Glee 5x06 – Movin’ Out

“You may be right, I may be crazy”

Exibido originalmente em 21 de novembro de 2013, “Movin’ Out” é o sexto episódio da quinta temporada de “Glee”, e quando Sue Sylvester organiza uma FEIRA DAS PROFISSÕES nos corredores do McKingley High, mas exclui por completo qualquer carreira que possa estar relacionada às artes, Will Schuester traz uma figura importante da música que também passou por dificuldades para fazer sucesso: BILLY JOEL. O resultado é interessante, com os jovens sendo convidados a pensarem sobre o futuro – Artie tenta ajudar a Becky, enquanto Sam e Blaine fazem uma viagem a Nova York – em um episódio repleto de músicas excelentes! São sete covers que servem como um tributo a Billy Joel, e todas as músicas do episódio são maravilhosas!

Artie e Becky têm uma das histórias mais legais do episódio, porque Sue Sylvester contratou a Becky como sua “secretária”, e ela tenta impedir o Artie de ficar falando com ela sobre opções de faculdade – e é uma história complexa, porque a Sue não está fazendo aquilo para “podar” a Becky: é mais uma atitude superprotetora resultante do medo de que Becky sofra uma vez que não esteja mais sobre o seu olhar atento. Ainda assim, Artie acredita que Becky precisa avaliar suas opções e ir para a faculdade se ela tem vontade, e embora a própria Becky recuse a ajuda de Artie em um primeiro momento, nós entendemos que o problema é que ela também está com medo. A cena da Becky chorando enquanto Artie canta “Honesty” é bem bonita, bem como a conversa depois.

Quando Becky aceita a ajuda de Artie, que tem até uma faculdade a duas horas de distância que ele quer que ela conheça, Artie enfrenta Sue novamente e, dessa vez, ele fala sobre como a verdade é que ela está com medo, e o que a Sue o manda fazer é “fazer todas as perguntas difíceis” e “lhe trazer um relatório completo sobre a faculdade na volta”. É linda a cena da Becky visitando a faculdade, participando de uma aula e gostando do lugar, e quando ela volta, ela não quer que a Sue fique brava ou triste… mas ela gostou e quer ir. Sue diz que ela está mais orgulhosa do que triste. Novamente, temos uma cena LINDÍSSIMA, e eu gosto de como é evidente e palpável o amor que a Sue sente por Becky… é sincero, e ela está feliz por sua independência.

Enquanto isso, parte de Jake quer reconquistar Marley… outra parte assume de vez a identidade de “cafajeste” quando Marley diz que “ele é assim e sempre vai ser”, e é nessa segunda energia que ele nos entrega “My Life”, e eu preciso dizer: esquecendo-se de toda a atitude do Jake e focando no Jacob Artist cantando e dançando, AQUELE NÚMERO É DE TIRAR O FÔLEGO! Sinto que talvez o Jake esteja mais intenso e, consequentemente, mais lindo do que nunca. Em paralelo, Ryder vê aí a sua oportunidade, e tira satisfações com o Jake, primeiro, e chama a Marley para sair na frente de todo o glee club com “An Innocent Man”, e ela diz sim… mas o fato de eles saírem juntos uma vez não quer dizer necessariamente que eles estão namorando…

A trama de Sam e Blaine começa de maneira interessante com eles entregando uma ótima performance de “Movin’ Out (Anthony’s Song)”, de Ohio a Nova York… por enquanto apenas em viagem, mas pensando no futuro. Hospedados com Rachel, Kurt e Santana, os três estão ali para tomar decisões e fazer testes… Blaine se apresenta no Spotlight Diner, sentado ao piano, com “Piano Man”, mas fica nervoso com a sua audição para NYADA, chegando a dizer para o Kurt que “não quer mais fazer isso”, mas não é de verdade porque ele quer fazer outras coisas, como ser médico (?), mas porque na verdade ele está apavorado… no fim, não chegamos a ver a sua audição para a faculdade, mas temos notícias de que ele conseguiu se apresentar, e é o que importa.

Resultados mais tarde.

Sam, por sua vez, talvez não queira mesmo fazer faculdade… sua entrevista em Hunter é um desastre completo, e é em uma conversa com Rachel que as coisas começam a fazer mais sentido e ele começa a explorar outras possibilidades e a falar com sinceridade sobre qual é o seu sonho. Sua visão, por exemplo, é de uma foto gigante sua em uma campanha de cuecas, para a Calvin Klein talvez, estampando a lateral de um ônibus, com “a sua mala tão grande quanto um carro”. E posso dizer? EU APOIO INTEIRAMENTE ESSE SONHO! Assim como Rachel, que consegue uma fotografa para tirar umas fotos do Sam para que ele possa começar a andar por algumas agências de Nova York. Se ele quer ser modelo, ele certamente tem potencial para isso!

E a sessão de fotos é uma delícia, tá? ELE ESTÁ LINDÍSSIMO!

Gosto da sequência de figurinos mudando, gosto demais, e não vou negar, das fotos só de cueca, brilhando de óleo… e gosto de como, no fim, as coisas não são tão fáceis apesar de ele ser muito bonito – é um mercado competitivo e cruel, e aquela coisa de que “ele precisa emagrecer” é descabida, mas os amigos entregam uma cena linda cantando com e para ele em “Just the Way You Are”… e é um prazer ver a Santana entrando e se juntando ao número musical! Também é nesse episódio que eles começam a nos sugerir algo de Sam e Rachel, e não passa despercebido… está ali quando a Rachel passa óleo no seu peito para a foto ou quando eles dançam juntos, e a Santana é simplesmente ICÔNICA arregalando os olhos ao perceber!

Assim como o episódio começa com “Movin’ Out (Anthyony’s Song)” lá no McKingley, ele termina de volta na escola, com o encerramento da lição e com os comentários maravilhosos da Sue ao perceber que mais uma música do Billy Joel está vindo aí… e é a minha música favorita do episódio: “You May Be Right” é MARAVILHOSA, e a performance é uma delícia. Bem tradicional do New Directions, mas o que importa é que a energia está nas alturas, a música é contagiante, os personagens e os figurinos estão lindos… assistindo ao episódio agora, talvez eu perceba que eu gosto mais do que me lembro de ter gostado na época, mas também percebe que é o começo de (mais) umas decisões questionáveis que “Glee” está prestes a tomar!

 

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