Star Trek: Strange New Worlds 4x04 – A Case of Chiaroscuro
Star Trek Noir.
Exibido
originalmente em 13 de agosto de 2026, “A
Case of Chiaroscuro” é o quarto episódio da quarta temporada de “Star Trek: Strange New Worlds”, e a
série segue explorando diferentes maneiras de contar uma história… dessa vez,
uma missão liderada por Una, ao lado de M’Benga e Nyota Uhura, leva uma nave
auxiliar da USS Enterprise até Mat’Aar 12, um território de ocupação Klingon,
na tentativa de recuperar uma sonda da Federação. Alguma coisa naquele espaço
faz com que todos vivam tudo em preto e
branco, o que dá ao episódio um tom NOIR que é, também, parte da construção
da temática do episódio – Una é confundida com uma mulher chamada Nevette, que
era uma líder complexa supostamente trabalhando para os Klingons…
Mas com ligações à Resistência.
Eu gosto do
clima, eu gosto do suspense, eu gosto de tudo o que o episódio construiu e nos
apresentou. A chegada do trio da USS Enterprise a Mat’Aar 12 é acompanhado de
pura tensão, já que eles sabem que o seu pouso foi identificado, e tudo o que
eles podem fazer é tentar passar
despercebidos como civis… o que é um pouco mais difícil, ou não, quando Una
é confundida com uma chefe importante – não é a primeira vez que ela finge ser
quem não é, e ela percebe que fazer esse jogo é a melhor alternativa que eles
têm… e, então, ela apresenta M’Benga e Uhura como seus “novos recrutas”, e eles
assumem nomes fictícios: Joseph Ruik e Nyota Nakuru, respectivamente. E é
evidente que os três estão correndo um risco muito grande…
A chegada do
Comandante Kor parece ser a confirmação disso. É um jogo complexo cujos limites
eles desconhecem – Una sabe que se espera que ela seja implacável, se sua sósia estava trabalhando para Klingons, mas ela
não sabe muito mais do que isso de como deve se comportar, e é uma surpresa
quando Una descobre que Nevette, a mulher com quem foi confundida, era também a LÍDER DA RESISTÊNCIA. Essa é uma
informação que lhe é passada no encontro com Ja’lem, e agora Una precisa saber
o que ele tem a dizer, porque a Resistência é a sua melhor chance de salvar
Uhura, que é capturada por não estar com o cartão que autoriza o seu movimento
em Mat’Aar 12, e ela é interrogada de maneira brutal, em busca de informações
sobre a Resistência.
Nevette era o núcleo da resistência… e talvez
Una precise ajudá-los agora. Ela descobre a verdadeira Nevette morta em seu
escritório, o que quer dizer que no
mínimo uma pessoa sabe que ela é uma impostora, e quando Nyota Uhura é
finalmente solta, ela tem informações interessantes de uma conversa que
escutara – e também tem traumas do tempo que passara presa. Resgatar Nyota era
a prioridade, e talvez agora o trio esteja preparado para voltar para a USS
Enterprise e seguir em frente sem olhar para os acontecimentos de Mat’Aar 12,
um planeta de ocupação Klingon no qual a Federação não tem autoridade para
interferir… mas Una não quer ir embora com a sensação de que ela poderia ter
feito algo e não fez. Nevette está morta…
ela não.
Então,
embora o Dr. M’Benga tente adverti-la para “não confundir ela mesma com a
pessoa que ela está fingindo ser”, Una segue adiante com o plano da resistência
sobre o qual tomara conhecimento: um detonador que pode acabar com a energia do
lugar e, consequentemente, com o campo de força que é o que mantém Mat’Aar sob
o controle dos Klingons. Ela precisa ser um
pouco criativa para mandar o detonador à frente, mas ela tem a oportunidade
de fazer justamente isso, então um pulso eletromagnético derruba tudo – e as
pessoas de Mat’Aar 12 tem a chance de enfim
reconquistar o seu planeta. Em parte, Una se pergunta se ela fez o certo,
mas ela fez o que sentiu que precisava ser feito… e era o certo. Agora, ela
pode voltar para a Enterprise.
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