamente
íntima e sentimental, e esse episódio é uma maneira diferente de abordar isso.
Com as acusações retiradas, Dunk precisa agora se preocupar com as baixas que
teve na equipe, com a lealdade que jura a Baelor até o fim de sua vida e com os
próprios ferimentos, mas o episódio ainda tem uma última surpresa que nos deixa
impactados – lágrimas nos olhos, nó na garganta, aperto no peito –, quando o
elmo de Baelor é retirado e revela um ferimento na cabeça do qual ele não pode
sobreviver. Baelor Targaryen morre nos
braços de Duncan.
Episódio
fortíssimo! Que série!!!
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