Rosalinda (1999)
“Rosalinda, ¡ay amor!”
Chegou a
hora de falar sobre a última novela da
Thalía… depois de nos divertirmos com a inocência e determinação de Maria
Mercedes, de nos empolgarmos com a vingança de Marimar, que retorna como Bella
Aldama, e de nos angustiarmos com todos os problemas que a Maria do Bairro
enfrenta ao longo de sua vida, chegou a hora de conhecer a Rosalinda… poucos
anos depois de encerrada a famosa “Trilogia
das Marias”, Thalía retorna para a TV em uma história que não é de Inés
Rodena, e que sua personagem não se chama “Maria”… mas poderia ser. As diferenças são muito pequenas. O que,
em parte, é uma pena, porque “Rosalinda”
era a promessa de algo diferente, era
o grande e esperado retorno de Thalía, agora talvez interpretando alguém diferente de suas Marias, mas a novela segue
os mesmos moldes estabelecidos pela época.
“Rosalinda” conta a história de um amor
proibido e atrapalhado por uma vingança do passado… antes de conhecermos, de
fato, Rosalinda, conhecemos Soledad Romero, uma mulher que, há 20 anos, assumiu
a culpa de um assassinato que não cometeu, enquanto pediu que seu marido fugisse. Soledad Romero, então, em seu
tempo de cadeia, deu à luz a uma linda garota. Enquanto isso, Valéria
Altamirano, a esposa do falecido (e irmã do verdadeiro assassino, por sinal!),
jura um ódio eterno contra Soledad Romero e jura tornar cada dia de sua vida um
inferno, se um dia ela chegar a sair da cadeia… sua raiva por Soledad Romero jamais cessará. E é daí que nasce o
amor de Rosalinda e Fernando José: Rosalinda é a filha de Soledad Romero,
nascida na cadeia; Fernando José é o filho de Valéria, a quem ela ensinou a
odiar Soledad e tudo que tiver a ver com ela…
Thalía
está, como sempre, FASCINANTE. Ela atua mais ou menos como atuava em qualquer
Maria que antecedeu “Rosalinda”, mas
nós a amamos – o seu carisma sustenta qualquer novela. E o que eu mais gosto na
protagonista é que ela é ao menos um
pouco diferente das outras protagonistas de Thalía: ela não é boba, nem
excessivamente ingênua. Embora ainda
seja pobre, como as outras, ela não é
caricata, apresentando mais maturidade que qualquer outra, e eu gosto muito
disso nela. Também de como ela não fica subitamente rica como as outras, por
casamento ou herança… ela é trabalhadora, e ganha seu dinheiro vendendo flores
ou cantando em um palco! Fernando José, por sua vez, é um personagem que nos
intriga… ele começa a novela como o
melhor protagonista das novelas da Thalía, mais humano e compreensivo…
Mas no meio
da novela ele desanda e é quase impossível defendê-lo.
A galeria
de personagens de “Rosalinda” também
inclui Soledad Romero, que nos parece empurrada pelo roteiro para ser quase uma
protagonista junto com a própria
Rosalinda, mas a personagem não desce. A atuação de Angélica María é ruim, e a
personagem é chata. Valéria, a principal vilã, é caricata e canastrona, mas eu
gosto muito dela. Cheia de caras e bocas, muita expressão corporal (!),
motivações únicas e sem mais complicações… mas eu acho que tem carisma. Quem toma mesmo o papel de vilã principal
é Fedra, interpretada por Tia Perucas Nora Salinas, e ela é a típica
sedutora e filha da p*ta que fará de tudo para ter o que quer: dinheiro e o
Fernando José. Como antagonista secundário temos Beto, o irmão mau-caráter de
Rosalinda… destaque para a aparição de Laura Zapata como Veronica, a verdadeira
mãe de Fernando José.
Um papel
não tão grande, mas importante e forte. E
não é vilã!
“Rosalinda” também é a adaptação de uma outra
novela, a venezuelana “María Teresa”
(sim, a ironia é imensa!), de Delia Fiallo, de 1972 e, como eu comentei, a
promessa toda de ser uma novela “diferente” do que Thalía protagonizara antes
não se concretiza – e isso não quer dizer que não gostemos da novela. Mas
poderia ter sido um texto adaptado de Inés Rodena e nós nunca saberíamos! A
novela teve outras versões, como “Primavera”,
de 1987 – curiosamente também protagonizada por Fernando Carrillo, no mesmo
papel que reprisaria mais tarde, em “Rosalinda”
–, e “Rosangélica”, de 1993, ambas
também venezuelanas. “Rosalinda” é a
primeira versão mexicana da trama, exibida em 80 capítulos, entre os dias 01 de
Março e 18 de Junho de 1999. A novela não é um clássico como as Marias, mas é
uma boa novela…
E, como
sempre, Thalía BRILHA!
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