Doctor Who (7ª Temporada, 1970) – Arco 053: The Ambassadors of Death, Parte 1

Mistérios de Marte.

UMA MISSÃO TRIPULADA A MARTE E SURPRESAS. Dirigido por Michael Ferguson e com a escrita creditada a David Whitaker, embora ele tenha tido a colaboração de Trevor Ray no Episódio 1 e de Malcolm Hulke nos Episódios 2 a 7, “The Ambassadors of Death” é o terceiro arco da sétima temporada de “Doctor Who”, e foi exibido originalmente entre 21 de março e 02 de maio de 1970, em sete partes. Os astronautas Frank Michaels e Joe Lefee partiram na Sonda Marte 7 até o planeta vermelho vizinho da Terra e a comunicação funcionou à perfeição durante toda a viagem de ida e, durante 12 horas, eles enviaram fotos e vídeos da superfície de Marte, antes de total silêncio… com o fim da comunicação, esperou-se que uma tragédia houvesse acontecido…

E, então, a sonda levantou voo para a sua viagem de retorno.

Essa é uma temática interessantíssima para a época! Os anos 1960 e 1970, com a corrida espacial, viram muitas produções voltadas à temática de espaço – não é à toa que obras como “Star Trek” e “Doctor Who” surgiram e se tornaram sucessos! A história, escrita e lançada em 1970, acontece apenas meses depois da chegada do homem à lua, e tem um tom de suspense que funciona bem e que, atualmente, me faz pensar em “Alien: O 8º Passageiro”. É muito realista ver essa sociedade que está vidrada à TV, acompanhando em tempo real todos os desdobramentos do retorno da Sonda Marte 7 e o envio da Recovery 7, com a missão de resgatar os astronautas que supostamente estão retornando à Terra. Um mistério que atormenta o mundo há sete meses.

No meio disso tudo, está a UNIT e o Doctor, é claro. O Brigadeiro Lethbridge-Stewart está no Centro Espacial, acompanhando tudo de perto, enquanto o Doctor está em sua TARDIS, assistindo às notícias da TV, como todos os demais. Essa é a história na qual o interior da TARDIS do Terceiro Doctor faz a sua estreia, e ela é magnífica! Muito mais cheia que a anterior e extremamente aconchegante, é a primeira vez que o interior da nave passa por uma reformulação na série, e eu gosto de como ela tem cor e de como ela parece uma casa… é a sala de estar de uma casa comum, com o controle no centro. Gostaria, no entanto, de ter visto o momento em que Liz Shaw entra na TARDIS pela primeira vez e… bem, percebe que “ela é maior do lado de dentro”.

Quase ninguém tem a menor noção do que está acontecendo ou do que pode acontecer. Quando eles escutam um barulho que pode ser uma estática terrível, o Doctor é o único que a reconhece como o que de fato é: uma mensagem. E ele tem a sensação de que já ouviu aquilo em algum lugar antes… mas não consegue se lembrar onde. Então, ele e Liz vão pessoalmente até o Centro Espacial, porque sabe que, uma vez que a mensagem não foi respondida, ela será repetida mais cedo ou mais tarde – ele quer a gravação e um computador no qual possa trabalhar, para tentar decifrar a mensagem, e então uma resposta, que não foi enviada por eles, surpreende a todos. Alguma coisa está acontecendo e ainda temos pouquíssima informação sobre isso.

Há quem esteja ativamente trabalhando para que a mensagem siga sem ser decodificada, e é o Doctor quem percebe que houve sabotagem no computador no qual ele e Liz estão trabalhando e, assim, eles jamais chegarão a um entendimento real do que há por trás disso. Enquanto Liz tenta decodificar a mensagem e um monte de outras coisas estão acontecendo, com o cenário sendo preparado para o arco de sete episódios, a cápsula que supostamente traz de volta os astronautas resgatados faz seu pouso em segurança na Terra e é levada para o Centro Espacial – os astronautas lá dentro, no entanto, parecem estar se recusando a sair. Toda a comunicação tentada por eles fica sem resposta, então o Brigadeiro Lethbridge-Stewart ordena que a cápsula seja aberta à força.

Em breve, eles terão uma surpresa… e tudo indica esse caminho.

O Centro Espacial enfim consegue algum tipo de comunicação com a Recovery 7, ou pelo menos eles acham que conseguiram. Supostamente, Charlie os está respondendo, o astronauta que foi enviado para resgatar os outros dois que retornavam de Marte, mas não é difícil de perceber que alguma coisa está errada… Charlie fala sobre ele “não ter autorização para a reentrada”, e é algo que ele fica dizendo em loop, completamente desconexo com as perguntas que estão sendo feitas a ele – e nenhuma reação à informação de que eles já pousaram e estão em segurança de volta à Terra. É o Doctor quem percebe que eles estão ouvindo o que pode ser uma gravação em loop, então ele dá a mesma ordem dada antes pelo Brigadeiro: abrir a cápsula à força.

 

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