Contrast – Ep. 01: Kanata e Akira
Olhares que se cruzam.
Protagonizado
por Iuchi Haruhi e por Akune Haruse e lançado no dia 13 de março de 2026, “Contrast” é um BL japonês que me chamou
a atenção de maneira curiosa… não há nada de verdadeiramente extraordinário na
sinopse da série além da narrativa confortável e comum de “descoberta dos
sentimentos” que o Japão faz com bastante frequência. Ainda assim, existe algo
na concepção visual da série e a cadência do seu primeiro episódio que me
envolveu mais do que eu podia supor. Gosto da calma que não chega a ser
marasmo, assim como gosto do tom intimista que parece ser acentuado por
cenários quase vazios e com iluminação natural onde as descobertas acontecem.
Aoyama
Kanata é um rapaz popular, sem muitos problemas para interagir; Senkawa Akira,
por sua vez, é um rapaz mais tímido que pode ser encontrado sozinho em uma
escada, com fones de ouvido tocando música muito alta para que ele possa
“espairecer”. Ainda que eles não saibam nada um do outro e nunca tenham
conversado, os olhos deles parecem sempre se
encontrarem quando eles cruzam nos corredores – tanto que Kanata resolve
“fazer um teste” um dia, cruzando com ele na escada e percebendo como os olhos
de ambos se prolongam um no outro. Então, a curiosidade fala mais alto do que
qualquer coisa… e é o primeiro passo para a aproximação.
No primeiro
dia, Kanata se aproxima sem que Akira o perceba e pega o fone de ouvido que
está pendurado ao seu lado… e entre músicas compartilhadas e a oferta de um CD,
alguma coisa parece surgir. É inusitado e confortável, de uma maneira que me
agrada. Eu gosto de como ambos agem como se a aproximação fosse natural depois de tanto tempo, sem os
sustos e os receios comuns. É como se eles se sentissem à vontade um com o outro a ponto de permitir que essa
conexão se intensifique, e não tarda para que eles comecem a conversar de verdade. Prevejo que eles
se tornarão essenciais um na vida do outro antes que possam perceber o que está
acontecendo.
Todas as
interações funcionam. A dinâmica de Kanata e Akira nos convence quase que de
imediato, o que é um ponto extremamente positivo de “Contrast”. Já no primeiro episódio, é prazeroso ver como eles conversam
e se abrem com coisas que provavelmente não costumam falar, e isso tende a
crescer. Gostei e gostei muito da estreia. Talvez seja o fato de a série não
ter optado por aquele primeiro amor
que tem um quê exagerado de comédia escrachada, e que até faz bem ao coração,
mas não é o que eu buscava. O tom aqui é outro, e muito mais pessoal, muito
mais sentimental, muito mais íntimo.
Estou curioso para ver como a história se desenvolve.
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