[Season Finale] Percy Jackson e os Olimpianos 2x08 – O Velocino Funciona Bem Demais

O próximo filho dos Três Grandes a atingir 16 anos…

Adaptando “O Mar de Monstros”, a segunda temporada de “Percy Jackson e os Olimpianos” acaba se saindo melhor do que a temporada anterior, ainda que “O Ladrão de Raios” seja um livro muito mais legal. O segundo livro da série é o que eu menos gosto, certamente, e é por isso que eu acredito que algumas adaptações foram bem-vindas, ainda que eu acredite que alguns elementos tenham anulado a possibilidade ou adiantado o espírito de “A Batalha do Labirinto”, mas eu ainda acho que falta algo para a série. Ela é notadamente melhor do que a primeira, mas ainda existem problemas de direção e ritmo que fazem com que a adaptação fique aquém do que é possível com o material base… espero ainda mais melhorias na terceira temporada, porque “A Maldição do Titã” é meu livro favorito!

Lançado em 21 de janeiro de 2026, “O Velocino Funciona Bem Demais” é o último episódio dessa segunda temporada de “Percy Jackson e os Olimpianos”, e segue a tradição de utilizar nomes de capítulos importantes como títulos dos episódios – nesse caso, no entanto, chama a atenção o fato de o título do último capítulo não ter na série o mesmo impacto que teve no livro: em “O Mar de Monstros” como livro, é uma surpresa que o Velocino de Ouro “cure” Thalia Grace e a traga de volta à vida, enquanto na série se espera que isso aconteça desde episódios anteriores, e muita coisa da trama gira em torno disso: tendo essa informação graças a Annabeth, Luke percebe que, com o Velocino, ele pode “criar” o semideus da Grande Profecia e não precisará de Percy…

Tudo é mais grandioso nessa conclusão de temporada, o que funciona muito bem para a adaptação, dando a “O Mar de Monstros” um clímax mais intenso. Quando Sally precisa parar o carro porque Blackjack está no meio do caminho, Percy desce para conversar com ele e descobre que Clarisse ainda não chegou ao Acampamento Meio-Sangue: o lugar está cheio de monstros e ela continuou a pé, sozinha, com o Velocino de Ouro… eles precisam ajudar. Percy pede que Sally não os acompanhe, porque não pode correr o risco de perdê-la novamente, e os dois se despedem em um momento bonito e emotivo antes de Percy e os demais rumarem ao Acampamento, que parece estar em guerra… existe um exército disposto a derrubar a Árvore de Thalia e atacar os semideuses.

Luke Castellan, no entanto, anuncia que a Árvore precisa ser salva: Thalia Grace é a semideusa mais poderosa da atualidade, e ela pode ser a “arma” da qual fala a Grande Profecia… aquela em cujas mãos estará o futuro ou a ruína do Olimpo e da Era dos Deuses. É justamente isso o que Percy Jackson teme: ele não conhece Thalia, e ele tivera um sonho com ela que o instiga a não confiar na filha de Zeus, e ele tem uma conversa breve com Annabeth sobre isso: Annabeth confia em Thalia e acredita que ela estará do lado deles nessa guerra porque “ela é sua amiga”, mas Percy a lembra que Thalia também era amiga de Luke… no fundo, Annabeth não tem certeza do que o retorno de Thalia pode significar para a Grande Profecia. E se Percy estiver certo em temer?

Percy Jackson chega até o Acampamento Meio-Sangue e tenta fazer com que Dionísio faça algo a respeito da batalha vindoura e, quando ele não faz nada, ele assume a liderança. Eu preciso dizer algo que os fãs que adoram rivalizar as duas sagas odiarão, mas é inegável: a cena de Percy Jackson dizendo que “Cronos está de volta” e que “falou com ele” é muitíssimo parecida com as cenas que Harry Potter diz isso tanto em “Cálice de Fogo” quanto em “Ordem da Fênix”… não há essa semelhança tão gritante no livro, mas na série chamou bastante a atenção! Além disso, Percy assumindo a liderança e falando em nome de Quíron sobre como eles precisam lutar e se proteger é parecidíssimo ao conceito da Armada de Dumbledore também em “Harry Potter e a Ordem da Fênix”.

