Chiquititas Brasil (2ª Temporada, 1998) – Bia e o broche de Mili
E se Bia fosse filha do Miguel?
Carmem está
desesperada com a possibilidade de alguém descobrir que Mili é filha de Gabi e,
portanto, neta de José Ricardo Almeida Campos – e ela sabe que, para impedir
que isso venha à luz mais cedo ou mais tarde, ela precisa dar um fim no
testamento que seu irmão deixou antes de morrer… testamento esse no qual,
arrependido, ele conta toda a verdade. O problema, para Carmem, é que ela não é
a única pessoa que viu esse testamento e que tem essa informação: Matilde
também sabe que Mili é uma Almeida Campos de sangue, e isso quer dizer que
Carmem nunca vai estar inteiramente segura… e, agora, Matilde está querendo
tirar todo o dinheiro que conseguir da madame em troca de devolver o
testamento: os 50 mil reais oferecidos por Carmem não são o suficiente.
Além disso,
é claro, temos as ligações constantes de Miguel… desde que retornara e se
escondera nos confins do Orfanato Raio de Luz, Miguel tem feito ligações ameaçadoras
para Carmem sobre como está perto de conseguir o testamento, e é por isso que
toda a confusão com a Bia começa. Miguel tem certeza absoluta de que Milena é
sua filha, mas agora ele vai ser direcionado a acreditar que sua filha é a Bia
– e isso nem foi planejado por
Carmem, mas acabou acontecendo. Carmem precisa de uma aliada dentro do
Orfanato, alguém que possa lhe dizer o quanto Mili sabe sobre o seu passado e a
sua família, e ninguém melhor do que a Bia, que ela já usou anteriormente
quando a colocou para espionar as outras crianças e trazer informações de lá.
Dessa vez,
no entanto, Carmem faz Bia acreditar que ela
está ajudando Mili… que tudo o que Carmem quer é ajudar Mili a encontrar
sua família. Quando Bia retorna da viagem que as crianças fizeram para a praia
para passar a virada de ano de 1997 para 1998, ela encontra as suas coisas
reviradas e, furiosa, ela quer saber quem está por trás disso, e Roberto conta
que Carmem esteve ali no fim do ano…
instintivamente, Bia sabe que Carmem estava ali procurando o tal broche de Mili
sobre o qual ela falara e, sabendo onde a garota esconde, ela vai até lá para
verificar se ele continua lá ou se foi encontrado pela bruxa – e essa é a
primeira “dica” do mal-entendido que está apenas começando, porque Roberta vê
Bia com o broche e acredita que é dela…
São duas
coisas que fazem Roberta acreditar que Bia é a filha que Miguel está buscando:
o broche que ela vê em sua mão quando Bia diz que estão buscando os seus pais,
e o fascínio que Bia parece demonstrar com a rosa amarela deixada no quarto…
então, ela procura Miguel para dizer que acha
que eles cometeram um grave erro. Miguel estava convencido demais de que Mili era a sua filha, e agora ele precisa
cogitar a possiblidade de ele estar errado e de Bia ser a garota que ele busca,
então ele começa a observar – e ele espia o quarto no momento em que Bia está
cantando vantagem dizendo que a Dona Carmem vai adotá-la, que ela será uma
Almeida Campos e nunca mais vai falar com pobretões como eles… atitudes que não deixam o Miguel tão
contente.
Em
contrapartida, Mili é encantadora. Pouco depois dessa demonstração horrível da
personalidade de Bia, Mili tem uma cena lindinha com a Ana que o Miguel também
vê da janela do quarto. Ana chega falando sobre o Fábio e sobre como os garotos
não gostam dele e como “a Bia disse que ele é feio”, mas Mili o defende de
maneira sábia, dizendo à Ana que o Fábio não é feio, ele só é diferente deles
por causa de sua descendência, e ela fala com propriedade sobre como as pessoas
são todas diferentes e o mundo seria chato se não fossem… ela até cita “O Pequeno Príncipe” e fala sobre como a
frase “O essencial é invisível aos olhos”
a marcou quando ela a leu. Esse é o tipo de atitude que Miguel espera de sua
filha… ele quer que sua filha seja a Mili.
Ainda assim,
Miguel planeja tentar se aproximar de Bia e descobrir mais a seu respeito…
Roberta a convida para ir ao parque com ela para que Miguel possa se aproximar
e ouvir a sua voz, mas as coisas acabam dando errado quando Bia se assusta com
ele. Naquele dia, ele retorna para casa decidido a não acreditar que Bia é sua
filha: “Ela não é minha filha, eu tenho
certeza que ela não é minha filha. […] Eu sinto aqui dentro. Se essa menina
egoísta e vaidosa fosse minha filha, eu não seria capaz de amá-la nem se eu
quisesse”. A parte do “mesquinha e vaidosa” faz sentido, mas eu preciso
dizer: a abordagem do Miguel é péssima.
Quer dizer, Bia não estava errada em se assustar e querer fugir de um homem
estranho usando capacete tentando se aproximar dela no parque, sabe?
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