Fogo Ardente (Donde Hubo Fuego) – O padrinho de Poncho
“Ahí tienes,
Poncho. Te presento a tu padrino. El famoso Hugo González”
Embora o
túmulo no qual Hugo González deveria estar enterrado só seja aberto no fim do
episódio, e ainda serão necessários estudos para determinar a identidade do
corpo que foi enterrado ali, toda a sequência inicial do 16º capítulo/episódio
de “Fogo Ardente” é um longo flashback que nos dá as respostas que
virão para os personagens em breve: Hugo
González não está morto de verdade. Depois de Isabel Urzúa descobrir que
ele era o Carniceiro de Reynosa e deixar os sobrinhos em um orfanato, ela entra
em um carro com Hugo, sabendo que muito provavelmente não sairá viva dali…
então, Hugo coloca outro policial fardado em seu lugar antes de jogar o seu
carro por um penhasco e forjar a própria morte, para que a polícia não viesse
atrás dele.
Algumas
coisas são explicadas, portanto, mas os diálogos do presente também indicam que
Hugo González tinha a ajuda de um grupo de policiais corruptos que passaram
muito tempo encobertando todos os seus crimes… e é isso o que Leonora está
investigando nesse momento. As conversas entre Leonora e Poncho acabam sendo
bem importantes tanto porque ela conta a respeito das suspeitas e das
investigações atuais, quanto porque ela garante, de uma vez por todas, que
Ricardo Urzúa é inocente e foi condenado por um crime que não cometeu, enquanto
o verdadeiro assassino de sua mãe e de outras mulheres seguia solto… bem, as
suspeitas estão todas sobre Hugo González há algum tempo, e quando eles
descobrirem que ele não é quem foi enterrado com o seu nome…
Todas as respostas virão à tona.
E será uma caçada ao Carniceiro de Reynosa?
Enquanto
isso, exploramos também um pouquinho do mistério de Olivia, e toda a ênfase que
é dada na sua relação problemática com o pai me faz pensar que não existe outra
possibilidade para “Fogo Ardente” que
não seja que Olivia é filha de Hugo
González. Sabemos que Olivia não quer
que Poncho conheça sua família, e agora a ouvimos discutir com o pai no
telefone, e dizer que “sempre fez tudo o que ele pediu”. As coisas ficam mais estranhas quando Ricardo leva
Olivia para o quarto depois de ela beber, e ela acaba o beijando – não chega a
me surpreender, porque a maneira como
Olivia se portava em relação a Ricardo sempre foi suspeita, mas ainda assim
fiquei atônito. Ricardo se afasta, sai e Olivia diz que “Poncho está fazendo o
mesmo com a cunhada agora”.
Oh relação
complicada.
Sinceramente,
Poncho e Olivia não deviam terminar
juntos, hein?!
Por fim, é
necessário falar sobre os pais conservadores de Gerardo, que chegaram para
“conhecer o novo negócio do filho” no fim do capítulo anterior – e que estão
ali para causar todo o tipo de sofrimento possível. Como um homem gay, foi
profundamente doloroso assistir a
todas as cenas de Gerardo sendo reprimido e pressionado pelos pais: é violento
e sufocante de uma maneira revoltante. E percebemos que será assim o tempo todo desde o primeiro momento.
Eles julgam a loja dizendo que “ele podia ter aberto um negócio ‘mais de
homem’”, e ficam jogando indiretas (e, às vezes, diretas mesmo) sobre
casamento, falando sobre como amam a Maite, como ela é uma boa mulher e a
chamando de “nora”. O clima fica quase
insustentável.
E Fábio está presente para ouvir tudo.
Infelizmente,
Gerardo vive a realidade de muitas pessoas da comunidade LGBTQIA+, e eu mal
posso esperar para ver ele se libertando dos absurdos impostos por sua família…
uma das cenas mais revoltantes de
toda a sequência vem na casa de Gerardo, quando os pais estão falando sobre
casamento novamente e citam Fábio, falando, com certa ajuda de Maite, sobre
como “ele podia fingir um pouquinho”, sobre como Deus fez o homem e a mulher
por um motivo (!), e sobre como têm pena da mãe de Fábio pelo filho que tem…
tudo aquilo ferve dentro de Gerardo, e ele chega a defender Fábio dos
comentários absurdos, falando sobre como a mãe de Fábio o aceita, o ama e é feliz,
mas a mãe responde que “nenhuma mulher é feliz sabendo que falhou em ser mãe”.
A homofobia,
o conservadorismo… é asqueroso, é nojento, é absurdo.
Difícil de se assistir. Mais difícil ainda
saber quantas pessoas agem exatamente assim!
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