Glee 5x08 – Previously Unaired Christmas
“Shut up, Blaine”
O NATAL QUE
NÃO FOI AO AR. Exibido originalmente em 05 de dezembro de 2013, “Previously Unaired Christmas” é
o oitavo episódio da quinta temporada de “Glee”
e é uma ideia sensacional, uma piada absurda e, consequentemente, um dos
episódios mais descabidos e hilários da série. Jane Lynch introduz o episódio
dizendo que ele foi gravado para a temporada anterior, mas foi eventualmente
barrado pelos produtores e engavetado, com outro episódio natalino gravado às
pressas, mas agora ele vem à tona, revisado e com cortes, depois de “um ano dos
fãs pedindo que ele fosse liberado”. É uma grande brincadeira, porque o
episódio foi claramente gravado para essa temporada, mas o conceito permite que
eles façam… bem, absurdos.
É com isso
que o episódio brinca o tempo todo. Se é um episódio “cancelado”, por que ele
teria sido barrado da exibição? Então, é como se o episódio tentasse a todo
momento se superar no absurdo, na bizarrice, na profanidade, nas ofensas… e o
resultado é HILÁRIO! Há quem critique o episódio por “conteúdo inapropriado”,
mas é justamente esse o conceito. Um episódio “normal” não caberia na proposta
de “episódio que foi barrado pelo canal por ser justamente inapropriado”. E,
particularmente, acho uma ideia interessantíssima para uma série que já está em
seu quarto especial de Natal e
precisa se reinventar. Temos a Santana brilhando como elfa, temos o Sexy Claus realmente sexy, temos Marley, Tina e
Unique arrasando nas músicas…
E um
presépio vivo muito bonito!
Rachel
consegue um emprego como elfos ajudantes do Papai Noel em um shopping para ela
e o Kurt, e a Santana, de visita depois do término recente com Brittany –
afinal de contas, a história se passa no Natal de 2012 –, e os três estão
absolutamente lindos em uma situação caótica e um Papai Noel problemático. Eles
até tentam distrair as crianças com uma música, “Here Comes Santa Claus”, mas eventualmente o Papai Noel bêbado que
vomita na própria roupa precisa ser substituído e Rachel e Kurt imploram para
que Santana seja a Mamãe Noel… e talvez não haja nada mais ICÔNICO do que a
Santana como Mamãe Noel e todas as coisas que ela diz para as crianças.
Alguns/muitos pais ficam bravos no final, mas eu dei boas gargalhadas!
Então,
aparece um tal Cody Tolentino para “ajudar”. O “Sexy Claus” – ai, Kurt,
infelizmente eu te entendo no seu “Kurt
Hummel, by the way… newly single” – é de fato um grande gostoso e eu meio
que fico encarando aquele corpo delicioso que ele faz questão de exibir… ainda
que saibamos que aquilo vai acabar em
problema. Ganhamos “The Chipmunk
Song (Christmas Don’t Be Late)”, cantada com gás hélio, e olhares claros de
Cody que mostram que ele está embebedando os três enquanto espera a
oportunidade de os roubar… talvez eles
aprendam uma lição sobre levar estranhos para casa? Destaque para o
primeiro comentário de Santana ao ver o Sexy Claus e para como o Kurt é
encontrado na manhã seguinte ao roubo… eu adoro a série testando limites.
No McKingley
High, começa uma competição para a melhor “Árvore de Natal Verde” da escola –
“verde” no sentido “ecológica”, não no sentido “coisas necessariamente verdes”,
embora a Becky entenda o conceito errado. O glee
club monta uma árvore muito elegante
e bonita ao som de “Rockin’ Around
the Christmas Tree”, e eles estavam preparadíssimos para o julgamento de
Sue Sylvester, que não teve escolha a não ser admitir que eles realmente
fizeram um bom trabalho… e devo dizer que a música apenas cantarolada enquanto
a árvore era julgada ficou muito bonita, embora eu tenha dado uma risada
sincera com os comentários da Sue sobre como “eles ainda estavam cantarolando”.
No fim, eles ganham um prêmio que é um anjo de plástico.
Mas muito
bonito!
Além disso,
temos toda a história do “presépio vivo”, Jake escolhido para ser José e a vaga
para o papel da Virgem Maria, que nos entrega momentos absurdos para o choque
de Kitty, todos protagonizados pelo trio Marley, Unique e Tina: primeiro, temos
a audição para o papel com “Mary’s Boy
Child”, e depois temos as três propositalmente tentando deixar a Kitty desconfortável com “Love Child” para que ela aceite o papel, depois de ela ter “sido
humano pela primeira vez” ao dizer para Marley que ela sabe o que é ter o
espírito de Maria, mas não o tem, por isso não merece interpretá-la…
eventualmente, Kitty acaba aceitando o “papel” de Maria no presépio vivo e o glee club acolhe Becky que vai
interpretar Jesus, enquanto Unique se torna um anjo.
E posso
dizer? UNIQUE ESTÁ LINDA DEMAIS DE ANJO!
Não é um episódio
a ser levado a sério… é descabido e questionável e é para ser assim, e se você
está disposto a abraçar o absurdo,
ele acaba sendo muito divertido! E tem um gostoso clima natalino nem que seja
em sua música final: “Away in a Manger”
nos é trazida como uma música interpretada por Kitty e o restante do presépio
vivo no McKingley High, que ficou visualmente muito bonito, e pelo trio em Nova
York agora que Rachel, Santana e Kurt conseguiram mais um emprego temporário de
Natal, cantando em uma vitrine, e eles estavam absurdamente elegantes e
bonitos. Não me lembro se gostei tanto assim do episódio na época de sua
exibição original, mas confesso que foi experiência inusitada estar de volta a ele nesse momento!
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