[Season Finale] Glee 4x22 – All or Nothing

“Cause it’s all or nothing at all”

Exibido originalmente em 09 de maio de 2013, “All or Nothing” é o vigésimo segundo e o último episódio da quarta temporada de “Glee”, e eu encerro os meus comentários sobre essa temporada dizendo algo que pode parecer controverso: EU GOSTO MUITO DESSA TEMPORADA. Eu sigo com a mesma sensação que eu sempre tive: “Glee” precisava ter se desapegado dos personagens conforme eles se formavam, no máximo permitindo uma ou outra participação em eventos importantes como as Regionais, e se dedicado de verdade no desenvolvimento de seus novos talentos… era o que teria mantido o frescor da série e, quiçá, poderíamos estar assistindo um grupo completamente diferente no New Directions atualmente, contando suas próprias histórias.

Os personagens novos não são ruins, e eu os defenderei até o fim, ainda que reconheça que o roteiro precisava ter se dedicado a eles com mais afinco e respeito. Nesse episódio, Brittany S. Pierce está se despedindo do McKingley High para ir para a faculdade (quem diria?), Blaine está tomando uma decisão importante para o futuro, e veteranos e novos integrantes estão se preparando para a maior apresentação que essa formação do New Directions já fez – e eles arrasam nessas Regionais! Gosto de assisti-los porque eles têm histórias a contar, diferente da maioria dos personagens antigos que são forçados pelo roteiro a estarem presentes… a única personagem que se formou e teve uma história de verdade foi a Rachel, agora fazendo sua audição final para Fanny Brice…

Ao som de “To Love You More”.

Percebam que, nesse Season Finale, até mesmo Rachel Berry fica em segundo plano… ela tem uma cena importante isolada e, então, sua história fica em Nova York porque tem coisas acontecendo em Ohio conforme as Regionais se aproximam, embora várias das histórias contem com retornos… Blaine, por exemplo, está determinado a pedir o Kurt em casamento, ainda que o Sam lhe diga que ele é muito jovem para isso e eles nem estejam em um relacionamento nesse momento, e ele vai com Tina até o shopping para comprar um anel de noivado, o que o leva a conhecer uma senhora que conheceu a mulher com quem se casou quando elas tinham 18 anos, há muito tempo, em uma época em que as coisas ainda eram muito diferentes… e elas compartilham com Blaine e Kurt um momento bonito no Breadstix.

Brittany, por sua vez, impressiona as pessoas no MIT com o que eles passam a chamar de “O Código Brittany” e pode ser a descoberta mais importante da matemática do século e a chamam de “a próxima grande mente depois de Albert Einstein” ou qualquer coisa assim, e um convite para se juntar à faculdade antecipadamente a deixa desnorteada e a conduz por uma espécie de surto que a faz fazer exigências e agir de maneira estúpida com um monte de gente – me diverti com a reação de Santana quando o Sam liga pedindo ajuda para ela, perguntando se “ele tem certeza que não é só a ‘Semana Britney 3.0’ no glee club ou algo assim”. No fim, Brittany retorna para as Regionais e faz um discurso com despedida LINDÍSSIMO na sala do coral, à sua maneira, e é emocionante.

Ryder, por sua vez, ameaça não se apresentar com o grupo nas Regionais enquanto a pessoa que o enganou e se fez passar por “Katie” não se revelar e, no meio de toda aquela confusão, Marley se levanta e diz que foi ela… ela pede desculpas, diz que foi “uma brincadeira” que saiu de controle, mas eventualmente descobrimos que ela não estava dizendo a verdade – quando ela tenta conversar com o Ryder e dizer que ele está punindo o grupo todo por um erro dela, Unique diz que a ama e a agradece por tentar ajudar, mas não precisa mais fazê-lo… foi ela quem conversou com o Ryder fingindo ser outra pessoa. A cena é sincera, forte e triste, e eu fico com raiva do Ryder dizendo que “nunca mais vai falar com ela”, embora eu entenda o sentimento de ter sido enganado.

Não é uma história que será bem trabalhada eventualmente.

Ele, inclusive, retorna para a apresentação, mas anuncia a saída do New Directions.

As Regionais acontecem no próprio auditório do McKingley High, com uma desculpinha fajuta do roteiro – sempre me pareceu muito preguiçoso quando as competições são ali, no mesmo auditório de sempre. A primeira apresentação é dos Waffletoots, cantando “Rainbow Connection”, e não tem nada demais ali… mas a apresentação das Hoosierdaddies é simplesmente FANTÁSTICA do início ao fim! Temos duas músicas completas do grupo competidor, “Clarity” e “Wings”, e as duas são excelentes, e eu gosto de quando o New Directions precisa enfrentar grandes grupos… quando enfrentaram o Vocal Adrenaline antes, eles já tiveram que passar por Jesse St. James, por Sunshine e, mais recentemente, pela própria Unique.

Essa é a vez de Frida Romero.

Então, temos a apresentação dos New Directions nas Regionais, e é a primeira grande competição completa dessa formação, uma vez que nas Seletivas eles só cantaram uma música e foram interrompidos pelo desmaio de Marley, e posso dizer? ELES ARRASAM. “Hall of Fame” está maravilhosa e os garotos estão incríveis na apresentação toda, com presença e carisma; “I Love It” é uma música que eu adoro e eu acho que as meninas se saem incrivelmente bem, com uma energia fascinante, e a Sugar é uma espécie de protagonista com as suas expressões, roubando a cena; por fim, temos “All or Nothing”, que é uma canção original de Marley Rose muito bonito e que, embora eu não ache tão boa quanto “Outcast”, é uma boa conclusão para a temporada.

Eles mereceram essa vitória!

Após a apresentação, a vitória e a celebração, a sala do coral é o cenário de um grande evento que foi adiado durante a temporada: o casamento de Will e Emma. Foi ela quem tomou a decisão de fazer o casamento simples, porque descobriu que “não consegue lidar com a pressão de uma cerimônia grandiosa”, e o que importa é que eles estejam ali… gosto do casamento de Will e Emma, por mais simples que ele seja, porque a mensagem é clara e o sentimento está ali: torcemos para que eles sejam felizes. A temporada termina com alguns ganchos, algumas coisas incompletas – inclusive, pela primeira vez na série, não terminamos um ano letivo e iniciaremos a próxima temporada no caminho para as Nacionais… eu estaria empolgado, se já não tivesse assistido antes.

Infelizmente, é na quinta temporada que “Glee” se perde de vez.

E o erro é o mesmo que já mencionei tantas vezes: o medo de fazer escolhas e se comprometer.

 

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