Jovem Sherlock (Young Sherlock) 1x05 – O Caso do Jovem Sherlock
“When you
have eliminated the impossible, whatever remains, however improbable, must be
the truth”
UM EPISÓDIO
DE REVIRAVOLTAS PROMISSORAS! “O Caso do
Jovem Sherlock” é o quinto episódio na primeira temporada de “Jovem Sherlock” e acompanha a reunião
dos Holmes na casa da família, que conta com o retorno de Silas Holmes, o pai
de Sherlock. É o meu episódio favorito até o momento, que acaba nos levando de
maneira curiosa de volta à infância de Sherlock e ao momento da (suposta) morte
de Beatrice, o que está inusitadamente conectado a tudo o que estamos
acompanhando agora. É um episódio
riquíssimo, com excelente desenvolvimento, ação na medida certa e a dinâmica
sempre perfeita entre Sherlock Holmes e James Moriarty… e uma verdade que
Sherlock inicialmente não quer enfrentar, mas ele precisa.
O retorno de
Silas Holmes levanta suspeitas na audiência imediatamente, mas não demora muito
para que Sherlock comece a encontrar sinais que não pode ignorar, como um
casaco com botões idênticos àquele que ele encontrou embaixo do corpo de
Jaggers na casa do advogado e um botão faltando. Enquanto Sherlock é
atormentado por fantasmas do passado
– pesadelos constantes com Beatrice e uma figura misteriosa que funciona como
uma projeção de sua irmã no presente –, