Crazy Ex-Girlfriend 4x13 – I Have to Get Out

“Real life fighting is awkward! It's not like movie fighting”

Exibido originalmente em 08 de fevereiro de 2019, “I Have to Get Out” é o décimo terceiro episódio da quarta temporada de “Crazy Ex-Girlfriend” e antecede a última pausa da série, trazendo a Paula lidando com as consequências de seu recente infarto, mas sem deixar de estudar ou planejar fazer a prova da Ordem, enquanto Rebecca se pergunta se ela tem um sonho… e aprende que não há nada de tão “especial” assim em tomar antidepressivos. “Anti-Depressants Are So Not a Big Deal” é o melhor número musical do episódio e um dos meus favoritos na temporada: as cores, a coreografia no meio da rua tal qual amamos em musicais, a letra que traz a verdade de que a maioria de nós está tomando remédios hoje em dia mesmo… eu tomo.

Paula segue no hospital, se recuperando do susto recente, mas ela também segue focado em seus estudos de uma maneira que talvez não seja exatamente o que o médico indicou que ela fizesse, e ela está um pouco agitada porque é o dia da sua importante prova e o Dr. Roth não aparece para lhe dar alta conforme prometido… com Paula desesperada e pensando nos seis meses que vai perder se não fizer essa prova agora, Rebecca resolve ajudar à sua maneira, e decide que, se essa é a única maneira, elas vão ajudar a Paula a FUGIR DO HOSPITAL (e retornar no fim do dia, esperando que ninguém perceba o tempo que ela passará fora). Enquanto se adapta aos remédios, no entanto, Rebecca está sonolenta, e pega no sono em uma maca…

E o Dr. Roth a leva para o necrotério.

Toda a coisa de a Rebecca acabar no necrotério é uma maneira nada sutil de a vida a obrigar a pensar no que ela quer… talvez a Rebetzel’s não seja o seu sonho, e ela se pergunta se ela ao menos tem um sonho, e ela ganha uma boa reprise de “End of the Movie” enquanto pensa nisso, em uma música que é curiosamente sentimental e introspectiva. Valencia e Heather a resgatam e o trio consegue ajudar a Paula a fugir do hospital e retornar mais tarde, e isso tudo também ajuda Rebecca a pensar sobre si mesma: ver como a Paula estava feliz enquanto fazia a prova, porque isso é algo com que ela sonha, Rebecca também parou para pensar nos seus próprios sonhos, e ela acaba de decidir tentar um papel em uma produção local de um musical…

É a sua cara!

Enquanto espera para entrar e ver a Paula, Darryl também ganha sua própria história na recepção do hospital, quando conhece April e algo parece acontecer entre eles… eu gostava bastante do Darryl com o White Josh e ainda lamento a separação do casal, mas Darryl estava mesmo tentando novos encontros, e é esse que não foi planejado que deve dar certo – embora eles tenham que lidar com o fato de que Chloe e Madison, as filhas dos dois, se conhecem e parecem se odiar… não estou particularmente envolvido com a história, mas feliz pelo Darryl, e contente pelas garotas se unirem em uma espécie de “Operação Cupido” para juntar os pais, mandando-os juntos para a quarentena depois de um encontro com o “Garoto da Tosse”.

Esse mesmo garoto é o responsável por deixar Josh, Greg e Nathaniel confinados juntos. Eles têm um encontro não planejado na recepção do hospital, com direito a um inegável clima estranhíssimo, e quando pensam em “ir cada um para um lado”, eles são colocados juntos em quarentena por causa da tal Gripe dos Esquilos, e isso nos entrega algumas das minhas cenas favoritas do episódio! Curiosamente, o Nathaniel é o mais maduro de todos eles (e eu meio que me apaixonei de volta pelo Nathaniel, sério), falando sobre como a Rebecca já fez sua escolha e não há motivo para um clima estranho entre eles, além de que Josh e Greg já foram amigos, e quem sabe os três possam ser amigos. E realmente parece que eles estão se acertando…

Até que não estão mais.

Um comentário inadvertido do Nathaniel faz o Josh entender que o Greg voltou para West Covina outras vezes e não o procurou, e então Greg e Josh acabam brigando… uma briga completamente peculiar, e que se torna muito mais pessoal porque eles se conhecem há muito tempo – o Josh traz à tona coisas como a vez em que o Greg fez sexo com um arbusto em frente à sua casa, e enquanto os dois discutem, o Nathaniel tenta apaziguar tudo. E, mais cedo ou mais tarde, ele consegue! Ele é quem separa a briga que fica cada vez maior, e ele é a voz da razão que faz os dois voltarem a si e pensarem novamente na amizade deles, e ele até consegue um momento meio “Os Três Mosqueteiros”, que era o que ele estava buscando desde o início.

A briga de Josh e Greg nos entrega um número musical INCRÍVEL, cheio de referências. “Real Life Fighting is Awkward” traz a estranheza patética da briga na vida real com os dois brigando em uma série de cenários diferentes que são referências a filmes, como “Duro de Matar” e “Operação Dragão”, e os dois estão incríveis em todos esses cenários e figurinos diferentes. Temos, ainda, um quê de ficção científica que nos remete a “Star Wars”, mas traz elementos de “Matrix”, possivelmente, e a minha parte favorita de toda a sequência, que é a briga musical e coreografada como em um espetáculo da Broadway… mais especificamente, “West Side Story” (que, por sinal, eu adoro!). É muito bom quando “Crazy Ex-Girlfriend” consegue brincar dessa maneira!

 

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