The Shards (Estilhaços) 1x03 – Help Me! Rhonda!

“Being afraid is so lame. Don’t be lame”

Exibido originalmente em 12 de agosto de 2026, “Help Me! Rhonda!” é o terceiro episódio de “The Shards”, série de Ryan Murphy e Bret Easton Ellis, e é mais um excelente episódio de uma série da qual eu tenho gostado bastante! Gosto bastante da narração de Bret com a sua visão dramática e envolvente de escritor, e gosto do mistério que segue crescendo conforme os últimos dias de “tranquilidade” chegam ao fim, porque o medo se instala a partir do desaparecimento de colegas de classe como Matt Kellner e, agora, a “Rhonda Sincera”. Bret ainda parece ser o único a se importar e a cogitar uma ação da Traineira no sumiço desses jovens… e Robert Mallory realmente tem algo a ver com isso tudo?

Rhonda Sincera é uma garota da turma de Bret e dos demais, conhecida desse modo por sua tendência a “dizer verdades”, de uma maneira que atualmente seria reconhecido como um problema neurológico… mas sua espontaneidade e sua gentileza com Bret, cujo segredo ela jamais revelou, mesmo em seus “ataques de sinceridade”, fazem com que as pessoas gostem dela – com que o Bret goste dela. Ela também era do tipo autêntica: ela manteve-se sobre rodas mesmo depois do fim da febre dos patins, porque gostava de patinar, e foi patinando na última pista da cidade, a Wheels, que ela foi levada. Em um momento, ela estava ali dando giros felizes sob uma bola de discoteca…

No momento seguinte, ela tinha desaparecido.

Acho profundamente angustiante que Bret pareça ser o único a se importar de verdade. Sua namorada e seus amigos continuam vivendo a vida como se nada tivesse acontecido… Debbie está interessada em participar de um programa de dança na TV chamado “Dance Off!”, e Susan está encabeçando aquela ideia de uma festa de boas-vindas a Robert Mallory, e é sufocante como eles não dão a mínima para o sumiço de, agora, dois colegas de classe. E quando Bret tenta chamar a atenção deles para o óbvio, eles agem ou como se não soubessem do que ele está falando ou como se colocar as fotos da Rhonda Sincera em garrafas de água fosse resolver o problema todo.

É propositalmente bizarro!

Bret, por sua vez, se importa. Talvez porque ele gostasse da Rhonda de verdade, mais do que as outras pessoas, e porque ele tinha com Matt Kellner uma história sobre a qual ninguém sabia, mas que era real: ele gostava dele. Então, depois de um encontro razoavelmente bizarro com Terry, o pai de Debbie, Bret acaba na casa vazia de Matt em busca de alguma coisa que possa lhe dar uma pista, qualquer que seja ela, do que pode ter acontecido com ele… e de onde ele poderia estar. É muito íntima e muito triste a cena na qual Bret pega uma roupa de Matt, a abraça e o cheiro dele desperta uma série de memórias que doem de verdade em sua ausência sem explicação…

Então, ele resolve fazer algo… ou tentar. Bret pega o carro e decide seguir Robert Mallory, na esperança de encontrar onde estão Matt e Rhonda, e ele o segue até uma casa que pertence à tia de Robert – e eu gosto muito de toda a construção de tensão nessa sequência, na qual Bret precisa decidir se ele consegue ou não enfrentar o seu medo… o paralelo da cena de Bret adentrando um local desconhecido e de Rhonda ouvindo passos de alguém que está vindo por ela é calculada como uma enganação à audiência na qual, sinceramente, eu não caio, mas Bret não chega realmente em um beco sem saída… ele encontra um casaco ensanguentado e uma iguana em uma gaiola…

Parece algo que a Traineira manteria, não parece?

 

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