Chiquititas (2014) – O Acampamento de Sobrevivência


“Ou na berlinda, ou na berlinda entrar!”
Eu estava esperando ANSIOSAMENTE por esse momento, confesso! Lembro-me tão claramente da delícia que foi o acampamento lá na versão de Chiquititas de 1997, que era a base para o nosso clipe de Berlinda (Chiquititas 2013 também ganhou uma versão de Berlinda no acampamento), e eu não via a hora de ver agora, como já estou bastante envolvido com esses personagens e tudo o mais… o acampamento surge como uma maneira de Cíntia (e seus cúmplices, tipo Matilde e Armando) tirar as crianças do Orfanato Raio de Luz por tempo suficiente para poder procurar incessantemente o tal tesouro que ela sabe que está enterrado em algum lugar da casa… enquanto isso, o Miguel também tem a oportunidade de invadir a sala da direção e vasculhar os arquivos das crianças, em busca de seu filho ou filha, o que faz a Matilde começar a acreditar que existe um fantasma na casa.
O Fantasma da Ópera.
De todo modo, a viagem ao acampamento é uma DIVERSÃO que só! Começa com a Maria sendo esquecida, o que foi crueldade, mas isso lhe permite uma volta pelos labirintos sob a casa, dos quais ela sai com a ajuda de Miguel, ainda sem conhecê-lo. Quando eles voltam para buscá-la e retornam para o acampamento, temos os dois monitores do acampamento, Bárbara (também conhecida como Suzana) e o cara que eu não lembro o nome, por isso vou chamá-lo de “Dr. André”. Eles aprendem a montar barracas, fazer nós, fogo, e se divertem com todas as novidades, embora no começo eles achem que pode ser chato por causa do tanto de regras e tudo o mais… mas é um saudável novo clipe de Berlinda, ainda antes de eles serem todos separados em grupos para as atividades que começariam a partir do dia seguinte, como a trilha.
Mas vamos com calma… primeiro, temos a FOGUEIRA DA CORAGEM, que eu achei um momento muito bonito – parecia de um retiro, e a ideia funcionou bem para Chiquititas, a mensagem era bonita! Eu chorei quando ficamos sabendo do medo do Duda, “que sua mãe nunca mais voltasse” (e juntando isso com o telefonema seco que a mãe dele lhe oferece quando ele retorna, e ele estava tão animadinho, coitado!), e os medos incluem “medo de perder a minha irmã”, “de nunca encontrar meus pais” e coisas assim… mas foi o Duda quem me fez chorar. A mensagem foi bem bonita, sobre como a coragem está em enfrentar os nossos medos, e não não tê-los. Ninguém precisa se envergonhar de ter medo, o segredo é não deixar que ele o paralise. Para finalizar, todo mundo queima seus medos na Fogueira da Coragem.
E foi lindo.
Depois vira BADERNA. Eles começam a virar o acampamento de cabeça para baixo, com os meninos assustando as meninas, depois as meninas se vingando, e foi uma primeira noite bem difícil, com peidos do Rafa e um calor escaldante… o dia seguinte, no entanto, foi dividido em grupos. 3 GRUPOS: Jacaré-Açu, formado por Mosca, Binho, Mili, Maria e Dani, que conseguem o Kit Barraca e o Kit Fogo para a missão do dia seguinte. Lobo-Guará, formado por Duda, Ana, Pata e Cris, que conseguem o Kit Comida. E a Arara-Azul, formado por Rafa, Bia, Thiago, Vivi e Tati, que conseguem o Kit Fogo… então começa uma jornada das crianças por uma longuíssima trilha que lhes obriga a passar a noite no meio da mata, antes de chegarem ao objetivo final… e ali foram algumas das MELHORES CENAS. Com lideranças bacanas, separações, brigas…
Wow.
Acho que a Bia, embora estivesse bastante preocupada em vencer, foi uma ótima líder. Durona, mas esse é o jeito dela, e eu amo a personagem! Mas o que houve foi confusão! Gente se perdendo, como a Mili e o Mosca, que saem para procurar comida e deixam Binho cuidando das pequenas, Dani e Maria… sozinhos, no meio da mata, eles têm uma cena bem “romântica”. Foram lindos, mas sofreram, e eu fiquei com dó. Quase se beijaram, mas Mili novamente defendeu o discurso de que não podia fazer isso, e quando ele perguntou se ela gostava dele, ela disse que sim, desde que o viu pela primeira vez. Que triste! Por fim, ele diz que vai tentar esquecer, porque não aguenta mais sentir o que sente desde que se conheceram… foi tão fofo e tão triste que eles não possam ficar juntos… eles até amanheceram de MÃOS DADAS!
