Glee 5x02 – Tina in the Sky with Diamonds
“Whisper words of wisdom… let it be”
Eu tenho uma implicância tremenda
com a quinta temporada de “Glee”, e
isso é um problema quando me proponho a revisitar a série, mas o incômodo é
inevitável pela maneira como as coisas parecem quase jogadas aleatoriamente ali – sinto que o grande pedido de casamento
de Blaine ao Kurt no episódio anterior não tem impacto narrativo posterior se,
nesse episódio, eles nem chegam a ter nenhuma cena juntos, por exemplo, mas é
além disso… me incomoda ver a Marley sendo praticamente uma figurante sem
nenhuma fala, sendo que ela é uma atriz talentosa com uma voz incrível; me incomoda
como tudo parece exageradamente corrido na coisa do baile; e me incomoda como,
apesar de musicalmente bom, o episódio não funciona de fato como tributo.
Exibido originalmente em 03 de
outubro de 2013, “Tina in the Sky
with Diamonds” é o segundo episódio da quinta temporada de “Glee” e a segunda parte do tributo aos
Beatles, mas fica bem aquém de seu antecessor nesse sentido, ainda que as
músicas sejam algumas das mais marcantes da banda – a música referenciada no
título, no entanto, não faz parte da setlist
do episódio. Mas, em parte, Tina é a protagonista quando Sue Sylvester anuncia
um único baile que será a junção de todo e qualquer baile que aconteceria no
ano e Tina Cohen-Chang é indicada a Rainha do Baile… ainda que seja uma pena “Revolution” interrompida daquela
maneira, não posso dizer que não dei uma gargalhada sincera com como Tina se
tornou basicamente o Xaveco de “Glee”.
Assim como Tina foi indicada a
Rainha do Baile, Sam – ou Samgelina Jolie, como diz a Sue – não foi, e isso o
pega desprevenido… além disso, Tina o dispensa depois de o ter escolhido como
seu par no baile no episódio anterior. Particularmente, não gosto nada da
história do Sam com a quase enfermeira Penny e toda a coisa de ele ter medo de
injeções e tudo o mais, mas se tem uma coisa boa que sai dessa trama é o Sam
cantando “Something”: essa é uma das
minhas músicas favoritas dos Beatles e fica lindíssima na voz do Chord
Overstreet, e talvez seja nessas coisas que eu tenho que aprender a focar para
curtir um pouco mais os episódios. Além disso, apesar de eu não gostar muito do
cabelo do Sam nessa temporada, ele está muito bonito o episódio todo!
Em Nova York, Santana consegue
duas coisas que a deixam feliz: um trabalho que é um comercial para um remédio
contra candidíase; e talvez um novo amor. Demi Lovato faz a sua estreia em “Glee” como Dani, uma garota que também
trabalha no Spotlight Diner e com quem Santana parece ter química… eu gosto da
Dani, eu gosto da energia das duas e, assim como a Rachel, eu acho
absolutamente fofo que a Santana esteja nervosa,
o que é algo novo para ela, sabe? E me divirto com a Rachel usando a desculpa
de “deixá-las sozinhas” para sair mais cedo do trabalho. Toda a coisa de a Dani
gostar de ver o sol nascer dali é uma desculpa para nos trazer “Here Comes the Sun”, mas não me
importo, porque a música nas vozes das duas é linda…
E a cena é fofa!
Enquanto isso, Rachel não está
nessa mesma vibe de sucesso, e ela
está bastante aborrecida com o fato de não ter conseguido o papel de Fanny
Brice – ou de ter acreditado que não
o conseguiu – por ser “muito inexperiente”, então o Kurt tenta animá-la com “Get Back”, em uma cena na sala de
NYADA que foi cenário de algumas histórias, romances e embates na quarta
temporada, mas que parece estranhamente vazio e aleatório agora… eventualmente,
as coisas começam a virar para Rachel, porque aparece no Spotlight Diner um dos
produtores de “Funny Girl” que pede
para falar diretamente com ela e, de uma maneira inusitada, lhe informa que ELA
CONSEGUIU O PAPEL DE FANNY BRICE. Naquele momento, ela está explodindo de
felicidade.
E eu fico feliz por ela.
A trama principal do episódio, no
entanto, é o que envolve o baile e a coroação de Rainha do Baile. Tina tem um
ataque de diva, que não é injustificado nem o primeiro deles, mas Bree começa
uma campanha ferrenha para que Kitty seja escolhida a Rainha do Baile, porque
ela acha que já faz muitos anos que
pessoas do glee club ganham esse título e elas precisam de Cheerios ocupando
essa posição ou qualquer coisa assim – Kitty, no entanto, entende duas
coisas: ela ainda não está se formando; e essa é a vez da Tina. Embora ela
esteja bem tranquila em relação a isso, Bree não está… e confesso que eu fiquei
um pouquinho triste pela Kitty quando todo mundo a confrontou pela campanha, sem
acreditar que não foi ela, embora ela mesma entenda o motivo.
O baile começa com “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”,
interpretada por Marey, Jake, Unique e Ryder em um figurino a la Beatles, e Tina acaba sendo
escolhida como Rainha do Baile, mas toda a alegria imensa de um sorriso
gigantesco no seu rosto e os amigos a aplaudindo com orgulho termina depressa
porque Bree planejou uma maneira de humilhar a garota: o típico “Golpe Carrie”, com raspadinha dessa vez. Confesso que eu
fiquei muito triste pela Tina, porque
ela é constantemente humilhada e/ou esquecida, e ela merecia aquele momento de
glória e atenção… o silêncio se prolongando antes das risadas ecoarem por todo
o ginásio causam aflição, mas isso também encaminha o episódio para uma das
cenas mais bonitas dele…
“Hey Jude”
Não é exagero dizer que “Hey Jude” é uma das músicas mais
famosas dos Beatles, se não a mais famosa, e ela é trazida aqui em um momento
emocionante com o glee club sendo o
que eles aprenderam a ser ao longo das temporadas: uma família que, apesar das brigas, acolhe um ao outro. Todos estão
ali por Tina, e ainda que ela estivesse disposta a ir embora, eles a incentivam
a voltar para a quadra e ser a dona daquele baile, e a ajudam a limpar, a se
arrumar, e Kitty empresta o seu próprio vestido, o que é fofo. Então, TINA
RETORNA PODEROSÍSSIMA COMO A RAINHA DO BAILE QUE MERECE SER, e ela tem um
momento bonito: no fim, apesar da humilhação, ela foi escolhida pela maioria da escola e ainda teve todo aquele
carinho dos seus amigos!
O episódio termina com outra
grande música dos Beatles: “Let It Be”
é poderosa. Com um quê de melancolia, a música sempre é impactante e é uma bela maneira de terminar essa dupla de
episódios. Os vocais principais ficam para os personagens em Nova York, e acho
que Rachel, Kurt e Santana estão em um momento muito bonito da relação deles
(aguarde!), mas também divide espaço com os New Directions, que seguem
celebrando a Tina e completam esse número musical, que também é visualmente
muito bonito, com referências bacanas. Assistir a esses dois episódios me fez
perceber que faz muitos anos desde a última vez que eu vi “Across the Universe” e senti uma saudade imensa desse filme… acho
que também merece uma revisita em breve!
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