Carinha de Anjo (2018) – Em Bariloche


“Esse lugar é mágico. Eu tô em estado de graça!”
Depois de uma cerimônia LINDÍSSIMA de casamento, mas tornada lindíssima e emocionante pela participação de outros personagens como a Irmã Fabiana, a Madre Superiora, o Padre Gabriel e assim vai, Gustavo e Cecília saem para uma lua de mel em BARILOCHE, a linda cidade da Argentina conhecida pelo seu FRIO. Visito a Argentina ao menos uma vez ao mês, porque moro aqui do lado, mas infelizmente Bariloche está lá do outro lado do país, a aproximadamente 32 horas de viagem. As sequências internacionais filmadas na neve realmente nos deixaram com vontade de estar lá também, e eu fiquei MUITO FELIZ pela novela ter investido em viagem real para que essas cenas fossem bem-feitas, ao contrário da vergonhosa viagem a Curitiba (gente, Curitiba é pertinho e barato!) de Otávio e Rebeca em “Cúmplices de um Resgate”.
A viagem começa bem, e quiçá tivemos os melhores momentos do casal ainda no caminho até Bariloche. Temos a Cecília com medo de avião, por exemplo (eu achei tão fofinho o “Olha, Gustavo, Deus tá vendo você se divertindo às minhas custas, com os meus medos!”), e o Gustavo filmando tudo de seu celular, fazendo um Diário de Bordo que, para mim, foi uma maneira MUITO BACANA de cobrir parte da viagem… afinal de contas, ele estava documentando momentos importantes como a primeira vez que a Cecília voa de avião, e as cenas ficaram super modernas, bonitas e divertidas… e reais, não? Então o avião os leva a Buenos Aires (“Você vai competir com a Juju agora? Vlog do Gugu?”) e, enfim, BARILOCHE. Como eu estava ansioso para ver a cidade nas telas… aquelas montanhas lindas, aquela neve caindo, aquelas roupas tão belas…
Tudo é encantador.
O grande destaque da lua de mel dos protagonistas é a própria cidade e o visual todo. Gustavo e Cecília falham em realmente nos emocionar. Mas tudo o que eles veem é incrível e belo, e eu queria estar lá. A neve caindo nas árvores, a pousada aconchegante em que eles ficam, as roupas deles, e aquela touca amarela da Cecília… tudo é incrível. “Esse lugar é mágico. Eu tô em estado de graça!” Uma pena que o Leonardo esteja usando esse momento em Doce Horizonte para sabotar o Cristóvão. Falando em Doce Horizonte, a Fran muito me divertiu, e eu devo concordar com ela: adoro “viajar” sem sair de casa, através de livros, filmes, séries e música, mas não é a mesma coisa. “Pessoa culta e pobre, né? Porque isso é desculpa de quem não tem dinheiro. […] Você diz isso porque tem dinheiro pra comprar passagem a hora que quiser, né?”
Mas voltemos a Bariloche… as cenas na cidade argentina ganha trilha sonora em espanhol (ah, como eu AMO o espanhol!), e os melhores momentos estão nas longas cenas sem diálogos, em que eles exploram o lugar, a paisagem, a neve, a ponte sobre o rio… porque quando os diálogos começam, eles tendem a ser excessivamente piegas, e olha que eu sou um cara bem romântico! Quando os dois começam a se preparar para voltar para casa, eles compram vários presentes para a Dulce Maria, e Gustavo se lembra com culpa de quando deixou a filha no Brasil depois da morte da Teresa, mas Cecília o instrui: “A partir de agora, só existem dois tempos: o presente e o futuro. Do passado, a gente guarda as boas lembranças”. No entanto, os primeiros problemas já começam a surgir ainda durante a viagem a Bariloche, e eu confesso que fiquei meio surpreso.
No entanto, não deveria.
O Gustavo sabe ser um tremendo babaca.
Fiquei profundamente revoltado com quando ele tenta dar uma “lição de moral” em Cecília sobre como educar a Dulce Maria, sendo que ela esteve muito mais presente na sua educação nos últimos anos do que ele! Sem contar que ele NÃO SABE do que está falando quando a acusa de “sempre dizer sim”, porque não é exatamente essa a relação que a Dulce tem com a Cecília. A Cecília, quando irmãzinha, já aprontou SIM com a Dulce, mas ela sempre foi muito mais responsável do que a Irmã Fabiana, e ela já deu bronca em ambas quando foi necessário. Isso não a torna errada. DETESTO como o Gustavo é condescendente e se sente “o dono da verdade”, e a verdade é que eu fiquei muito decepcionado com a cena… e muito incomodado com o fato de a Cecília ter que enfrentar isso pelo resto da vida. Um cara irredutível e durão, que briga e fica bravo com absolutamente tudo…
