Double Helix – Ep. 07: My family and my lover are both of my weaknesses

“So what am I to you?”

A GENTE SABIA QUE ELES ESTAVAM FELIZES DEMAIS, CEDO DEMAIS. Exibido originalmente em 29 de maio de 2026, “My family and my lover are both of my weaknesses” é o sétimo episódio de “Double Helix”, e é o momento em que tudo começa a dar terrivelmente errado para Yi Chen e Lu Feng, depois de eles terem superado os antigos problemas e ter conseguido encontrar uma maneira de começar de novo… se a família de Lu Feng desempenhou um papel imprescindível na separação anterior, o mandando para os Estados Unidos por anos, agora é a vez da família de Yi Chen ser o principal problema, e eu deixo duas coisas registradas: 1) eu não gosto do irmão do Yi Chen; e 2) quase tudo nesse episódio fez com que eu sentisse muita raiva.

O episódio começa leve, com a celebração do Ano Novo, algumas promessas, felicidade compartilhada, bons momentos… mas a mãe de Yi Chen solta comentários sobre como ele precisa se casar, tenta arrumar um encontro para ele e só falta deitar no chão como tapete para que a Zhuo Lan passe por cima dela quando ela aparece para oferecer a Yi Chen um trabalho. E o problema é que o Yi Chen não tem coragem de enfrentar a mãe como Lu Feng teve coragem de enfrentar o pai, mesmo em seu leito de morte. É curioso como o diálogo traga o Lu Feng falando sobre “ter medo de o Yi Chen sumir um dia” pouco antes do evento que faz tudo ir por água abaixo: um beijo de Yi Chen e Lu Feng na sala de casa que é flagrado pela mãe.

Aí é um escândalo… ela surta, ela grita, ela acusa Lu Feng, ela o manda ir embora, e eu vou ser bem sincero e dizer que eu adorei que o Lu Feng tenha exposto que o outro filho dela está namorando o Qin Lang – quer dizer, ela não fica babando o “amigo” do filho mais novo? Aquela é, no entanto, a gota d’água: a mãe de Yi Chen pergunta se estão tentando matá-la, passa mal e eu senti mais ou menos a mesma coisa que senti quando o pai de Lu Feng foi para o hospital… nada; ou, talvez, alívio. Mas ela não morre, o que quer dizer que estará por perto para atormentar e para fazer com que passemos mais e mais raiva – é revoltante aquele momento em que ela manda o Yi Chen não citar o irmão, por exemplo, dizendo que “foi ele quem o corrompeu”.

O discurso altamente homofóbico se prolonga com falas que são como facadas, como quando ela diz que “criou dois filhos e pelo menos um deles tem que ser ‘normal’”. Foi tão triste e tão desconcertante ouvir isso, e quando ela implora que Yi Chen faça as suas vontades, ele chora e a abraça, acatando o seu pedido. Sinceramente, isso me incomoda, porque não sou um grande defensor de “mãe é mãe” em situações como essa, em que a mãe é preconceituosa, chantagista e impositora. Mas Yi Chen faz a sua vontade, e diz a Lu Feng que eles precisam parar de se ver… dali em diante, o episódio toma rumos confusos, e é difícil “defender” o Lu Feng quando ele extrapola, mas eu preciso dizer que, antes do momento em que ele amarra Yi Chen, ele estava certo no que dissera…

Primeiro, Lu Feng explode com a “decisão” de Yi Chen e traz à tona coisas como o fato de ele ter cortado todos os laços com a sua própria família para poder estar com ele, e não é como se Yi Chen fosse a única pessoa fazendo sacrifícios ali, mas Yi Chen responde dizendo que eles não precisam dar um tempo: eles podem terminar de maneira definitiva e, então, “ele pode voltar para a sua vida de luxo”, embora não fosse isso o que o Lu Feng estivesse pedindo. De todo modo, as coisas saem de controle rápido demais… é revoltante o Lu Feng amarrando o Yi Chen (mas não a decisão de ir falar com a mãe dele), e é triste a consequência exagerada e dramática do seu confronto com Yi Chen e Qin Lang, embora eu não ache que ele estivesse errado em confrontá-los e convocar ajuda para lutarem pelo que sentem.

Mas o empurrão e a queda estragam tudo.

Acho que nunca a situação esteve tão ruim.

 

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