Além disso, eu preciso dizer que a adaptação de “O Mar de Monstros” nessa segunda temporada de “Percy Jackson e os Olimpianos” acaba adiantando o espírito de “A Batalha do Labirinto”. Essa guerra toda que envolve o Velocino de Ouro e a Árvore de Thalia é EXCELENTE como clímax e funciona muito bem para o audiovisual, mas acaba sendo conceitualmente muito similar ao clímax do quarto livro da série, que é quando a grande missão de Luke é encontrar uma maneira de invadir o Acampamento Meio-Sangue e atacar os semideuses com seu exército de monstros. É mais lá, e não aqui, que o acampamento está em um perigo tão iminente. Uma adaptação fiel da batalha final de “A Batalha do Labirinto” acabará soando repetitiva na quarta temporada, então imagino que também haverá alterações…

Além disso, essa temporada anula toda a relação inicial de Grover e Tyson em “A Batalha do Labirinto”.

Percy e Tyson parecem liderar o exército do Acampamento Meio-Sangue contra o exército de Cronos, e ganhamos toda uma sequência de batalha real aqui que funciona muito bem – e muito melhor do que a primeira temporada da série me fez esperar, então preciso dar esse crédito à temporada nova! Também há uma tensão acumulada entre Percy e Luke que proporciona aquele embate corpo-a-corpo angustiante e um grande momento para o Tyson, que é quem salva a vida do irmão… há um quê de urgência com a Annabeth levando uma flechada, por exemplo, e Percy entrega a Clarisse o Velocino de Ouro para que ela finalize a sua missão e o lance até a Árvore de Thalia… e, quando o faz, a magia do Velocino começa a funcionar, curando a árvore e trazendo Thalia de volta.

Thalia e Percy desmaiam ao mesmo tempo.

Gostei bastante da cena de Percy em “sonho” com Poseidon, onde ele tem a chance de falar sobre a Grande Profecia e se despedir de Tyson… Poseidon diz que precisam de Tyson nas forjas de Hefesto, porque a guerra já começou, e Tyson aceita partir de imediato, dizendo que é uma forma de agradecer por eles terem o mandado Percy: é MUITO FOFA a fala de Tyson sobre como ele estava sozinho nas ruas antes de conhecer ele e Sally e rezou aos deuses para que lhe mandassem um amigo, e então eles o enviaram um irmão… COMO PODE O TYSON SER A COISA MAIS FOFA DESSE UNIVERSO?! Também é bonita a conversa de Percy com o pai, mais emotiva do que se espera, com a distância que a maioria dos deuses tem com os seus filhos… mas os olhos de Percy estão cheios de lágrimas!

Ele desperta de volta no Acampamento Meio-Sangue, três dias depois da batalha, que foi encerrada com a vitória deles. De volta ao Acampamento, Quíron também o recebe e resolve contar a verdade sobre a noite em que eles chegaram – e por que Zeus transformou Thalia em uma árvore. Zeus tentara convencer Thalia a lutar ao seu lado como a poderosa semideusa da Grande Profecia, mas Thalia se recusava a ser uma arma dos deuses… como a filha estava prestes a completar 16 anos e parecia detestar o Olimpo, Zeus escolheu a castigar transformando-a em árvore para que não chegasse à idade da profecia, e agora talvez Cronos quisesse o Velocino de Ouro justamente para trazer Thalia de volta à vida… para conseguir uma “Campeã” que fosse lutar por ele.

Alguém que pode trazer ao fim a Era dos Deuses.

Vamos adiante do livro, mas o impacto final é similar. Gostei!

 

Para mais postagens de “Percy Jackson e os Olimpianos”, clique aqui.

 

Comentários