Star Trek: Strange New Worlds 4x01 – Valles Marineris

“In our future, there’s no fifth planet”

A ENTERPRISE ESTÁ DE VOLTA, EXPLORANDO ESTRANHOS MUNDOS NOVOS. Exibido originalmente em 23 de julho de 2026, “Valles Marineris” é o primeiro episódio da quarta temporada de “Star Trek: Strange New Worlds”, e a USS Enterprise recebe uma missão que parece estranha… há uma tempestade próxima à Estrela Ithaxus, mas aparentemente não há nenhum pedido de socorro, ninguém a ser resgatado, então é quase como se eles estivessem indo ao teatro. Naturalmente, as coisas acabam virando no momento em que eles descobrem que pode haver uma nave presa dentro da tempestade e, em uma tentativa de resgate, eles acabam sendo sugados para um local completamente diferente… e, mais do que isso, para um tempo diferente.

Esse episódio de estreia da temporada é simplesmente sensacional! Além de brincar com dinossauros e uma antiga civilização em Marte, ele é baseado na ideia de um paradoxo de predestinação que é a minha abordagem favorita da viagem no tempo e, portanto, eu gostei demais da conclusão do episódio e de todos os desdobramentos da ação da Enterprise, que acaba no Sistema Solar há 65 milhões de anos… de um lado, acompanhamos o grupo de Una, La’An e Erica no que descobrimos ser a Terra, tendo que lidar com dinossauros enquanto tentam pegar um pouco de irídio para que a Enterprise possa ir embora; de outro, a Enterprise recebe mensagens aparentemente ameaçadoras de uma comandante que eles descobrem estar vindo de Marte.

Um planeta que, atualmente, não sustenta mais vida.

As cenas do trio na Terra de 65 milhões de anos atrás entregam um visual muito bonito que mistura fascínio e pavor, e elas precisam ter um cuidado extra quando descobrem onde e quando estão, porque qualquer ação delas pode ocasionar um efeito borboleta que alterará todo o futuro… elas não podem matar um dinossauro, por exemplo, sem colocar o futuro em risco, e é por isso que, em determinado momento, La’An lida com um com um soco, o que eu acho impressionante! Gosto de como o visual me faz pensar nos visuais de “The Original Series” e daquele tom extra de mistério com uma nave caída e destruída na Terra, de onde está vindo a leitura de irídio… em contato com a Enterprise, elas podem supor que aquilo tem a ver com Marte.

O Capitão Pike convida a Comandante Cassell a bordo da USS Enterprise antes de saber quando eles estão e, consequentemente, quem ela é… e eu gosto muito da ironia dessa parte da trama, porque eles se deparam com uma civilização que nunca ouviu falar da Federação porque ela não vai existir por milhões de anos, e eles presumem que eles serão uma civilização com tecnologia mais primitiva e, portanto, instituem cuidados que precisam ser tomados: Marte é desabitado há eons na sua época, e não deve ser um problema a Comandante Cassell visitar a Enterprise desde que eles não saiam com nada material dali. A grande reviravolta que gera a ironia mencionada é que aquela sociedade de marcianos é muito mais avançada em tecnologia do que eles.

E eu gosto disso! A ideia é interessante demais!

A Comandante Cassell, no entanto, é uma pessoa dura habituada à guerra… eu gosto de sua firmeza, gosto de sua postura e de como existe certa condescendência à tecnologia da Federação, o que me divertiu. Em relação à ideia de uma aliança entre tantos povos, no entanto, ela não consegue entender como isso funciona, porque eles sempre estiveram em guerra. Nesse momento, por exemplo, eles estão em guerra contra os Dol’drm, que recentemente causaram uma cratera em seu planeta que custou 2 milhões de vidas, e ela não pode deixar que isso continue se espalhando, mas ela tampouco pode tentar conversar com os Dol’drm, porque eles são uma espécie de insectoides que utilizam uma maneira diferente de comunicação…

Nesse ponto, por toda a ideia da Federação de comunicação entre diferentes povos, talvez a USS Enterprise possa ajudar. Uma rápida olhada no computador da nave, no entanto, revela à Comandante Cassell mais coisas do que a Federação queria lhe mostrar: ela entende como eles medem o tempo e, consequentemente, de quando eles vieram, e descobre que, no futuro de onde a USS Enterprise veio, Marte é um planeta desabitado e incapaz de sustentar vida. Então, ela vai embora, sem qualquer acordo com o Capitão Pike, e levando com ela antimatéria que ela pretende usar para acabar com os Dol’drm, destruindo o seu planeta – que estranhamente é o quinto planeta do Sistema Solar, entre Marte e Júpiter… um planeta sobre o qual não se sabe no futuro.

Talvez, então, as coisas sempre tenham sido assim?

O Capitão Pike percebe algo nesse sentido e, embora tenha o poder para tal, ele não impede que a Comandante Cassell destrua o planeta dos Dol’drm, o Quinto Planeta do Sistema Solar, e eles assistem enquanto acontece, parcialmente culpados por aquilo… mas aquela também é a sua passagem de volta para o futuro – e é então que temos toda a conclusão que eu acho mais mágica e fez com que o episódio se tornasse tão bacana para mim. Os estudos de Spock sobre os eventos que acabaram não apenas de presenciar, mas de ajudar a tornar possíveis, revela a questão da predestinação que é quase paradoxal. Um fragmento do Planeta Dol’drm se tornou o Asteroide Chichxulub, que caiu na Terra e resultou na extinção dos dinossauros, tornando eventualmente possível a evolução da espécie humana…

Além disso, a explosão também alterou a órbita de Marte, o afastando do sol, o que causou o seu resfriamento e, eventualmente, a sua transformação no planeta de Marte como a Federação o conhece. Então, essa viagem da USS Enterprise sempre aconteceu – eles não mudaram nada, eles fizeram com que as coisas acontecessem como sempre aconteceram, porque o tempo não é uma linha reta. E, de algum modo, o povo da Comandante Cassell sobreviveu… não como os vimos há 65 milhões de anos, mas um estudo de DNA feito por M’Benga o leva a crer que alguns marcianos conseguiram escapar e se misturaram a outras espécies por toda a galáxia. O episódio é excelente, e eu fico muito feliz que a série tenha retornado tão bem!

“So… we only exist because of what we did?”

 

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