The Prosecutor’s Proposal – Ep. 04

“It hurt”

Lee Gil Young é o principal suspeito da morte de Kang Woo Sung… mas toda a verdade já foi mesmo revelada? O quarto episódio de “The Prosecutor’s Proposal” começa apresentando mais detalhes do assassinato que, de certa maneira, conduz a relação dos protagonistas da série: Lee Gil Young era um antigo colega de classe de Kang Woo Sung que estava trabalhando para ele como motorista, e ele se matou na prisão antes que todo o caso fosse julgado e, depois disso, o caso foi arquivado… Tae Seon, filho da vítima, dedicou os próximos anos de sua vida a se tornar alguém cujo trabalho seria prender pessoas como Lee Gil Young e seu filho… fazê-lo sofrer, conquistar sua vingança.

Mas ela não lhe dá a satisfação esperada.

Ju Tae Seon estava disposto a “acabar” com Lee Chae Ha desde sempre, e teve a sorte de Chae Ha vir voluntariamente até ele, “como se nada tivesse acontecido”. Agora, no entanto, Tae Seon percebe que nem tudo é como ele imaginou: vê-lo sofrer agora, enquanto Chae Ha chora na sua frente, não lhe dá a satisfação que ele esperava. No fim, aquele dia também destruiu Chae Ha e ele permaneceu destruído desde então, exatamente como ele. Agora, enquanto o filho do suposto assassino tenta recusar o caso que lhe foi passado, achando que Tae Seon está brincando com ele, Tae Seon explica por que ele precisa que seja ele a investigar esse crime…

Porque ele precisa de alguém que se importe de verdade.

E apenas os dois se importam.

Toda essa virada é interessante e toma uma linha que eu talvez não esperasse de “The Prosecutor’s Proposal”, mas gosto da ideia de Tae Seon abandonar a vingança a partir do momento em que se aproxima de Chae Ha, seja Lee Gil Young culpado no final ou não… e gosto da sinceridade inesperada que é demonstrada naquela cena da rua que toma a primeira parte do episódio e é a minha parte favorito do episódio inteiro! Destaque para o momento em que Tae Seon estende a mão para secar as lágrimas de Chae Ha e Chae Ha se esquiva instintivamente, achando que Tae Seon vai bater nele, mas o seu gesto é delicado, talvez até carinhoso.

E eu gosto disso!

Com essa inegável mudança na dinâmica deles, eles trabalham intensamente em um caso atual durante todo o dia e, à noite, saem para comer juntos, e a série nos conduz por aqueles primeiros toques que enfim são repletos de significado… toda vez que as pernas deles se esbarram sob a mesa, por exemplo, Chae Ha tende a se esquivar, e Tae Seon chega a dizer a ele que é melhor ele não fazer isso, porque toda vez que ele tira a perna depressa, ele só fica ainda mais consciente do fato de eles terem se tocado. E agora que Tae Seon não alimenta mais desejos de vingança e um suposto “ódio mortal” por Chae Ha por causa de quem ele é, o romance avança.

Ou quase isso… naquela noite, Chae Ha bebe demais, por incentivo de Tae Seon. Ele está muito bêbado quanto Tae Seon o leva para casa, e é uma pena que a primeira vez deles tenha acontecido em uma noite na qual Chae Ha estava profundamente alterado pelo álcool, ainda que ele tenha sido quem beijou Tae Seon quando eles estavam no apartamento. É isso o que Tae Seon diz, inclusive, para justificar o que fará em seguida. Ainda que tenhamos questões com o fato de Chae Ha estar bêbado, visualmente a cena é lindíssima e quente na medida certa… os beijos, os gemidos que eles compartilham, a maneira como Tae Seon puxa o cabelo de Chae Ha enquanto o penetra de quatro…

É intenso e meio que me deixou sem fôlego!

 

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