Fogo Ardente (Donde Hubo Fuego) – O novo chefe do Corpo de Bombeiros
“Estuve preso por 25 años. Por matar a mi propia
esposa”
Ricardo
Urzúa precisa provar a sua inocência…
depois de ter passado 25 anos preso nos Estados Unidos por um assassinato que
não cometeu, Ricardo está de volta à Cidade do México para descobrir o
verdadeiro “Carniceiro de Reynosa”. Depois de uma introdução eletrizante e
promissora, “Fogo Ardente” segue
dando passos importantes e deliciosos de se assistir, em uma narrativa que ora
parece uma telenovela, ora parece uma série – e é fascinante o tempo todo! Em
um flashback rápido, encontramos
Daniel Quiroga ainda vivo, no dia em
que ele descobriu que o caso que estava investigando, sobre a ligação do
Carniceiro de Reynosa com o Corpo de Bombeiros Comandante Raúl Padilla Arellano,
estava também ligado à sua própria história: ele era filho do assassino.
Ou assim ele
acredita.
Gosto muito
desse clichê de telenovelas de ter que
provar sua inocência e tudo o mais – é uma pena que Daniel tenha morrido,
no entanto, acreditando que era filho de um assassino e que Ricardo tinha
matado sua própria esposa, sua mãe biológica. “Fogo Ardente” ainda poderá lidar, no entanto, com a relação de
Ricardo com Poncho, seu outro filho, que nem sabe de sua existência, tampouco
sabe que ele ainda está vivo… de volta ao lugar onde ele pode encontrar algo
que ajude a inocentá-lo, Ricardo é acolhido na pensão de Glorita, que se lembra
dele da época em que ele era um bombeiro junto com o seu falecido marido, e que
está disposto a ajudá-lo agora… mesmo que Ricardo não seja lá muito bom em
manter o clima muito bom e as pessoas confiando nele.
Dei uma
risada incrédulo com ele dizendo que “foi preso por matar a própria esposa”.
Quer dizer,
ele tardou demais em explicar que era
inocente e eu achei divertido!
Em paralelo,
acompanhamos também um pouquinho mais de Poncho, e eu preciso dizer que eu estou gostando dele como protagonista
– pode ser que eu esteja muito distraído com o fato de ele passar uns 70% do
tempo seminu ou pelo menos sem camisa? Talvez. De todo modo, eu acho que o
personagem tem carisma e ele tem uma premissa interessante, porque ele quer descobrir toda a história por trás
do assassinato do seu irmão… devido ao tamanho razoavelmente curto da
novela/série, o luto é tratado rapidamente, o que não quer dizer que não
vejamos os efeitos que ele tem sobre Poncho, inclusive naquela cena em que ele
parece ver o “fantasma” do irmão no clube de strip no qual trabalha, e então
ele precisa descer do palco porque está atordoado.
Sua grande
companheira, ao que tudo indica, será Olivia, uma bombeira que trabalha no
Corpo de Bombeiros Comandante Raúl Padilla Arellano, que tem alguém que está
ligado ao Carniceiro de Reynosa e, também, à morte de Daniel… no entanto, eu ainda não tenho certeza de
que podemos confiar em Olivia, e a aparente dualidade da personagem é
interessante. Não se pode negar, no entanto, que Poncho e Olivia têm
química (desde o primeiro capítulo, inclusive), e ela está esperando por ele no
estacionamento do clube de strip, disposta a dizer o seu nome, estender a mão
para ele e, basicamente, dizer que “eles não são mais estranhos” – afinal de
contas, ela dissera no primeiro capítulo que “não fazia sexo com estranhos”. Parece que isso está resolvido.
Entre cenas
inegavelmente quentes e excitantes, “Fogo
Ardente” mantém o mistério intacto quando Poncho encontra Olivia
suspeitosamente mexendo nas coisas de Daniel e assistindo a um vídeo no qual
ele fala sobre o que estava investigando… segundo Olivia, alguém estava ali
dentro, ela ouviu e por isso começou a mexer nas coisas, nada mais do que isso:
pode ser mentira e, se for, Olivia está fazendo um excelente trabalho
“enganando” o Poncho; ou pode ser verdade, porque Poncho realmente vê alguém
saindo de carro da casa (e ele sai correndo na rua só de cueca, mas não tem
como parar o carro). Agora, Poncho tem certeza absoluta de que ele precisa dar
um jeito de se tornar bombeiro e entrar na estação para “poder investigar de
dentro”.
E Olivia
pode ajudar?
Quem mais
está “se infiltrando” na estação do Corpo de Bombeiros é o próprio Ricardo… com
a ajuda de Glorita, a confidência dos demais moradores da pensão e uma inegável
cara-de-pau, Ricardo simplesmente ASSUME O POSTO DE CHEFE DO CORPO DE BOMBEIROS
– como se ele tivesse sido enviado por algum superior, e pouca gente parece
disposta a questionar… a não ser o Segundo Tenente, que achou que a “promoção”
deveria ser dele. De todo modo, Ricardo faz o seu anúncio durante uma
celebração de aniversário do Corpo de Bombeiros, onde ele oficialmente também
conhece Poncho… e terminamos em um gancho ESPETACULAR quando, na antiga sala de
Artemio Román, Poncho descobre a verdade a respeito do passado de Ricardo
Urzúa.
E é
descoberto lá dentro!
Também é
necessário dizer que a série está lentamente nos provocando com uma história
gay que me deixa bastante empolgado! Fabio, o filho de Glorita, parece ter um crush tremendo em um dos bombeiros:
Gerardo. Aparentemente, Gerardo tem uma namorada “de fachada” e ainda não
aceitou a sua própria homossexualidade, o que deve ser a sua trama durante “Fogo Ardente”, mas alguma coisa mexe com ele quando Fabio o procura
durante a festa de aniversário da estação do Corpo de Bombeiros e lhe entrega
um presente: algo que ele mesmo tricotou
especialmente para ele. Agradecendo o gesto e tendo um pequeno “gay panic”,
como dizemos, Gerardo se despede dizendo que “vai guardar o presente”, o que
deixa Fabio um pouco desconcertado.
Estou bem
curioso para os rumos dessa trama!
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