Outra dupla que funcionou incrivelmente bem, depois de infinitas brigas, foi Duda e Pata. Brigaram MUITO, mas eventualmente eles conversaram, e eu nem estava esperando por isso… E FOI LINDO. Ela pergunta porque ele decidiu vir ao acampamento, e ele diz que se sente bem com eles, e não porque se sente superior, como ela sugere, mas porque ele se sente igual… afinal, ter uma mãe ausente pode ser pior do que não ter mãe. Foi muito bonito porque é um dos momentos em que vemos Duda mais sincero, ele se abriu com a Pata, e ela nem esperava por nada disso, e a partir dali as coisas mudam entre eles… de alguma maneira, nasce um respeito mútuo que era do que eles precisavam! Ela volta bem interessada em descobrir o que Mili sente por Duda, afinal de contas, e eu me pergunto o MOTIVO. Por curiosidade mesmo…
…ou por que está começando a gostar do Duda?
Maria é uma FOFA, sempre. Ela consegue impedir o Binho e a Dani de comerem umas frutinhas venenosas que ele encontrou no caminho, fazendo umas mímicas lindas… e o Binho (eu amo o Binho!) fazendo a Dani agradecer foi IMPAGÁVEL! No fim, as crianças enfrentaram um monte de problemas, como animais mantidos em cativeiro, desmatamento ilegal e lixo espalhado pelo caminho… convenientemente, cada uma das equipes encontrou um problema com o qual tiveram que lidar. Pata incentivou o grupo a impedir que os lenhadores cortassem mais árvores. Maria fez o seu grupo ver os animais presos e libertá-los. E a Tati ficou para trás para juntar o lixo do seu grupo, o que não valeu ponto, eventualmente, porque ela fez isso sozinha e seu grupo resolveu não ajudar… ela até acabou presa em uma armadilha para algum animal!
Tudo bem perigoso, mas a questão da conscientização foi BOA!
Fiquei feliz de como as coisas terminaram, até. Porque era mesmo muita imprudência jogar as crianças soltas e sozinhas na floresta, com criminosos por lá… eram todos atores, monitores, que estavam por perto para ficar de olho nelas e testá-las, para ver se elas tinham aprendido a questão toda de preservação e respeito ao meio ambiente, e o discurso de Bárbara foi bom, sobre como eles queriam saber se eles iam colocar a vitória em primeiro lugar, ou se iam fazer o que era certo, como colocar em prática o que tinham aprendido. Assim, mesmo que o grupo da Bia chegue primeiro, eles não são os vencedores (infelizmente), e a vitória vai para o grupo do Mosca (achei injusto, sério, por que ele tem sempre que vencer?), embora o Rafa tenha feito um sacrifício e tanto para carregar o Thiago, embora estivesse exausto.
Digam o que digam, o grupo da Bia trabalhou MUITO em equipe!
Só não pegaram o lixo…
Assim, a pontuação fica mais ou menos assim… o time da Bia ganha 100 pontos por terem chegado em primeiro lugar, e basicamente mais nada. O grupo do Mosca, que chegou em segundo lugar, ganha 70 pontos, e mais 50 pontos por terem feito o que era certo, no caso libertar os animais. Por fim, o grupo da Pata e do Duda ganha 30 pontos por chegarem em terceiro lugar (achei muito pouco), mais 50 por terem feito o que era certo, que era impedir o desmatamento, e mais 30 pontos por terem dividido a água com o outro grupo… sinceramente, eu acho que ELES mereciam ganhar! E ficaram atrás só por 10 pontinhos… se a chegada em terceiro lugar valesse 40 ou 50 pontos… enfim, de todo modo os ensinamentos valeram a pena e tivemos ótimas cenas dessas crianças que já amamos nesse “acampamento de sobrevivência”.
Agora, vamos ver o restante das tramas!
Miguel cada vez mais próximo da verdade… mas ainda vai ter um desvio!

Para outras postagens de Chiquititas, clique aqui.
Ou visite nossa Página: Cantinho de Luz


Comentários