MILENA (2026) #1 – O Mistério no Quarto de Dormir

A revistinha da Milena chegou!!!

QUE EDIÇÃO MARAVILHOSA! A REVISTA DA MILENA NÃO PODERIA TER UMA ESTREIA MELHOR! Já faz quase 10 anos que a Milena foi criada e é parte da “Turma da Mônica” e vem protagonizando histórias maravilhosas em outros títulos, inclusive já até ganhou uma série live-action ao lado do Franjinha, mas agora ela finalmente TEM A SUA REVISTINHA SOLO. E a estreia não poderia ser melhor… divertida, caótica e repleta de histórias que são focadas em diferentes características de Milena e que a tornam única. Uma edição feita com carinho e com atenção.

Os traços, como em todas as edições dessa nova fase, estão lindos… é algo mais solto, expansivo, cheio de expressão, que resulta em quadrinhos cheios de vida e que nos arrancam risadas às vezes mesmo sem contexto – sem contar que a Milena estava absolutamente fofa em todo momento! A mãozinha na cintura e o olhar julgados quando olha para a Magali depois de uma piada, por exemplo? ICÔNICA DEMAIS! E gostei muito de como as histórias se organizaram para “apresentar” a Milena e como a edição culmina em uma tirinha que conversa com a primeira história…

É uma edição fechadinha, perfeita!

A primeira história, “O MISTÉRIO NO QUARTO DE DORMIR”, brinca com a desorganização acumuladora da Milena ao mesmo tempo em que “justifica” o seu novo visual, agora que o seu laço foi substituído por um tic-tac – eu adoro o novo visual, mas eu vou sentir falta o laço, confesso. Milena está em busca do laço rosa que tirou para fazer uma anotação quando não tinha nenhum papel disponível – “Eu tava no parquinho quando tive uma epifania” “E foi grave? Você está bem agora?” –, e o seu quarto está revirado e muito, muito cheio… e repleto de referências que eu amo!

E aos poucos os demais protagonistas fazem uma passagem por ali. A Magali a vem visitar no meio do caos, mas acaba indo embora; o Cascão é descoberto “soterrado” na bagunça e fala sobre os “dias” que passou ali; o Cebolinha também está por ali; e, por fim, a Mônica sai de dentro do armário, onde ela é colocada junto com todas as demais coisas pela Milena. E aí começa a investigação para além da simples busca. Milena quer sua fita e, para isso, ela vai listar suspeitos em um quadro e tentar descobrir que motivo cada um teria para ter pegado sua fita…

“Ei! Você escreveu meu nome!”

“Claro! Você acabou de falar que gostaria de ter uma fita de cabelo”

A Milena “interrogando” a Mônica é uma das coisas mias fofinhas da história! É tão deliciosamente astuto e espirituoso! A investigação leva até uma fita amarrada no Sansão, que foi levado pelo Cebolinha, mas não foi ele quem pegou a fita… Milena se lembra de ela e a Mônica estarem juntas no campinho quando descobriram sobre um concurso das Balas Bilula, e ela teve uma ideia para um novo versinho e precisou anotar – sem papel, ela anotou na fita e a Mônica a amarrou no Sansão para não perderem… adoro a resolução, e muito mais ainda a conclusão da história com o versinho em si.

“O cachorro late, o gato mia, o macaco pula. Minha amiga dentucinha é teimosa como uma mula. Vivam as Balas Bilula!”

COMO NÃO AMAR?! Dei boas gargalhadas na leitura!!!

Na sequência, temos uma historinha sem título que explora a faceta INVESTIGATIVA da Milena: Magali perdeu a sua lancheira e pede a ajuda da Milena, que tem equipamentos como caneta, caderno e lupa e “bons métodos de investigação”, bem como lições de moral sobre como “a Magali tinha que cuidar bem das suas”, mas ela mesma encontra um chaveiro de dinossauro perdido no meio do nada e, bem… nós acabamos de fazer uma visitinha ao seu quarto que não era nenhum exemplo de organização e tudo o mais. Mas é essa ironia que é a piada da coisa!

Depois, temos “QUASE LÁ…”, história que explora a CURIOSIDADE e a DETERMINAÇÃO da Milena, que está tentando voltar para o mesmo sonho que estava tendo antes de acordar para descobrir o que tem dentro de uma caixa. Sua curiosidade também é destaque em “LEITURA DINÂMICA”, quando ela encontra o Jeremias lendo um livro de fantasia e quer saber o que acontece… ela é um tanto enxerida, é verdade, pegando o livro, correndo pelas páginas para descobrir o final e ainda estragando o final para o Jerê, mas eu não vou dizer que eu não dei risada!

Também temos uma história protagonizada pela Marina, que desenha uma bola nova com seu lápis mágico para o jogo dos meninos, e as coisas meio que saem de controle em “QUE BOLADA!”. E a sensacional “A PACIFICADORA”, na qual a turminha está brigando por não terem sido convidados para a festa da Carminha Frufru, um culpando o outro por isso – até que a briga seja interrompida por Denise, que os ensina sobre amizade e sobre “amigos se unirem em um objetivo comum”. Ela só não achava que o “objetivo comum” seria brigar com ela quando descobrem que a culpa do não-convite é dela!

Por fim, temos o Cebolinha tentando uma “ajuda” da Milena em um plano infalível, embora ele chame de “LIÇÃO DE CASA”: “Um menino está andando de patinete pelo campinho… é agola que vem a minha dúvida: que velocidade o patinete plecisa atingir pala o menino escapar do coelhinho de pelúcia que uma menina má jogou contla ele?”; e a linda e emocionante “ESPELHO, ESPELHO MEU!”, com a Milena tentando escolher uma roupa que “a faça parecer uma princesa” contra um espelho maldoso que acaba sendo apenas ela mesma, e no fim ela percebe o quanto ela já é linda

Bela, singela, emocionante, fofa… uma bela maneira de encerrar essa primeira edição.

Primeiro edição PERFEITA, por sinal!

 

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