Spider-Noir 1x06 – Nightmare on a Gurney

Passado, presente e alucinações.

TENSO E ELETRIZANTE. “Nightmare on a Gurney” é o sexto episódio de “Spider-Noir” e é o companheiro perfeito do episódio anterior, que começou com o Ben Rilley explicando a Cat Hardy como tinha se tornado o Spider, algo que ela tinha deduzido sozinha, e terminou com a mesma Cat Hardy procurando a Dra. Alethea Faber para contar a ela a identidade secreta do Spider, o meta-humano que fora herói de Nova York antes de desaparecer voluntariamente e que pode ser a chave para uma possível cura – afinal de contas, a mutação é mais estável no Spider e lhe concedeu poderes, enquanto as mutações de outros meta-humanos estão cobrando preços altos que lhes podem custar a vida em pouco tempo… Cat Hardy o faz para salvar Flint Marko.

Ben Rilley é procurado por Ogden, alguém com quem servira na Guerra, mas que parece agora muito mais velho do que ele – isso porque a sua mutação está fazendo com que ele envelheça depressa, embora só vá fazer 36 anos no próximo mês de abril, se sobreviver até lá… Ogden é o filho da Dra. Alethea Faber, a renomada geneticista que está controlando um laboratório secreto na cidade em busca de uma cura, e ele está ali para tentar levar Ben Rilley até a mãe – e se ele não vai voluntariamente, então Ogden precisará levá-lo de qualquer maneira. Assim, começa o pesadelo de Ben Rilley, preso em uma maca e, consequentemente, sendo levado de volta a memórias traumatizantes de quando os seus “poderes” apareceram pela primeira vez, na época da Guerra.

Se no episódio anterior vimos o laboratório comandado pelos alemães e as mutações tremendas dos experimentos com DNA de animais, aqui vemos o que aconteceu com Ben Rilley quando ele despertou de volta em seu próprio acampamento, tentando entender o que estava acontecendo com o seu corpo – a teia, a maneira como sua mão adere às coisas, o suor, os tiques, o sentido aranha… e ele foi preso em uma maca como está sendo agora e foi torturado, aberto e praticamente dissecado enquanto tentavam entender o que estava acontecendo com o seu corpo, como usá-lo como arma e como replicar esse efeito em outras pessoas – não tão diferente do que era feito pelos alemães, na verdade. Ben Rilley passou por momentos horríveis lá.

Momentos horríveis que são, de certa maneira, revividos agora, ainda que o discurso da Dra. Faber seja distinto e ela fale sobre salvar vidas e sobre estar tentando desesperadamente salvar a vida da pessoa que mais ama no mundo, seu filho. A sedação capaz de derrubar o King Kong e o excesso de sangue retirado à força de Ben Rilley o deixa fraco, e ele oscila entre memórias, pequenos momentos de consciência e alucinações que entregam uma das melhores sequências não apenas do episódio em si, mas da série como um todo – amo aquele momento em que ele transita entre diferentes projeções e tem um “reencontro” com Ruby, por exemplo. Enquanto isso, a Dra. Faber consegue fabricar um antídoto que parece funcionar… ao menos traz Ogden de volta a quem ele era.

Algo que pode nunca ver a luz do dia…

Gosto de como se aumenta a tensão e o suspense do episódio conforme ele se aproxima do fim. Ben Rilley consegue as chaves para se soltar da maca usando a teia do Spider, mas ele ainda está fraco quando tenta sair caminhando dali… e, no cômodo ao lado, a Dra. Faber está disposta a matá-lo porque ele sabe demais e porque ele pode querer se vingar – ainda que ela tenha dito inicialmente que ele é um herói, e não um assassino. Ogden, no entanto, pede que a mãe lhe entregue a arma e diz que ele fará isso por ela, mas quer olhar nos olhos dele, “de soldado para soldado”, e nós meio que sabemos o que ele vai fazer: querendo ou não, Ben Rilley salvou a sua vida, e agora ele pretende tentar fazer o mesmo… mas as coisas saem de controle bastante depressa.

Isso porque o “laboratório secreto” deixa de ser secreto com a publicação da matéria de Joe Robertson, que Ogden e a Dra. Faber estavam tentando fazer com que não fosse publicada, e agora o Cabelo de Prata invade o lugar com os seus próprios meta-humanos – Lonnie, Flint e Dirk… esse último esquentado e impulsivo demais. Eles estavam ali para tentar encontrar novas pessoas que pudessem “recrutar”, mas encontram um laboratório mais vazio do que esperavam, e meta-humanos mortos que a Dra. Faber não conseguiu salvar. Tanto a Dra. Faber quanto Ogden são assassinados em uma cena melancólica, e o seu laboratório v ai pelos ares pelas mãos dos homens do Cabelo de Prata, e apenas Ben Rilley consegue escapar dali com vida… levando consigo o antídoto.

 

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