Turma da Mônica Jovem (3ª Série, Edição Nº 13) – Ascensão do Limiar

O luto pela morte de Ramona.

Após o último arco culminar na morte de Ramona, uma perda que abalou todo o Bairro do Limoeiro, estamos iniciando um novo arco na “Turma da Mônica Jovem”, e ele é, basicamente, a consequência de “Uma Luz Que Se Apaga”. Intitulado “Ascensão do Limiar”, a nova história, estendida ao longo das edições 13 a 16, lida com o luto dos amigos de Ramona, daqueles que eram mais próximos aos que não eram tanto e parecem ter tido mais facilidade para “seguir em frente”, bem como com o luto (ou a falta de?) de Viviane, que tem um plano para “trazer Ramona de volta”. Nas histórias curtas da edição, temos destaque para dois casais: primeiro, Franja e Marina; depois, Magali e Quim; e esse segundo casal parece prestes a ver um término a qualquer momento!

Essa edição de “Ascensão do Limiar” começa com o “CAPÍTULO 1: ELEGIA”, durante o Seminário de Literatura Fantassombrosa, um projeto proposto por Licurgo que visita clássicos como “O Médico e o Monstro” e “Frankenstein”, e são importantes para definir o tom da edição e para nos adiantar que tipo de história temos pela frente. Na escola, diferentes pessoas lidam de diferentes maneiras com a morte de uma companheira, como normalmente acontece, e Xaveco é quem mais parece estar sendo afetado por isso – inclusive, vemos uma trama das histórias curtas sendo citada na história principal, novamente mostrando como tudo faz parte de um mesmo universo, que mutuamente se enriquece. E Xaveco acaba sendo uma peça fundamental aqui…

Viviane passou a edição toda determinada a reverter a morte de Ramona, pelos meios que achasse possível. Ela está triste e revoltada com a morte da filha, mas ainda existe o agravante de ela se sentir culpada porque acha que não foi uma boa mãe, então ela pega o Grimório do Mundo Pós-Vivo para tentar descobrir o que fazer – um livro com informações sobre esse outro mundo, as criaturas que vivem lá, os lugares de entrada… ela fala com a própria Morte em busca de uma solução e de uma barganha, mas não consegue nada e retorna para casa, com aquela passagem para sempre fechada para ela. Quando ela volta para casa e se depara com Xaveco pedindo que ela faça algo, um comentário dele dá a ideia de que ela precisa: ela pretende tomar o lugar da Morte.

Curioso para ver o desenvolvimento dessa trama inusitada.

Na primeira história curta da edição, “Marina, ao Trabalho!”, somos relembrados da paixão e do talento que Marina tem para o desenho, e Franja a incentiva a enviar o seu portfólio para o seu autor favorito, que trabalha com livros ilustrados, para que ele conheça seu trabalho… quem sabe ela pode ter uma chance nesse ramo! Talento, Marina tem de sobra. Mas tudo parece muito simplificado, talvez pela limitação das 30 páginas… vemos Marina trabalhar exaustivamente durante o fim de semana para conseguir entregar o trabalho, e desanimar um pouco quando vêm as primeiras correções e exigências, mas Franja está sempre ao seu lado, para lembrar a namorada da paixão que ela tem por essa arte… desde sempre. Não significa que esse vai ser o seu grande trabalho…

Pode ser outro, mas ela está no caminho certo!

Por fim, temos “Doce Como um Limão”, a história que encerra essa primeira edição de um novo arco… e, aqui, temos o Quim inscrevendo a Padaria do Joaquim e a Magali o Bistrô da Dona Nena em uma mesma competição culinária, o que pode ser um problema – a verdade, no entanto, é que só é um problema porque o relacionamento de Magali e de Quim já está balançado e não é de hoje… o término é iminente e deve tomar as páginas principais das publicações em algum momento, e aqui vemos o Quim questionar o que ele está sentindo talvez pela primeira vez: ele parece muito amiguinho de uma tal de Maya, alguém que tem um crush nele e a quem ele não contou que tinha uma namorada. Mas é apenas a introdução de uma história maior.

Em breve, exploraremos mais!

 

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