Star Trek: Starfleet Academy 1x05 – Series Acclimation Mil
“If our
choices determine who we are, what determines our choices?”
A EMISSÁRIA
SAM. Exibido originalmente em 05 de fevereiro de 2026, “Series Acclimation Mil” é o quinto episódio da primeira temporada
de “Star Trek: Starfleet Academy”, e
é um episódio delicioso protagonizado por Sam, mas que resgata a história e o
legado de Benjamin Sisko, o protagonista de “Star
Trek: Deep Space Nine”, e é um grande presente para os fãs da franquia.
Gosto muito de como a série é algo novo
e com sua bem-vinda independência, sem esquecer-se que é parte de uma franquia
com um legado imenso. Cada episódio é um deleite, e a série segue fazendo algo
que eu sempre elogiei bastante em “Star
Trek: Strange New Worlds”, que é a capacidade de alternar protagonismos e
estilos de narrativa a cada novo episódio.
Series
Acclimation Mil, ou “Sam”, como a chamamos, foi criada há 217 dias, programada
para ser uma adolescente de aproximadamente 17 anos, tem corpo holográfico e é uma criatura única – além de ser a
única de sua espécie na Academia da Frota Estelar. Nesse episódio, descobrimos
qual é a sua missão… ela foi enviada
de Kasq por seus Criadores para estudar
os “orgânicos” (toda a cena de Darem, um quioniano, vomitando glitter é
peculiar e maravilhosa!) e descobrir se eles podem confiar neles: há muito
tempo, eles foram criados pelos orgânicos para serem servos, até que se tornaram sencientes e conquistaram sua
independência, afastando-se dos orgânicos. A pergunta é: eles podem voltar a
conviver ou os orgânicos tentariam escravizá-los novamente?
É isso o que
Sam foi enviada para investigar. Como emissária de seus Criadores em Kasq, ela
precisa se reportar a eles semanalmente, e ainda há muita coisa que ela não
entende – ela não sabe por que o Darem come coisas como banana se elas
apodrecem assim que são ingeridas por quionianos, ou por que a Academia e a
Escola de Guerra têm essa briga constante por território, ou por que Caleb e
Tarima não pedem por sexo se eles querem tanto isso. Orgânicos são mais
complicados do que ela imaginou que eles fossem… Sam é instruída pelos
Criadores a juntar-se a uma aula para a qual a professora não pretende
aceitá-la ainda nesse semestre, porque eles já estão na metade deles, e Sam
encara como um desafio fazer algo que mostre que ela deve fazer parte dessa
aula.
Benjamin
Sisko. É essa figura histórica de “Star
Trek”, que carrega um mistério não resolvido, que pode ser o “ingresso” de
Sam. Sisko foi um Capitão da Frota Estelar e um Emissário assim como ela, e ela
acha que pode solucionar o caso, embora durante tantos anos ninguém o tenha
podido – e, para isso, ela convoca a ajuda de seus amigos Jay-Den, Darem,
Caleb, Genysis e Ocam, e eu repito o que já disse mais de uma vez: EU AMO ESSE
GRUPO! Sam apresenta a eles a história de Benjamin Sisko, um homem que se
tornou o Emissário dos Profetas e uma espécie de herói e deus para os
bajorianos, e ninguém sabe o que aconteceu com ele… se ele está morto, se ele
ainda está vivo, se ele está em Bajor. E
a beleza é a não resolução, talvez.
Nahla Ake
faz a sua contribuição falando para Sam sobre o tempo em que morara em Bajor, e
lhe indica o caminho para o Museu Sisko – há algo de muito íntimo e muito
emotivo nessa investigação e nesse episódio como um todo, e Sam escuta Jake
Sisko, o filho de Benjamin, falar sobre o pai, porque ele não o via como “O
Emissário”, mas como uma pessoa. E é,
talvez, essa busca por Benjamin Sisko como pessoa
de verdade que os leva à Academia. Não a Academia da Frota Estelar na qual
eles passam seus dias inteiros, mas a “Academia”, um bar na Terra ao qual Sisko
costumava ir… há toda a pressão dos Criadores para que Sam faça o que eles
mandaram ou então ela será considerada inútil e será levada de volta a Kasq,
onde existirá para sempre como um fracasso.
A pressão é
sufocante… e inicia uma trama importante do episódio, com Sam dividida entre o
que esperam que ela faça e o que ela quer fazer. Além do que “ela foi criada
para fazer”, ela também é uma pessoa por conta própria, tem seus próprios
pensamentos, vontades… amigos. E toda
a sequência d’A Academia, o bar, é muito boa, com direito ao Caleb conseguindo
mexer nas configurações de Sam para simular que ela está bêbada, e algumas brigas entre a Academia da Frota Estelar
e a Escola de Guerra. Também temos o Jay-Den flertando com um cadete da outra
escola e o Darem possivelmente com ciúme (espero que ele esteja mesmo!), além
de Caleb e Tarima finalmente se entregando ao que eles estão sentindo e
trocando um beijo apaixonado.
Até serem interrompidos pelo caos.
É muito
dolorosa a percepção de que emissários “não podem ser quem são ou fazerem o que
querem fazer”, e é um destino com o qual Sam está começando a se conformar
quando ela descobre que não precisa ser assim…
felizmente. Toda a jornada de Sam nesse episódio a faz aprender bastante… o suficiente para que Illa Dax, a professora do
seminário ao qual ela estava tentando se juntar, acredite que ela está
preparada para ser apresentada ao Anslem, o livro escrito por Jake Sisko e que
ninguém sabia se ele tinha chegado a terminar de escrever ou não. A conexão com
o livro nunca publicado ajuda Sam a entender que ela não está condenada, no fim
das contas, a viver uma vida que outras pessoas escolheram para ela e como
essas pessoas escolheram…
Benjamin
Sisko cumpriu a sua missão como Emissário dos Profetas, é verdade, e fez o que
eles queriam que ele fizesse, mas fez à sua maneira e tomou as suas próprias
decisões… ele se cassara com Kassidy quando tentaram lhe dizer que não era para
ele fazer isso, por exemplo, porque era sua escolha e ele precisava ser
verdadeiro consigo mesmo. Sam se pergunta se ela está preparada para ser
Emissária de Kasq, e confrontada com todos os sacrifícios que emissários precisam
fazer, mas ela está um pouco mais forte nesse momento, graças à história de
Benjamin e graças a Illa Dax, a antiga mentora de Sisko, e ela deixa claro para
os Criadores como serão as coisas agora. Ela
entende sua missão, ela vai cumpri-la… mas ela vai fazer da sua maneira.
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