Glee 5x07 – Puppet Master
“We are a
part of the Rhythm Nation!”
Treze anos
depois e ainda me incomoda o fato de um episódio COM FANTOCHES não ter nenhuma
música ou sequer referência a “Avenida Q”.
Exibido originalmente em 28 de novembro de 2013, “Puppet Master” é o sétimo episódio da quinta temporada de “Glee”, e é um daqueles episódios
claramente “absurdos” – e é difícil chegar a uma conclusão a seu respeito. Ele
meio que não leva a lugar nenhum em nenhuma das tramas apresentadas e tampouco
se destaca tanto em termos de música (embora tenha um número musical em
particular que sempre me deixa vidrado…
oi, Jake!), e talvez seja um momento que, olhando em retrospecto, nos leve a
pensar: “Uhm, essa era uma boa dica do
que estava por vir!”. E talvez eu esteja disposto só a revisitar e me
divertir?
Kurt está
organizando a estreia da Pamela Lansbury, a banda que formou com Rachel, Dani,
Santana e Elliott/Starchild, e a sua visão apresentada ao som de “Into the Groove” é muito mais
glamorosa do que a estreia real para
uma pessoa no Callbacks, mas são os primeiros passos de uma banda cover de Madonna e tudo indica que as
coisas melhorarão para eles… a história é rapidíssima e toma pouquíssimo tempo
do episódio, e serve talvez mais como um paralelo com o que está acontecendo em
Lima, Ohio: enquanto o Blaine está sendo considerado “mandão” no New Directions
(porque ele de fato está sendo), o Kurt está fazendo praticamente a mesma coisa
na banda que ele idealizou e que ele acha que é dele… aos poucos, eles vão
encontrando o caminho.
Blaine está
se sentindo pressionado com toda a coisa de Nacionais, formatura, futuro talvez
em Nova York, sabe-se lá quantos clubes ele participa e etc., e quando o Mr.
Schue não pode comparecer a uma aula do glee
club, ele toma a frente mais ou menos como a Rachel fizera outras vezes,
como naquele dia hilário temporadas atrás na qual ela quis ser o tema da aula e
queria que as pessoas “escolhessem solos que queriam ouvi-la cantar” e a
Santana quase pulou no seu pescoço. O Blaine está bastante convencido de que
ele é a pessoa mais experiente daquele grupo e que pode levá-los à vitória,
embora nunca tenhamos visto os Warblers ganharem Nacionais, e faz birra quando
os outros não querem lhe dar ouvidos… e ele entra numa espiral interessante.
Tem um
vazamento de gás na sala do glee club
que faz as pessoas terem alucinações,
mais ou menos como no primeiro episódio da Britney Spears, lá na segunda
temporada… e o Blaine alucina com base em algo que o Kurt dissera ao telefone e
o que ele deseja, e o glee club se
torna um grupo de FANTOCHES que o idolatram incondicionalmente. É assim que
ganhamos “You’re My Best Friend”,
mas o Blaine torna aquilo sua obsessão, fazendo um fantoche de Kurt durante uma
aula e iniciando toda uma trama da Sue confiscando o fantoche e proibindo o
Blaine de “colocar a mão no traseiro de ninguém que não seja humano”.
Desprendendo-me de um tom mais crítico, eu consigo dar risada de alguns
momentos… mas eu acho que o Blaine está se passando.
Uma pena o
exagero que saturou um personagem que já foi tão bom!
Depois de
Blaine, o Jake também se senta no canto que “está causando alucinações”, e o
resultado é um verdadeiro presente para todos que o acham lindo e talentoso. “Nasty / Rhythm Nation” é o meu número
musical favorito do episódio, sem dúvida! Jacob Artist, como o próprio nome
sugere, é um ARTISTA. É sempre impressionante vê-lo dançando na sala do glee club, nos corredores do McKingley
High ou em qualquer outro cenário, e ele estava particularmente intenso nessa coreografia de tirar o
fôlego e nos entregou algo empolgante demais! Além disso, assim como aconteceu
com Brittany anteriormente, Jake se vê em uma recriação do cenário e estilo do
clipe original de “Rhythm Nation”, e
aqui eu preciso parar tudo e dizer: ele
sem camisa estava de tirar o fôlego.
COMO ELE É LINDO!
Jake também
ganha toda uma trama no episódio na qual a Bree acredita que está grávida… por
isso, ele precisa “escapar” da detenção com Blaine e Becky para ir ao hospital
com ela, mas acaba descobrindo que ela
não estava grávida, no fim das contas… quando a menstruação desce, ela
percebe que a) era alarme falso; e b) ela não quer mais nada com o Jake. A
história está ali para ser um choque de realidade para o Jake e para que ele se
pergunte quem ele quer ser… ele quer
mesmo voltar a ser a pessoa que era antes de conhecer a Marley e seguir sendo
essa pessoa para o resto da vida? Quantas pessoas ele vai machucar no caminho,
inclusive ele mesmo? Então, ele dá um passo para trás e pede desculpas sinceras
para Marley, mas talvez seja tarde demais…
Embora
ele estivesse tão lindo ali que eu não teria tido forças para dizer “não”.
Por fim,
temos Sue Sylvester tentando garantir o cargo permanente de diretora do
McKingley High, e essa história se conecta com a de um homem por quem ela se
interessa, mas que o vê apenas como um “cara”, e ela se pergunta se ela é masculina demais… então, ganhamos um flashback inusitadíssimo de quando Sue
chegou à escola, uma alucinação dela com o Will em “Cheek to Cheek”, depois de ela ir pedir a sua ajuda, e um momento
interessante no qual ela pede a ajuda de Unique – e fica impressionante durante
a inspeção da escola: mais “feminina”, como queria, e extremamente elegante e
charmosa. Não que isso consiga para ela o encontro que ela queria, mas ela
estava um arraso… e ela mesma resolve toda a questão do vazamento de gás.
O número
final acontece com cada personagem interagindo com o seu próprio fantoche.
Depois de ter se interessado muito pelo assunto e querer encontrar uma maneira
de pedir desculpas – tanto ao Kurt por não ter conseguido ir para Nova York
para o seu show importante quanto para o restante do New Directions, com quem
estava sendo muito mandão e controlador –, Blaine faz fantoches de presente
para todo mundo, e é com eles que os personagens cantam “The Fox (What Does the Fox Say?)”, música que tinha viralizado na
época. É tudo meio bizarro, acredito que propositalmente,
mas se você parar para pensar bem, talvez também haja um pouco de diversão na
estranheza? A música tem até uma participaçãozinha da Pamela Lansbury, lá de
Nova York!
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