Super Mario Galaxy: O Filme (The Super Mario Galaxy Movie, 2026)
“Let’s a-go!”
Não adianta,
a minha criança interior fica PROFUNDAMENTE FELIZ assistindo a esses universos
de Super Mário sendo levados para o cinema! Depois do sucesso estrondoso de “Super Mario Bros.: O Filme”, em 2023,
os personagens retornam à tela grande em um filme que expande o seu universo e
que também já ultrapassou a marca de 1 bilhão de dólares de bilheteria,
garantindo que “Super Mario Galaxy: O
Filme” certamente não será o fim das adaptações da Nintendo para o cinema…
dessa vez, parte da inspiração para o filme vem dos jogos “Super Mario Galaxy”, de 2007, e “Super Mario Galaxy 2”, de 2010, mas segue sendo uma adaptação do
universo de “Super Mario” como um
todo, além de brincar com a aparição de outros personagens, como o Fox McCloud!
A trama de “Super Mario Galaxy: O Filme” começa
com o sequestro da Princesa Rosalina por ninguém menos do que o Bowser Jr., que
tem um plano que envolve a) criar uma superarma capaz de destruir planetas e
mundos inteiros; e b) resgatar o pai, que foi miniaturizado e preso em um
castelo de brinquedo pela Princesa Peach. Com uma animação colorida e bonita,
sequências de ação de tirar o fôlego e efeitos sonoros que nos levam de volta
aos dias que passamos jogando videogame, a experiência é uma delícia! Mesmo
para alguém que, como eu, passou muito tempo jogando variações de “Super Mario”, mas nunca chegou a jogar “Super Mario Galaxy”. Eu gosto muito de
como o sentimento de nostalgia, tão em voga atualmente, é bem utilizado aqui!
Rosalina é a
irmã mais velha de Peach, e ela ensinou suas filhas estrelinhas a pedir a ajuda
da Princesa Peach no Reino dos Cogumelos se alguma coisa acontecesse a ela
algum dia… por isso, quando ela é abduzida
e levada para algum canto distante da galáxia, os filhos de Rosalina aparecem
para pedir ajuda – e embora os Toads não queiram deixar que a Princesa Peach vá
embora, ela não pensa duas vezes antes de fazê-lo… e deixa o reino a cargo de
Mário, Luigi e de um novo amigo que eles fizeram durante um resgate: o dinossaurinho verde Yoshi. É tão bom
ver o Yoshi!!! E, com o Yoshi e a cargo de “cuidar do reino”, os irmãos
encanadores solucionam pedidos de ajuda em um mapa, enfrentando diferentes
missões em diferentes “fases”, tal qual “Super
Mario World”.
Inclusive,
meu jogo favorito do Mário!
Naturalmente,
Mário, Luigi e Yoshi não ficam para trás por muito tempo… eles nem escolhem se
juntar à Princesa Peach, mas acabam sendo “levados” quando o castelo inteiro da
princesa é abduzido também, e isso rende boas sequências e bons momentos que
nos divertem – temos o Fox McCloud sendo o único piloto disposto a levar Peach
até os confins perigosos da galáxia onde ela descobre que está sua irmã
sequestrada, e Mário e Luigi têm uma sequência inteira na qual eles são transformados em bebês e provocam, sem
saber o que estão fazendo, um Tiranossauro Rex adulto… e ainda que saibamos
desde o princípio que a solução será transformar
esse dinossauro em bebê também, me divirto com o Yoshi sendo barulhento
demais e o despertando!
Bowser
também é parte do espetáculo do filme… ele em miniatura, variando entre “um
monstrinho regenerado” e “o grande vilão de sempre” é muito divertido, e toda a
sua dinâmica com o Luigi é excelente, sem contar que ele tem bons momentos com
o Mário quando finalmente o convence a trazê-lo de volta ao tamanho real, e ele
é sincero naquela coisa toda de “ter mudado”, tanto que ele ajuda o Mário e o
Luigi enquanto pode, até ser trazido de volta à sua “essência vilanesca” antiga
com o Bowser Jr., que o relembra de uma história que ele contava diariamente
para ele antes de dormir… uma história sobre um Planeta Bowser construído só
para eles e sobre uma arma poderosa que ele enfim pode tornar real, com a
Princesa Rosalina.
Gosto de
como as principais sequências de ação do filme entregam protagonismo a
diferentes personagens… eu adoro ver a Princesa Peach lutando, eu amo toda a
questão dos power-ups que é
exatamente o que esperamos de uma adaptação de um jogo de videogame como “Super Mário”, e eu adoro toda aquela
sequência do CASTELO DO BOWSER, que brinca entre o que costumávamos ver na tela
de nossa televisão enquanto o Bowser Jr. está controlando todas as ameaças, e
como seria a visão para os personagens
– eu adoro essa transposição e como funciona bem como sequência de ação!
Destaque, também, para a vitória de Mário e Peach sobre Bowser naquela
sequência final da ponte. É como ver uma fase tradicional GANHAR VIDA, e eu amo
isso!
Acho que é a
clara paixão pelos jogos que originaram essa franquia no cinema que me empolgam
tanto. O roteiro é razoável e propositalmente simples, mas os personagens são
carismáticos, a animação é belíssima, as referências são astutas o suficiente
para nos transportar de volta para os jogos que tanto amamos, e isso faz com
que o filme funcione! O resgate de Rosalina, o momento entre as irmãs, as
reações de Mário e Luigi por causa do castelo ausente no Reino dos Cogumelos e
a consequente reconstrução disso em forma de videogame, com a ajuda dos Toads,
dos Lumas e do Yoshi, e a união dos Bowsers que terminam presos, tentando
escapar, porque não podemos nos livrar deles de verdade… eles são parte da alma
do filme! E essa franquia deve estar longe de terminar.
Com dois
grandes sucessos de bilheteria na conta, podemos esperar novas adaptações da
Nintendo em anos futuros… gosto de como o universo de “Super Mário” é rico em mundos e personagens e certamente pode
gerar um terceiro filme, quiçá encerrando uma trilogia, mas confesso que estou
bem empolgado com as conversas de uma possível adaptação de “Luigi’s Mansion”, porque eu amo o
Luigi! Além disso, com esse universo estabelecido, a Nintendo deve explorar
outras possibilidades, e eu gosto de como eles brincam com a inserção de personagens de fora desse universo aos
poucos… já tivemos o estabelecimento do Donkey Kong, que pode gerar seu próprio
filme, e agora a aparição do Fox McCloud, o que pode render uma adaptação de “Star Fox”.
Sinceramente?
Eu estou empolgado!
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