Living With Yourself 1x07 – Piña Colada



“Is that me? Why is that me?”
O Clone é tão perfeito assim?! Quase no fim da primeira temporada, “Living With Yourself” nos apresenta esse questionamento de forma completa – o episódio começa lá no momento em que Kate foi a um encontro com o Miles Clone, depois de receber uma mensagem dele no DA8ER, o site de relacionamentos… e não sabíamos como que tinha sido, até agora… e tudo, na verdade, é perfeito – eles não têm um histórico de brigas nem nada, o Clone é totalmente romântico, carinhoso e atencioso, e Kate está fascinada com quem o “Miles” pode ser, embora eu ache que ela estava bastante equivocada. O Clone, embora pareça muito o Miles, não o é, e por um motivo bem simples: ele acabou de ser criado. E por mais “perfeito” que ele seja, ele não teve que enfrentar todas as coisas que o Miles Original enfrentou, e isso o tornou quem ele é.
Quem realmente é.
Esse Miles não é o Miles por quem Kate se apaixonou… e, eventualmente, parece que ela vai percebendo isso. Tudo começa quando eles viajam juntos e têm a sua primeira vez em um quarto de hotel… e é totalmente diferente do que ela já teve outras noites com o Miles Original. Na manhã seguinte, ele traz café-da-manhã no quarto para ela, e já a percebemos começando a agir diferente, porque ela SABE que aquele não é o Miles, não é o seu marido: o sexo, o café-da-manhã, a corrida de manhã, o convite para Paris, a dança do casamento… tudo é demais para ela, e ela não pode seguir adiante. Ainda mais depois que o Miles Original liga para ela: aquilo a faz perceber que o que está fazendo, por mais que queira que dê certo, não é o correto: ela não pode ignorar tudo o que viveu com o Miles de verdade para viver essa fantasia com o Clone.
Ela quis acreditar que seria uma prova de amor, que ela poderia salvar o casamento, mas ela está “brava, amargurada e com medo”, e ele também deveria estar, mas não está… não está porque, por mais que ele ache que viveu, ele não viveu e sofreu toda a bagunça da vida deles ao lado dela, e isso faz uma diferença imensa. Ele é um ser novo, praticamente reluzente, e maravilhoso… mas isso faz com que ele não seja o Miles, marido de Kate. Ele é “maravilhoso demais”. Carinhoso demais, atencioso demais, prestativo demais… e é estranho, é cansativo. É uma cena e tanto quando os dois discutem em relação a isso, e ele acaba ficando bravo e saindo gritando e batendo a porta, mas isso também não se parece com algo que o Clone faria, e então ele acaba retornando, dizendo que isso foi “estranho” e pedindo desculpas. Afinal de contas, é seu primeiro término.
Frustrado, Miles vai beber num bar, e é quando ele encontra o Dan, o cara que o indicou o spa, e ele resolve contar o que está acontecendo. Então, ele o leva até o local onde o Miles Original foi enterrado depois do “desligamento”, e o manda cavar. E cavar e cavar e cavar, com as mãos, até encontrar os corpos… o corpo de um desconhecido, o corpo do Tom Brady original, até que Dan chega naquele que Miles esperava que ele encontrasse: O CORPO DELE MESMO. É uma cena angustiante, e tudo fez com que a cena ficasse ainda mais intensa. Como estava escuro, como o Miles estava levemente assustador, como a lanterna deixava tudo ainda mais creepy e, apavorado, Dan vomita ao ver o que está enterrado ali: “What’s going on, man? Is that me? Why is that me?” Então, o Miles Clone explica para Dan o que o spa ao quale le foi faz com os clientes.
E é uma informação apavorante.
Depois, disso, o Miles Clone assume de vez uma faceta que não é tão certinha ou perfeita quanto aquela primeira visão que tínhamos dele, e ele pensa em matar o Miles Original para que possa ficar no seu lugar – afinal de contas, se essa é a única maneira de estar com Kate, ele fará de tudo. Então, temos aquela cena bizarra em que ele vai comprar os seus “instrumentos”, mas ele não chega a fazer nada contra o Miles Original… quando ele chega à casa, pronto para atacar, revemos, agora de outra perspectiva (AH, COMO EU AMEI ISSO NA SÉRIE!) a cena final do episódio anterior, quando o Miles está saindo de casa, tentando falar com o Clone, e então ele é atacado por alguém, pouco depois de ver o Clone espiando detrás de um carro estacionado na rua… então, quem quer que tenha sequestrado o Miles Original NÃO FOI O CLONE NEM A MANDO DELE!
Será que o Clone teria coragem de seguir com o plano?
Sei lá, acho que não… ou talvez sim.
Afinal de contas, com isso ele tem a oportunidade perfeita para SE PASSAR pelo outro!

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