Chiquititas Brasil (2ª Temporada, 1998) – O primeiro encontro de Açucena e JP

A magia e o medo do primeiro encontro.

Desde que lera pela primeira vez a história assinada por “Açucena Urien”, o pseudônimo de Mili, para o Grande Concurso de Histórias de Amor da Editora Ribeiro, o JP começou a se apaixonar… e conhecer a tal “Açucena” se tornou uma missão de vida. A garota, que ele nem imagina que é tão misteriosa porque não existe, segue sendo apenas uma figura imaginada em sua mente, embora ele tente de todo modo conseguir um endereço para falar com ela. Tudo é muito confuso para Mili, que não sabe bem o que fazer e que vai tomando decisões conforme chega o momento – comparecer à entrega do prêmio fantasiada de uma pessoa que não é ela foi só o primeiro passo… agora, ela está prestes a conhecer o garoto por quem está apaixonada como outra pessoa.

JP está fissurado na ideia de encontrar Açucena, mas ele segue namorando com Renata por tempo demais mesmo depois de descobrir que ela mentiu que ela tinha escrito a história ou que ela esvaziou o tanque do carro para que ele não chegasse à premiação para conhecer Açucena. O término oficial só vem mesmo quando ele escuta Renata conversando com Beto, tentando conseguir o endereço de Açucena através de chantagem, dizendo que vai dizer ao JP que “ele está dando em cima dela” e que “ele vai preferir acreditar nela do que no Beto, mesmo que seja uma mentira”. Naquele momento, JP termina o que já devia ter terminado há muito tempo, manda Renata embora e corre até o Orfanato ao lado para, mais uma vez, tentar conseguir o endereço de Açucena…

E Beto já contou as novidades para as garotas.

Dessa vez, então, Mili resolve fazer algo a respeito: ela finge uma ligação para Açucena e marca um encontro para o dia seguinte… agora, ela precisa conter o nervosismo enquanto se arruma para o encontro do qual não pode fugir. As meninas tentam ajudar, mas é um grande caos que, no fim, acaba dando certo: Mili coloca uma peruca, óculos e um novo estilo de roupa e está pronta para se passar por sua prima mais velha, a escritora que chamou a atenção não só de JP, mas da Editora Ribeiro de modo geral. JP fica feliz e emocionado ao vê-lo, todo nervoso e sem jeito, e a Mili está igualmente sem jeito agindo como Açucena, mas eles encontram uma maneira de conversar, até porque eles estão mutuamente encantados e isso é evidente.

É um encontro completo, mas, em algum momento, Mili fica apavorada e resolve escapar… JP não quer se despedir, quer prolongar o encontro e está disposto a levá-la para onde ela quiser, mas Mili/Açucena usa o velho truque de “Preciso ir ao toalette” para escapar sem dar notícias, deixando para trás um JP apaixonado e confuso. O encontro não foi ruim, mas como Mili diz mais tarde para as garotas: eventualmente, ela entrou em pânico e fugiu. Todas querem saber como foi, mas é atrás da Carol que a Mili vai nesse momento, porque ela precisa das palavras sábias de alguém mais velho, alguém que sempre desempenhou um papel parecido com o de uma mãe para ela. Ela abraça a Carolina e chora, e Carol resolve levá-la para caminhar para que possam conversar.

Em paralelo, outra parte importante da história de Mili está acontecendo: Miguel FINALMENTE consegue pôr as mãos no testamento verdadeiro, e então ele tem a confirmação do que, no fundo, ele sempre soube – que a Mili é sua filha. “É a Mili! Eu sabia que era a Mili!”. Emocionado, Miguel chora depois de ler o testamento completo que é a confissão do Dr. José Ricardo Almeida Campos, mas ele fica se perguntando o que fazer com essa informação… ele diz que não pode aparecer e, se ele apenas revelar a verdade, Carmem vai acabar se tornando a tutora legal de Mili, e isso é o pior que lhe poderia acontecer. Talvez seja melhor que Mili não saiba de nada até ter idade o suficiente para se proteger sozinha das maldades de pessoas como a Carmem.

Como uma resposta, Miguel vê Mili andando e conversando com Carol no dia em que Mili quer falar sobre o encontro que tivera com JP como Açucena. É ao ver aquilo que Miguel entende: Carolina sempre esteve com a Mili quando ela precisou, é uma figura materna para ela, uma pessoa carinhosa e firme que a entende, a aconselha e a protege. Então, enquanto as duas se abraçam com um carinho sincero, Miguel diz a Renata: “A Mili tem que crescer sob os cuidados da Carolina. É ela a mãe que a minha filha precisa”. Ainda assim, Miguel vai pessoalmente até a casa dos Almeida Campos para se revelar para Carmem e para ameaçá-la, porque ela não vai sair impune por tudo o que ela e o restante da sua família fez… e essa pode ser uma virada importante.

 

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