Power Rangers Dino Super Charge – Forged Under Fire

“Is that all you got, you walking carnival?”

Vou ser bastante controverso nesse momento, mas eu realmente não entendo por que “Power Rangers Dino Charge” é tão aclamado assim. Quer dizer, é uma temporada MUITO LEGAL mesmo, eu gosto muito dos personagens, acho eles carismáticos, é muito gostoso de se assistir… até aí tudo bem. Mas não é uma temporada elaborada nem nada disso – na verdade, ela tem um roteiro bastante simplório que não chega nem mesmo a ser tão bom e/ou elaborado quanto o de “Wild Force”, que nem é uma das temporadas que eu considero que têm o melhor roteiro do mundo (guardo esse posto a temporadas como “Força do Tempo” e “RPM”). Começo esse texto com um quê de controvérsia porque eu sinto que vou dizer outra coisa controversa logo em seguida…

É sério que os Rangers sem suas Energemas tiveram que ficar para trás na hora da batalha? Quer dizer, isso é tão anticlimático, e tão fora do que eu espero de “Power Rangers”, sabe? O monstro da semana tem o poder de atingir e restringir as Energemas dos Rangers, os impedindo de morfar, e quando isso acontece, Kendall resolve deixá-los para trás e partir para a luta com os Rangers que não tiveram suas Energemas atingidas, porque “é perigoso demais”, e isso só me faz pensar em outras temporadas nas quais os Rangers seguiam lutando mesmo quando, por algum motivo, os poderes deles não estavam disponíveis… é o caso dos Finales épicos de “Wild Force” e “Ninja Storm”, por exemplo, ou mesmo de “Mighty Morphin”, que nem é das minhas temporadas favoritas!

Acho muito sem noção eles ficarem para trás… e mesmo quando eles resolvem se unir à batalha, liderados por Shelby, não há muito que eles façam realmente até que as Energemas deles voltem ao normal e permita a morfagem. Quem ganha destaque em “Forged Under Fire” (exibido originalmente em 05 de março de 2016) é o Tyler, que está muito feliz por ter o seu pai novamente ao seu lado, e é o primeiro a tirar a restrição de sua Energema, mas ela acaba rachando e ele precisa se arriscar na lava para consertá-la e impedir que ela estrague de vez e ele perca o seu poder de uma vez por todas – isso rende um momento de pai e filho para Tyler e James, com direito a um quê de dramaticidade que, na verdade, não chega realmente a me atingir.

Talvez eu tenha ficado mais triste pelo Tyler no fim do episódio, quando o pai usa as suas próprias palavras contra ele para justificar ele estar partindo novamente – talvez o Tyler volte a ver o pai dentro de 10 anos? O episódio “explica” o motivo do desaparecimento de James, algo que não tinha ficado muito claro no episódio anterior, e, na verdade, James escolheu ficar “escondido” porque sabia que existiam forças malignas em busca de sua Energema Aqua, e ele não queria colocar a família em perigo… agora, Tyler parece querer aproveitar cada moimento que ele tem disponível com o pai, mas James o lembra que isso tudo é muito maior do que eles dois e que o mundo precisa deles, então ele sai em uma missão paralela em busca da última Energema.

O episódio também traz um novo poder para o RANGER VERMELHO da temporada – achei bem interessante de se assistir, mas, ao mesmo tempo, eu gosto quando todos os membros da equipe ganham novos poderes, e não apenas o Ranger Vermelho… dito isso, visualmente foi bem bacana! Não é o uniforme mais lindo do mundo nem nada, mas eu gostei da ideia de o Tyler ter Dino Chargers que ele pode usar para canalizar o poder dos outros Rangers e usar as armas de toda a equipe, o que é usado em cena com novas “formações” de sua armadura e até novas cores na bota, por exemplo, em um estilo que me lembra um pouco as variações do Megazord principal. Achei bacana de ver, vamos esperar para ver como isso será utilizado ao longo dos episódios!

 

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