Glee 5x10 – Trio

Irremediavelmente absurdo.

Exibido originalmente em 04 de março de 2014, “Trio” é o décimo episódio da quinta temporada de “Glee”, e o que eu preciso entender antes de mais nada é: nada aqui faz sentido e não é para ser levado a sério. Pouco mais de 12 anos separam o dia de hoje do dia em que vi esse episodio pela primeira vez, e existe uma diferença entre esses dois momentos: lá, eu estava em choque, torcendo por mudanças e revoltado; aqui, eu já sei que a série desandou de vez na segunda metade dessa temporada e não há nada mais a ser feito. Quer dizer, continua sendo um episódio ruim, e eu não acho nem que as músicas sejam particularmente notáveis, mas a partir do momento em que eu embarco no absurdo, cenas e falas pontuais me arrancaram risadas!

Conforme se aproximam as Nacionais e a formatura, Tina está chorosa porque não quer que tudo acabe e que as coisas mudem, e eu vou dizer uma coisa: ela tem razão quando diz que “o que mantém as amizades do colégio é o colégio”. Seu medo é justificável. Então, ela, Sam e Blaine planejam fazer alguma coisa especial e marcante… algo de que eles vão sempre lembrar e que marcará seus últimos dias no McKingley. A ideia de uma espécie de “festa do pijama” acaba sendo barrada por Sue Sylvester, no entanto, e Blaine e Sam resolvem ajudar Tina a fazer isso clandestinamente… o que importa é proporcionar essa memória a Tina e ajudá-la a parar de chorar, e eles se divertem correndo pelos corredores, apostando corridas com cadeiras de rodas e extintores, etc.

Até que as coisas desandem eventualmente – um pouco pela aparição da Becky e a instituição do Twister, mas principalmente porque Sam e Tina desaparecem e, quando Blaine os encontra, eles estão aos beijos… não é um namoro, um romance, nem nada, mas os dois são atraentes e “quiseram experimentar” antes de acabar a escola. O drama exagerado do Blaine rende, ao menos, um diálogo duvidoso e expressões hilárias de Sam. Musicalmente, o trio nos entrega “Jumpin’, Jumpin’” inicialmente, ainda na sala do coral durante os horários normais de aula, e “Don’t You (Forget About Me)” depois, durante a noite que passam na escola, enquanto eles estão se divertindo juntos e criando memórias para toda a vida… entre sucessos e frustrações, acho que eles se lembrariam daquilo para sempre mesmo.

Em Nova York, Rachel vai morar com Elliott depois de “ter sido mandada embora” (não foi isso o que aconteceu), e ela ainda se apossa da cama dele, o que é bem “Rachel 1ª Temporada”. Santana, enquanto isso, faz planos “para derrubar a Rachel”, tenta trazer o Elliott para o seu lado, o que vira um caos gigantesco porque as duas parecem achar que “tem direito” sobre o Elliott, quando ele não deve nada a nenhuma das duas… ao menos ganhamos boas performances aqui. Primeiro, temos “Barracuda”, com o Elliott/Starchild e a Rachel, e a música não atende ao conceito de “trio” do episódio; depois, temos uma espécie de competição entre Rachel e Santana, na qual o Elliott está no meio, com “Gloria” no Spotlight Diner, e é a melhor música do episódio!

Eventualmente, Elliott diz que ele não está acostumado a todo esse drama e não quer ser parte disso, e eu adoro o fato de ele se impor no meio de toda aquela coisa infantil de Rachel e Santana… Kurt, por sua vez, até tenta fazer com que elas voltem a pensar com a cabeça e apaziguar as coisas, sem muito sucesso, então ele anuncia que elas estão fora da banda e que Pamela Lansbury não existe mais, porque agora ele é um trio com Dani e com Elliott. É nessa “nova formação” que eles cantam “The Happening”, que eu acho uma performance bem esquecível, enquanto Rachel e Santana quase repensam a briga delas… quase. No fim, elas sentem falta uma da outra, mas elas também são duronas e teimosas demais para voltar atrás de verdade.

Por fim, temos toda a trama de Emma e Will tentando engravidar… o fato de eles serem pegos transando no banheiro de funcionários da escola e toda a conversa que se segue no escritório da Diretora Sue é o cúmulo do absurdo, mas talvez por isso mesmo seja tão estranhamente engraçado. A trama é sobre como eles não vão conseguir engravidar enquanto a Emma não estiver relaxada – e, aos poucos, Will a ajuda a se preocupar menos, enquanto eles pintam juntos o quarto do futuro bebê, assistem filmes e compartilham momentos que levam ao sexo e, esperançosamente, à fertilização. Eles ganham “Danny’s Song” em uma montagem de momentos, e basicamente o que eu tenho a dizer sobre a música é: Will estava particularmente bonito aqui.

O episódio termina com Emma anunciando que ESTÁ GRÁVIDA. Eles também serão um trio!

 

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