Vide o caso do lençol!
Ah, não venha me dizer que é “um lençol de família” nem nada, porque NADA justifica aquela atitude do Gustavo. Ele foi intolerante ao tratar a Dulce daquela maneira e meu coração se partiu repetidamente. A Dulce foi enganada pela Frida para desenhar corações no lençol dos recém-casados, para que eles pudessem “ficar juntos para a vida inteira”, e ela desenhou os corações com o Emílio na melhor das intenções, sendo o cúmulo da fofura… e o lençol estava lindo, eu jamais teria coragem de brigar com a Dulce. Agora vou divagar um pouquinho, mas prometo ser breve: o que o Miguel e o Zé Felipe fizeram com o bolo que era o presente de casamento da Diana para Gustavo e Cecília foi MUITO MAIS GRAVE, e ela tinha todo o direito de ficar furiosa e dar bronca, e ainda assim ela soube lidar com isso muito melhor do que o Gustavo. Os garotos sabiam que estavam errados. A Dulce, ao contrário, fez o que fez com a intenção mais pura e mais bela. O marrentão, por sua vez, passou de todos os limites!
De verdade.
Me surpreende que a Cecília já não peça o divórcio…
Enfim. A reação da Cecília ao ver o lençol é muito mais bonita. Ela contém um sorriso, porque ela achou fofo. PORQUE É FOFO. Precisamos de mais Cecílias nesse mundo… meu coração estava despedaçado quando a Dulce, animadamente, anuncia a surpresa para o pai, e percebe, com toda a tristeza do mundo, que ele vai brigar com ela no primeiro dia que “ela tem a sua família completa”. A Dulce não merecia isso, e não foi justo. É um pecado tratar uma criança como o Gustavo a tratou, ainda mais tendo em vista que ela fez tudo para agradar, com um sorriso feliz no rosto. Ainda bem que a Cecília estava ali para impedir o Gustavo de ir ainda mais longe e dar uns puxões de orelha como “Não, meu amor, a gente não tá brigando, a gente tá conversando, lembra?” E o que eu percebi era que a Cecília estava BRAVA com o Gustavo, de verdade.
Provavelmente decepcionada.
É um caminho árduo o que ela ainda tem pela frente, enfrentando esse “viúvo bonitão”, como diz a Irmã Fabiana. Tem como seguir brigando com a pequena Dulce Maria quando ela explica que escolheu aquele lençol porque era o favorito dele, mas que se ele não gostou ela mesma vai lavar até sair todos os desenhos? GENTE, QUE POBRE CRIANÇA! Eu sofri muito, e parece que ninguém vai chamar a atenção para o fato de que o Gustavo EXAGEROU na sua reação contra a pequena que tanto o ama. E sabe outra coisa que eu fiquei pensando no fim dessa sequência toda (e vamos divagar mais um pouquinho)? A Tia Perucas está lá, tentando lidar com um marido que subitamente lhe conta que tem uma filha adolescente e a traz para morar com eles, e o Gustavo está preocupado com um LENÇOL? Ah, sinceramente… me poupe, né?

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Comentários

  1. Através dos seus posts eu percebo que você detesta o Gustavo às vezes. Ele e a Tia Perucas não te descem.

    Eu vi a cena da queda da Estefânia e não me agradou muito. A cena não tem trilha na hora da queda e fazem uns congelamentos horríveis no rosto da Nora Salinas. Felizmente procurei uma versão editada, com trilha e sem esses congelamentos e a encontrei! Deixaram a cena muito melhor.

    P.S: Dulce chamou a Cecília de MAMÃE! Amei a cena.

    P.S. 2: Estefânia vai pegar a Cassandra fumando. Esperaria esse tipo de cena talvez em Chiquititas (que é uma novela mais pesada nas versões originais), mas em Carinha de Anjo não...

    P.S. 3: falando em Chiquititas: estou preparando os resumos dos capítulos do compacto no celular enquanto o Notebook não é comprado. A enrolação começou antes do 100, portanto o compacto terá apenas os primeiros 38 originais, e eu vou encurtar toda aquela baboseira de história das Top 3

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