Elle 1x02 – No Silly, I Go Here
“No carro, você disse que sua cor favorita era carvão”
Deixando de
lado toda a questão de que, se tivesse passado um ano em Seattle em 1995 e
tivesse tido esse choque de realidade, questionado sua própria futilidade e
amadurecido como pessoa, Elle Woods não seria aquela mesma patricinha de Malibu
saída de um mundinho cor-de-rosa quando foi para Harvard em 2001 em “Legalmente Loira”, a série é uma
delícia! Já comentei no meu texto sobre a estreia que, como prequel, “Elle” infelizmente tem problemas. Se pensamos nela à parte e apenas aproveitamos o
conceito, o visual e a diversão, é uma série que funciona muito bem! E eu estou
feliz em acompanhar Elle Woods novamente! “No
Silly, I Go Here” é o segundo episódio de “Elle”, e Elle está tentando se adaptar à sua nova realidade em
Seattle.
No episódio
anterior, ela quase deu um passo importante rumo à aceitação quando ajudou em
um leilão beneficente para os funcionários da escola, mas sua boa atitude
acabou causando a demissão de Donna, a única pessoa que tinha sido legal com
ela ali, e Kimberly faz questão de ser particularmente cruel com ela sobre isso
– embora ela também lhe dê algo em que pensar: ela está pensando só nela mesma querendo fazer uma homenagem à Donna?
Será que ela faz mesmo “tudo girar em torno dela”? Ver uma Elle Woods de 16
anos que já se pergunta essas coisas em voz alta é curioso, mas isso não quer
dizer que ela não queria retornar para a Califórnia e, quem sabe, conseguir um
estágio na Cosmopolitan… e ela acha que vai conseguir fazer isso ajudando a Donna a conseguir seu emprego de
volta.
A primeira
tentativa consiste em um abaixo-assinado de 117 assinaturas!
Talvez as
coisas comecem a mudar para Elle
Woods quando ela conhece Shannon, uma garota interessante que tem algumas
similaridades com ela, como o interesse por moda, e que faz com que ela se
sinta um pouquinho como achou que se sentiria no seu colégio em Malibu…
confesso, no entanto, que eu fiquei o tempo todo esperando as coisas darem muito errado – e embora isso ainda não
aconteça no momento em que Elle vê Shannon abraçando a Kimberly no refeitório
(!), isso virá no fim do episódio, quando estávamos inclinados a pensar que
Shannon e Elle podiam ter uma amizade para valer. De todo modo, Elle passa o
episódio todo entre receber a ajuda de Miles, sentar-se para almoçar com o
Dustin e torcer para que Shannon não a dispense por causa de Kimberly…
Para isso,
ela aceita um convite para um evento de leitura do livro escrito pela mãe de
Shannon, e é uma das minhas cenas favoritas do episódio, porque eu gosto de
como as mentes de Elle e de Shannon trabalham de maneira parecida quando elas
“descobrem” que o Diretor Anderson tem um caso por causa de uma camurça laranja
que ela vira em seu escritório! É muito parecido com como Elle percebe coisas e
avalia evidências em “Legalmente Loira”.
O evento não é o sucesso esperado por comentários de Eva com a mãe de Shannon
que fazem a Elle se sentir mal: ela era a
única pessoa ali q eu ainda não achava que ela era a garotinha egocêntrica de
L.A., e agora ela também vai achar isso. Percebe como Elle está tomando consciência de algumas coisas?
Meio rápido
demais?
Gosto de
como a série explora possibilidades e de como apresenta personagens. Liz foi
uma incógnita interessante no primeiro episódio, e a entendemos muito melhor nesse segundo. Quando
descobre que o tal “CarpetMart” sobre o qual todos estão falando é uma loja de carpete que vira casa de show à
noite, Elle vai até a loja de discos onde Liz trabalha para pedir ajuda, e
consegue para as duas ingressos para um show supostamente esgotado – ela pede
ajuda ao pai, mas a verdade é que é a mãe que é boa mesmo nisso! E assim que
ela entra no CarpetMart, um comentário de Liz e um encontro com Kimberly a
fazem entender uma coisa: LIZ É FILHA DE DONNA! E ela quer que Elle deixe
quieta essa história de traição, porque ela pode acabar sendo expulsa também…
Ela só estava naquela escola por causa do
emprego da mãe.
E só pode ficar porque o diretor ajudou.
Elle quer estragar isso também?
Mais um
choque de realidade com o qual Elle precisa lidar com uma espécie de crise existencial durante o show – uma crise existencial
na qual Dustin a incentiva a colocar tudo para fora, se soltar, extravasar… e
ela realmente tenta fazer isso, mas acaba levando uma pancada na pista de dança
que a deixa inconsciente por alguns momentos, até que ela seja resgatada por
aquele que acredita ser seu príncipe
e pode fazer com que ela se esqueça do “Hot Josh”: MILES. E posso dizer que o
Miles foi muito fofo levando a Elle para o hospital, a ajudando a preencher a
ficha (aquela coisa de ele a “testar” falando que ela disse, no carro, que “a
sua cor favorita era carvão” é muito boa!) e ficando com ela até a mãe dela
chegar? Mas Miles é óbvio demais… é
com Dustin que há verdadeiro potencial narrativo!
De todo
modo, Elle tem outra cena importante no hospital, quando Eva Woods chega e as
duas falam abertamente sobre os comentários que ela fizera à mãe de Shannon
sobre o livro e sobre como foi ela quem conseguiu os ingressos para ela ir
nessa festa/show, e Elle Woods termina o episódio melhor do que o iniciara. Ela
consegue escrever uma carta de apresentação para se inscrever no estágio da
Cosmo, por exemplo, e ela recebe uma ligação da Shannon, que continua na festa,
e parece verdadeiramente preocupada com o seu estado depois da pancada e quer
saber se ela está bem… as coisas estariam indo muito bem se não fosse a
complicação seguinte, quando Elle vê Miles com uma garota – e essa garota é
ninguém mais e ninguém menos que a Shannon.
Ninguém
disse que seria fácil!
Para mais
postagens de “Elle”, clique aqui.

Comentários
Postar um comentário