Supernatural 1x16 – Shadow



“I’m not gonna live this life forever. Dean, when all this is over, you’re gonna have to let me go my own way”

 

SAM E DEAN REENCONTRAM JOHN WINCHESTER. Exibido originalmente em 28 de fevereiro de 2006, “Shadow” é o décimo sexto episódio da primeira temporada de “Supernatural”, e alguma criatura cuja sombra é a única parte visível ao olho humano está matando pessoas, em um caso que parece “apenas mais um caso normal” para os Winchesters, mas que acaba se tornando muito pessoal quando Sam reencontra Meg e eles percebem que o que quer que eles estejam casando pode estar relacionado com a morte de Mary, há mais de 20 anos. Disfarçados de funcionários da empresa de alarme, Sam e Dean chegam à casa na qual Meredith, a primeira vítima de que têm notícia, foi morta, e descobrem que o coração da vítima estava faltando.

A investigação do caso e de um símbolo formado a partir das marcas de sangue no chão do apartamento os leva até criaturas chamadas “daevas”, que são criaturas selvagens que não agem por conta própria: elas são invocadas e seguem ordens… Dean fica responsável “sozinho” pela pesquisa e descobre que as duas vítimas de que se têm notícia vêm de Lawrence, Kansas, o mesmo lugar onde isso tudo começou, enquanto o Sam dá uma investigada em Meg Masters, a garota que ele conhecera há algum tempo e que agora reaparece em um bar, coincidentemente na mesma cidade em que eles estão investigando um caso. E a reaparição de Meg também traz à tona as diferenças que os irmãos sempre tiveram e sobre a qual pouco falaram.

Da última vez que Sam viu Meg, ele tinha tido uma briga séria com Dean e eles tentaram separar os caminhos – os comentários de Meg são o suficiente para instituir um climão com Dean, bem como trazer novamente ao primeiro plano o quanto eles são diferentes. Quando eles parecem ter em mãos a chance de encontrar a coisa que matou a mãe e “acabar com toda essa história de uma vez por todas”, Sam sonha com a chance de voltar a “ser uma pessoa de verdade” e “ter uma vida normal”, algo em que Dean não chega a pensar… o “antes” para o qual ele quer voltar é quando ele, Sam e o pai caçavam juntos, mas Sam nunca planejou isso para a sua vida. Ele queria poder voltar para a faculdade e concluir o curso… queria a chance de ter uma vida.

Meg Masters é, inicialmente, uma incógnita para Sam. Ela parece uma pessoa real em relação ao nome que dera quando eles a pesquisam e tudo o mais, mas quando Sam está de tocaia do lado de fora da sua casa e acaba a seguindo, ele descobre coisas estranhas – como um altar, um cálice cheio de sangue e o mesmo símbolo que ele e Dean encontraram no apartamento de uma das vítimas. Parece evidente que é Meg quem está invocando as daevas, mas tudo o que Sam escuta traz mais do que isso: Meg parece estar seguindo ordens, e quem quer que ela vai encontrar em um armazém naquela noite pode ser a pessoa/coisa que matou Mary Winchester. Ou, é claro, tudo pode ser uma armadilha – como eventualmente eles descobrem ser o caso.

Os Irmãos Winchester precisam lidar com um ataque de daevas e com a revelação de que Meg planejara tudo desde o início, desde muito antes do encontro “por acaso” no bar: ela invocara as criaturas e mandara matar pessoas que tivessem vindo de Lawrence, Kansas, porque sabia que isso atrairia a atenção de Sam e Dean… o seu objetivo, no entanto, não é com eles: a armadilha é para John Winchester. Ela garante que John está na cidade e que ele tem um ponto fraco que são seus filhos, então ele aparecerá. Sam e Dean não dão a Meg a chance de esperar por John, eles mesmos conseguindo se soltar em um plano interessante de Sam que envolve alguma distração. Então, as daevas atacam e atacam a Meg, que cai da janela de uma altura mortal.

Mas é claro que ela não morre.

Quando Sam e Dean retornam para o apartamento, acreditando que o caso está encerrado, eles se deparam com John em uma das cenas mais intensas dessa primeira temporada de “Supernatural”, especialmente por causa da tensão e de tudo o que não está dito, além do que está escancarado por diálogos. É uma cena rica de emoções, e a tensão entre John e Sam é evidente, uma vez que eles tiveram uma briga séria da última vez que se viram, mas isso não quer dizer que eles não se amem e não se importem um com o outro, e tem muita coisa que é dita apenas através do olhar de Sam, que se enche de lágrima antes de ser abraçado pelo pai, e eu gosto demais dessa complexidade emocional que “Supernatural” sabia entregar muito bem!

John Winchester diz que não lhe surpreende que tudo isso tenha sido uma armadilha para ele… o demônio responsável pela morte de Mary sabe que ele está perto e que ele vai matá-lo, então não é a primeira vez que ele tenta o impedir. Durante a conversa entre os Winchesters, daevas voltam a atacar, revelando, ainda nesse episódio, que Meg sobreviveu àquela queda impossível mais cedo, e é o Sam quem consegue fazer com que eles escapem, transformando as sombras em luz. Mesmo que eles sobrevivam dessa vez, no entanto, os caminhos se separam porque Dean percebe que o pai fica mais vulnerável quando está com eles e precisa ir sozinho. O episódio é importantíssimo por causa da decisão de Sam: ele é mais parte dessa história do que gostaria de admitir.

Então, ele “deixa” que o pai vá.

“Be careful, boys”

 

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