Star Trek: Strange New Worlds 4x03 – Human Best Friend
Entre a alucinação e a realidade.
O episódio
trouxe o Spock chamando James T. Kirk de seu “Melhor Amigo Humano”, um tapa
cinematográfico e engraçado, o Spock de roupão e a Una cantando “Total Eclipse of the Heart” em Klingon,
então eu preciso dizer: 10/10. Exibido originalmente em 06 de agosto de 2026, “Human Best Friend” é o terceiro
episódio da quarta temporada de “Star
Trek: Strange New Worlds”, e antes de uma reunião diplomática com Rodaxianos,
o Capitão Pike se convence de que a tripulação da USS Enterprise precisa de férias… é assim que eles
acabam em Cesnar Grande, um planeta cuja “atmosfera intoxicante” promete
experiências únicas para cada indivíduo, já que o organismo de cada um reagirá
de uma maneira diferente, entregando
exatamente o que eles precisam para relaxar…
O conceito é
sensacional! Um pouco preocupante, é verdade… Dendrew fala sobre Cesnar Grande
ser uma “área sem tecnologia”, e eles têm uma quantidade absurda de “letras
pequenas” que passam exagerada e comicamente rápido no fim de um comercial, mas
a tripulação da Enterprise está disposta a tentar – está até animada, eu diria?
Quando as portas da nave auxiliar se abrem e os efeitos da atmosfera do lugar
começam a fazer efeito, eles são envolvidos por um ar psicodélico que dá início
a toda uma nova trama, embora nós percamos uma boa parte dos acontecimentos ao
acompanhar tudo do ponto de vista de Erica Ortegas, que desperta em um cenário a la “Last Friday Night”, de braço
quebrado, sem saber o que aconteceu na noite anterior.
E Scotty
está lá, fantasiado.
Gosto da
ideia de, depois de tantas brigas rotineiras, Ortegas e Scotty terem que
trabalhar juntos para entregar uma carta ao Capitão Pike – afinal de contas,
não tem tecnologia por ali. A jornada deles nos conduz um pouco pelos demais
personagens e suas versões, e é uma delícia! Temos o Spock absurdamente gostoso
com aquele roupão em V, por exemplo, e estranhamente engraçado com a sua
certeza de que “está claramente incapacitado”, embora por fora ele pareça o
mesmo Spock de sempre; temos a Uhura dando uma festa e não sendo lá de grande
ajuda; temos a Una no karaokê, na inesperada versão em Klingon de “Total Eclipse of the Heart” que vai
também para os créditos; temos o M’Benga de bartender; e o Pike fazendo uma
tatuagem.
É
deliciosamente e irrevogavelmente caótico. O problema é que o conteúdo da carta
diz que eles devem encontrar os diplomatas Rodaxianos dentro de duas horas, mas
eles estavam programados para dali a duas
semanas, e Erica Ortegas é quem está mais “sóbria” e precisa liderar o que
quer que precise ser feito… e antes de tudo, eles precisam encontrar a nave
auxiliar aparentemente desaparecida, seja lá por quê! Spock ajuda a
localizá-la, embora ele esteja vendo as pessoas como plantas, e ele pede que
levem La’An com eles no resgate à nave, pelos músculos… preciso dizer: a
dinâmica de Scotty, Erica e La’An é SENSACIONAL, e aquela cena toda da camisa favorita dele foi maravilhosa,
ele estava muito mais fofo do que o normal ali.
Eles
recuperam a nave, mas acabam sendo capturados, e eu dei uma gargalhada sincera
quando o Scotty começou a gritar: “ELES
ROUBARAM MEUS OLHOS!” porque estava com um saco na cabeça e não enxergava
nada. O retorno de Dendrew ajuda a entender algumas coisas sobre as reações de
Erica Ortegas à atmosfera de Cesnar Grande, e talvez ela esteja mesmo sempre procurando um motivo para ficar
zangada… talvez seja mais fácil fazer isso do que enfrentar o motivo de
verdade para ela estar brava. E ela entende que o problema nunca foi Scotty,
mas o medo de não ser boa o suficiente, e Erica e Scotty finalmente conversam de verdade pela primeira vez… e se acertam,
porque os dois entendem o que estavam fazendo de errado…
…e por que o
faziam.
O encontro
com os diplomatas Rodaxianos acontece bem
fora dos padrões… todos ainda estão meio afetados pela atmosfera de Cesnar
Grande ou de ressaca, e enquanto o Capitão Pike está fazendo uma versão
modificada do discurso planejado, Erica e Scotty precisam continuar trabalhando
juntos para se livrar de uma bomba que encontram na USS Enterprise e que tinha
como objetivo acabar com o acordo de paz que estava sendo feito… no fim, é
novamente o Spock quem vem ajudar, embora ele esteja vendo a Erica como um cacto – e eu adoro que esse
episódio seja tão deliciosamente zoado. Eles resolvem o problema da bomba e
ainda conseguem fazer um espetáculo para
os Rodaxianos, o que ironicamente ajuda no acordo que era o grande
objetivo, afinal.
Gosto muito
de como o episódio explorou a relação de Spock e James T. Kirk, e espero que
isso seja uma maneira de começar a vender uma nova série após o fim de “Strange New Worlds”. Gosto de como
Spock e Kirk passaram um tempo jogando jogos como Xadrez 3D, e gosto de como o
Spock presumiu que o Kirk fosse uma alucinação da sua cabeça e, por isso, lhe
contou um zilhão de coisas que ele não contaria se soubesse que era o James de
verdade, o que aprofunda a relação deles, e eu adoro o Kirk tentando mostrar
para o Spock que ele é real, afinal,
com aquele tapa que meio que mexeu comigo
– tive que voltar e ver novamente! Spock só acredita que aquele é o Kirk e não
uma alucinação quando outras pessoas
também podem vê-lo…
Mas daí já é
tarde demais!
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