Rosalinda – Soledad sai da cadeia!

“¡No vas a salir de aquí, Soledad Romero!”

Soledad, condenada a 25 anos de prisão, está presa há 20 anos, a idade de Rosalinda – eu gosto de como as cenas são pensadas e apresentadas. Soledad ainda pensa em Alfredo, e ainda pensa no segredo que escondeu dele, e enquanto ela pensa em como ele pode se deparar com a sua filha sem nunca saber que é ela, Fernando José, seu sobrinho, apresenta Rosalinda para ele como sua namorada… quando Rosalinda e Alfredo ficam frente a frente pela primeira vez, ele sente alguma coisa diferente, dá para notar em seu sorriso. Parte dele a reconhece como sua filha, mas ele não entende o seu sentimento. Para completar a cena, Rosalinda ainda chega a perguntar para ele se ele tem filhos, o que o deixa bastante pensativo. Enquanto isso, Soledad está prestes a deixar a cadeia, mesmo que ainda falte 5 anos para ela completar a sua pena, por “bom comportamento”.

Mas ela não sabe para onde ir quando sair…

Ao descobrir sobre a soltura de Soledad, Valéria surta, e manda o Fernando José à prisão, para tentar impedir que a mulher seja solta. A cena é interessante, e Fernando José diz horrores para a diretora da prisão, enquanto Soledad está ali, se escondendo para não deixar que o rapaz veja o seu rosto, o rosto que ele acredita ser da assassina de seu pai. Fernando José, furioso, grita e discute, diz que ela ainda tem cinco anos para cumprir, e ele repete o discurso distorcido da mãe, dizendo que o pai era “um homem íntegro” e que Soledad o matou porque ele não lhe deu atenção. Mesmo quando a diretora diz a Fernando José que “Soledad está ali naquele momento”, Soledad consegue não deixar que ele veja seu rosto, enquanto ele promete mover céu e terra para impedi-la de sair, replicando com maestria o ódio que a mãe projetou sobre ele ao longo de todos esses anos…

Depois de um dia estressante, Fernando José encontra Rosalinda e conta tudo a ela: que passou o dia tentando impedir que uma mulher saísse da cadeia, e então ele começa a colocar na cabeça de Rosalinda a ideia de “uma mulher má” que matou o seu pai há 20 anos… enquanto Rosalinda escuta essas atrocidades da boca de Fernando José, Soledad sonha com o dia seguinte, em que poderá sair e andar pelas ruas, e conhecer a filha que não vê há 20 anos. Rosalinda, no entanto, parece ter um bom coração, e talvez ela não seja assim tão vingativa e rancorosa quanto Valéria e Fernando José… ela sabe que se passou muito tempo desde que isso tudo aconteceu, e Soledad já não pagou por seu crime? Então, Soledad é solta, no mesmo dia em que Alfredo vai visitá-la, mas chega tarde demais e não a encontra mais… Soledad já está à porta da casa de Rosalinda.

Soledad fica encantada ao ver a filha pela “primeira” vez, com um sorriso bobo nos lábios e lágrimas rapidamente se juntando nos olhos, com razão: a emoção de uma mãe reencontrando a filha 20 anos depois. Rosalinda a acolhe bem, mesmo antes de saber que se trata da irmã de Dolores, principalmente porque ela sente, como ela diz mais tarde a Florentino, que “vai amar essa mulher tanto quanto amou a sua mãe”. Soledad, agora, planeja deixar para trás o seu passado e, com ele, o seu nome antigo. Inicialmente, ela não queria deixar a cadeia, porque “não tinha forças para enfrentar o mundo”, mas, se tem que fazê-lo, então ela quer recomeçar do zero, com uma nova vida, um novo nome… e é assim que ela se torna “Marta”. Ou a “Tia Marta”. Uma mulher repleta de segredos e um passado triste, mas disposta a recomeçar.

Uma das cenas mais interessantes é quando Fernando José vem à casa buscar Rosalinda para uma festa em sua casa, e Soledad reconhece a sua voz, mas não seu rosto, porque não chegou a vê-lo na sala da diretora… agora, Soledad começa a pensar na necessidade de separar sua filha desse homem. Em paralelo, acompanhamos Alfredo em busca de Soledad – alguns anos atrasado, mas ele está lá. Ele fala com Clarita, a companheira de Soledad na prisão, e inicialmente ela não quer falar sobre sua amiga, mas ela acaba falando quando descobre quem ele é, e quando ele garante que quer ajudá-la. Clarita só fala para defender Soledad, na verdade, o acusando de ser o babaca que a deixou apodrecer ali por um crime que ele cometeu e, mexido, ele acaba chorando e confessando que foi um covarde esse tempo todo. Clarita diz que “ele lhe dá nojo”.

Clarita tem uma participação significativa nessa parte da trama. Depois de Alfredo, a empregada de Valéria vai à prisão, se passando por uma amiga de Soledad, para tentar conseguir algo com Clarita, e Clarita acaba dizendo mais do que devia… ela acaba falando da relação que Soledad tivera com Alfredo no passado, às escondidas, e também conta que foi Alfredo, e não Soledad, quem matou José Fernando… então, a empregada fica com uma carta na manga, e eu achei que ela teria o poder de chantagear o Alfredo com essa informação, e tudo o mais, mas não é o caso. Alfredo acaba confessando, quando confrontado, e então ele explica por que fez o que fez, porque matou o cunhado de duas caras… então, ao invés de chantageá-lo, como achávamos que aconteceria, a mulher apenas promete que vai guardar o seu segredo: nunca vai contar a ninguém.

As verdades virão, agora, através do ANEL DE ROSALINDA. Alfredo vê o anel no dedo da namorada do sobrinho e fica todo mexido – afinal de contas, ele se lembra daquele anel, o anel que deu a Soledad quando a pediu em casamento. Então, ele pergunta a Rosalinda onde ela o conseguiu, e ela diz que foi sua mãe, antes de morrer, que lhe deu. Determinado a encontrar Soledad, Alfredo não tarda a chegar até ela, através do anel e de Rosalinda, e quando eles se reencontram, não é um reencontro romântico nem nada assim, mas também não existe tanto rancor e culpa quanto podíamos pensar que existiria – agora, Soledad está mais preocupada com outra coisa: o casamento de Rosalinda e Fernando José, que ela não acha que devia acontecer. Mas, mesmo com tantas pessoas contra, o casamento já está marcado… PARA A PRÓXIMA SEMANA.

Rosalinda e Fernando José vão conseguir se casar?

 

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