Glee 5x09 – Frenemies

“I see you on rehearsals, Berry. I’m your new understudy”

E QUE COMECEM AS BRIGAS! Exibido originalmente em 25 de fevereiro de 2014, “Frenemies” é o nono episódio da quinta temporada de “Glee”, e o retorno de um hiatus longo que durou dois meses e meio – a partir de agora, perceberemos o desespero do roteiro em recalcular a rota, e a série se perderá mais e mais. Esse episódio, no entanto, ainda parece carregar a energia que eu esperava de “Glee” lá no início, quando um tema se torna a maneira como os personagens se comportam, e como estamos falando de “frenemies”, temos três disputas acontecendo: em Nova York, temos a amizade de Santana e Rachel colocada à prova, e o Kurt paranoico achando que Elliott Starchild quer roubar sua banda; em Ohio, Tina e Artie competem pelo posto de orador da turma.

Há algo de frustração clara na postura de Santana desde os primeiros minutos de episódio: ela está perdida porque queria que as pessoas percebessem o quanto ela é incrível, e ela e Rachel parecem estar em um bom momento quando a Rachel lhe dá forças ou quando anuncia que vai ser capa de uma revista por causa de “Funny Girl” e a convida para ser uma das modelos que aparecerão na capa também… ganhamos uma cena incrível com “Brave” (eu amo essa música e essa performance!), mas é ali que a Santana talvez comece a questionar as motivações de Rachel… ela está realmente sendo uma boa amiga ou ela só está feliz de estar em um bom lugar enquanto a Santana não está? E isso é escancarado no momento em que Santana faz uma audição para “Funny Girl”.

Rachel estava errada… Rachel esteve errada o episódio inteiro. Santana faz uma audição ao som de “Don’t Rain on My Parade”, e aqui eu tenho que comentar: não gosto do que fizeram com a música. Eu adoro a voz da Naya e seu talento é inegável, mas o arranjo novo que deram à música é quase um crime contra um clássico da Broadway e me faz lembrar que nem toda música foi feita para ser transformada em “pop”. Então, ainda que Naya tenha uma voz ótima e tenha entregado alguns dos covers mais famosos da série, como “Valerie” e “Mine”, “Don’t Rain on My Parade” não é sua música e não deveria ser cantada daquela maneira – até porque ela nunca poderia ir para uma apresentação no palco de “Funny Girl” com a música daquela maneira.

Deixando isso de lado, Santana tinha TODO O DIREITO de fazer aquela audição. Não é traição, não é problema, e não é coisa dela contratar uma substituta – isso é procedimento padrão em qualquer produção da Broadway! Se tinha havido algum amadurecimento de Rachel, ela regride perigosamente à sua versão do Ensino Médio, e talvez a Santana tenha razão: ela não é boa de verdade, ela só gosta de se sentir superior e de mostrar que ela está em uma posição melhor que a dela. As duas acabam brigando, Rachel acusa Santana de traição, as duas dizem coisas pesadas uma para a outra e me surpreende que Santana não tenha devolvido o tapa que a Rachel deu nela, porque a Santana de temporadas anteriores teria feito isso, mas talvez faça com que ela saia como melhor.

E ela é contratada como substituta de Rachel em “Funny Girl”, e os produtores não gostam de toda essa briga que parece estar acontecendo nos bastidores, porque eles precisam das duas, e ainda vai ser uma história interessante para a divulgação do musical: a maneira como duas amigas que cursaram o Ensino Médio juntas dividem um papel em uma produção de sucesso na Broadway. As duas nos entregam “Every Breath You Take” nos bastidores de um grande teatro, e Rachel anuncia que ela vai se mudar… é descabido, é exagerado e tem tudo a ver com o fato de a Rachel se comportar como uma garota mimada. Não há nada em sua atitude que eu possa defender, e fico contente por ser ela quem sai… e de como a Santana foi madura o episódio todo.

Enquanto isso, o Kurt está preocupado com a possibilidade de Starchild estar “tentando roubar a sua banda” – algo que só existe na cabeça dele, é claro. Quando nenhuma das meninas pode comparecer ao próximo ensaio da Pamela Lansbury, Kurt aproveita a oportunidade para tentar se aproximar de Elliott e “descobrir suas intenções”, o que nos rende “I Believe in a Thing Called Love” em uma loja de guitarras, mas eventualmente eles têm uma conversa sincera sobre o que está acontecendo, porque Elliott não é burro e ele já percebeu qual é o medo de Kurt, mas ele lhe garante que ele não está tentando roubar a sua banda… talvez eles terminem o episódio mais amigos do que começaram, e uma foto publicada nas redes sociais causa incômodo em Ohio.

No McKingley High, Sue Sylvester chama Tina e Artie para dizer-lhes que ambos estão empatados para se tornarem oradores da turma na formatura vindoura, e se o episódio começa com os dois cantando “Whenever I Call You Friend”, logo se instala o caos… eles brigam, Tina tenta pressionar o Artie a desistir porque “precisa disso para entrar em Brown”, e o tom de “My Lovin’ (You’re Never Gonna Get It)” é completamente diferente da primeira música, mas eventualmente eles percebem que passaram dos limites e fazem algo divertido na competição de discursos: falam um do outro e pedem que o outro seja escolhido, o que deixa a Sue incrédula – “I hate you both”. Com o empate, Sue escolhe tornar o terceiro colocado orador da turma… Blaine Anderson.

E, pelo que o diálogo e “Breakaway” sugerem… haverá música!

 

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