MÔNICA (2026) #1 – Em Busca da Cidade Perdida

“Um circo? Festa da pamonha?”

QUE DELÍCIA DE EDIÇÃO!!! Publicada em maio de 2026, a Edição #1 da 4ª Série da “Mônica” pela Editora Panini é o começo de uma nova era. Com diferentes artistas, traços mais livres e muita cor, os gibis parecem repletos de vida e de identidade, além de ter aquele clima gostoso de aventura e um humor que a “Turma da Mônica” sabe nos entregar muito bem. A história principal, que conta com 16 páginas, “EM BUSCA DA CIDADE PERDIDA”, é divertidíssima, e é acompanhada por outras cinco historinhas gostosas que têm uma atmosfera inusitada de novo e de clássico mesclados.

Na história principal, Mônica e Cebolinha estão em busca do Eldorado. Cebolinha é quem está construindo uma jangada com pedaços de madeira e garrafas pet para uma grande aventura, e a Mônica se une a ela porque acha a ideia divertida, e essa dupla nos entrega momentos maravilhosos enquanto a Mônica é uma força destrutiva mesmo sem querer, e eles velejam com uma vela que é supostamente a camisola da mãe do Cebolinha, mas é idêntica ao vestido da Dona Carmem, de quem, inclusive, o Cebolinha pegou a madeira para a jangada, deixando a sua cerca desfalcada.

Visualmente é sensacional – eles estão absolutamente fofos, cheios de caretas, engraçados e com uma indiscutível energia caótica. No texto, ganhamos pérolas em diálogos como “Rapaz! Essa é a aventura mais chata que eu já vi. Parece que faz dias que estamos navegando” “Folam só dois quadlinhos, Mônica” e “O Eldolado é uma cidade inteila peldida no meio da Amazônia!” “Cidade?! Nós estamos passando todo esse perrengue pra achar uma cidade? O que ela tem de tão especial? Um circo? Festa da pamonha?”, além de uma conclusão divertida que os leva apenas até a rua de baixo.

Além dessa história, a edição também nos traz duas histórias protagonizadas por outros personagens: temos “FORA DO JOGO”, que é uma historinha com os meninos não querendo o Do Contra no time em um campeonato contra os meninos da rua de baixo, até o Jeremias resolver tudo “falando pra ele que eles queriam perder o jogo porque o troféu é muito feio”, e então o Do Contra vira o craque do time; e temos “NASCI PARA BRILHAR”, com a Carminha Frufru enfrentando uma série de dificuldades para chegar a um teste, mas conseguindo o papel de criança zumbi.

Temos, ainda, “MISSÃO IMPOSSÍVEL”, com a Mônica tentando fugir de uns cachorros para levar para casa as linguiças para o almoço, mas manter a comida longe dos cachorros acaba sendo mais fácil do que manter a mesma comida longe da Magali, e essa historinha tem muito a cara de história clássica. Já em “RECORDE DE VELOCIDADE”, a Mônica está pedindo carona para o Cebolinha em seu carrinho de corrida, mas um comentário dos meninos no pit stop e a Mônica eventualmente correndo atrás deles girando o Sansão faz com que o carrinho corra mais rápido do que nunca!

Por fim, temos mais uma história do Emerson de Abreu, assim como a história-título e que tem tudo a ver com navegação, “O TESOURO DOS PIRATAS”. O Cascão e o Cebolinha estão brincando de piratas no campinho, e aquilo se torna uma disputa pelo lugar entre os meninos e a Mônica e a Milena, e a história é simplesmente maravilhosa, porque se torna uma brincadeira gostosa repleta de imaginação, e é muito gostoso ver as crianças sendo crianças. As reviravoltas e a maneira como eles “imaginam” problemas e soluções é a coisa mais gostosa de se ler!

Edição maravilhosa do início ao fim!

 

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