Glee 5x04 – A Katy or a Gaga

“Would you mind just stepping outside for a moment while I bitch slap some sense into my friend?”

Eu tenho críticas – acho que Marley não cumpriu a tarefa da semana, mas não está totalmente errada e uma suspensão é injustificável, por exemplo –, mas acho que a temporada ainda dá seus últimos suspiros antes de se perder por completo… eu gosto do episódio, e talvez isso tenha a ver com o fato de eu amar as quatro músicas, de uma época em que o sucesso de Lady Gaga e de Katy Perry batia de frente um com o outro. Exibido originalmente em 07 de novembro de 2013, “A Katy or a Gaga” é o quarto episódio da quinta temporada de “Glee”, e quando o New Directions fica desesperado por ter que enfrentar o Throat Explosion nas Nacionais, o Mr. Schue passa uma tarefa na qual eles precisam deixar as suas zonas de conforto para fazerem um pouco de tudo e serem uma equipe poderosa.

Conceitualmente, a ideia é bastante bacana, embora fique claro que a ideia da tarefa só ocorre ao professor durante a discussão do início da aula e essa seja uma piada do episódio. De um lado, temos alguns membros do New Directions que são mais performáticos e potentes e que se veem como uma “Gaga”, como Jake, Tina, Kitty e Unique; de outro, os membros do New Directions que são mais delicados e doces e se veem como uma “Katy”, como Marley, Sam, Blaine, Artie e Ryder. Então, eles são desafiados a assumirem o outro papel nesse episódio – Gagas serão Katys e Katys serão Gagas. Afinal de contas, ambas têm qualidades incríveis que podem ajudar o New Directions a se sair bem nas Nacionais, nessa batalha contra o Throat Explosion!

Sam assume a liderança do grupo de Katys que precisa se apresentar com uma música da Lady Gaga, e ele é impulsionado pelo desejo de impressionar Penny, a pseudo-enfermeira da escola, com quem eu não poderia me importar menos. E eles montam um show realmente de tirar o fôlego, com figurinos, efeitos, força… ao som de “Applause”, eles realmente arrasam – e eu preciso dizer que Sam Evans estava de tirar o fôlego, e eu adoro quando a série coloca ele para ficar desfilando ou se apresentando por aí sem camisa. Marley, no entanto, não usa o figurino que tinha sido escolhido para ela e aparece no meio da canção claramente caracterizada como Katy Perry, o que foge da proposta, deixa os seus colegas de grupo bravos e o Will a suspende pelo resto da semana.

Como eu disse: a suspensão é injustificada. Acho que existe uma questão dupla aqui: Marley não está errada em não querer mudar quem é para impressionar ou agradar ninguém, e ela não era obrigada a usar uma roupa com a qual não se sentia confortável porque o Mr. Schue ou o seu grupo queria; mas, ao mesmo tempo, ela não cumpriu a tarefa e ela poderia ter participado ativamente da escolha de figurino e encontrado uma maneira de cumprir a tarefa e “ser uma Gaga” sem precisar se sentir desconfortável com isso… o próprio episódio em que o New Directions canta “Bad Romance”, lá na primeira temporada, estava cheio de figurinos que eu tenho certeza que a Marley poderia ter usado sem se sentir mal, como os vestidos que a Quinn e a Rachel usaram…

A história da Marley no episódio também perpassa o seu namoro com Jake – e se eles estavam em um bom momento até então, a série começa a minar o relacionamento apostando nas diferenças deles e em programas planejados por Marley dos quais o Jake não gosta muito… e faz questão de começar a estragar o personagem do Jake, o que me deixa muito bravo, na verdade. Mas é um paralelo ao que ela está enfrentando no glee club, porque o Jake também parece a estar pressionando, e quando os dois discutem pelo fato de eles até agora não ter transado, eles brigam e é o início de uma história que tende a crescer… ele erra quando Marley o manda embora e ir atrás de uma das garotas como as com quem saía antes, porque ele realmente faz isso.

E vai atrás da Bree.

SÉRIO, JAKE?!

As Gagas, por sua vez, não têm nenhuma história muito pessoal no episódio, mas me divertem bastante enquanto tentam planejar o que vão cantar, porque elas estão escolhendo uma música da Katy Perry, mas basicamente pensando em uma apresentação como as da Gaga – eu dei uma boa risada com toda a coisa de roubar um tigre de verdade do zoológico de Ohio para “Roar” ou do Jake vestido, em suas palavras, como “um Thundercat Gay”, mas é a Tina quem os ajuda a entender a tarefa do Mr. Schue, e o grupo acaba focando na música, na voz e fazem uma apresentação simples ao som de “Wide Awake” que é absolutamente linda e, inclusive, uma das minhas favoritas no episódio. E é sempre um prazer ouvir o Jake cantar, então eu gosto muito.

Enquanto isso, Nova York nos traz o Kurt em sua tentativa de FORMAR UMA BANDA. Ele consegue Santana e Dani para a banda de imediato, e abre audições para uma outra voz masculina, mas só tem uma pessoa escrita, alguém que se autodenomina “Starchild”. Mas não é como se eles precisassem de outra audição depois de Adam Lambert entregar uma performance perfeita de “Marry the Night”. Quer dizer, COMO PODERIA SER MAIS PERFEITO DO QUE AQUILO?! A música é maravilhosa, o Starchild é realmente uma estrela em todos os sentidos, a performance é de tirar o fôlego, e eu adoro todas as reações da Santana durante a apresentação inteira… embora o Kurt o dispense de imediato, algo que nem Santana nem Dani conseguem entender.

Com Rachel, Kurt tem uma conversa que explica por que ele não aceitou o Starchild na banda, e tem toda uma coisa de “querer ser aceito” que faz com que ele se apague, mas eu acho que secretamente também rolou um ciuminho… felizmente, Elliott Gilbert, o Starchild, aparece no Spotlight Diner, e ele quer muito um lugar na banda – e o Kurt o quer muito de volta. Então, a banda que eventualmente inclui a Rachel, começa os ensaios em paralelo com o New Directions fazendo a sua apresentação que encerra a semana de Katy e Gaga, com “Roar”, e essa é uma música que fez um sucesso colossal nessa época, e ainda é uma das músicas mais lembradas da Katy Perry! A apresentação é divertida, e não vou negar que os meninos seminus não sejam um espetáculo…

Jake e Sam estão de tirar o fôlego.

 

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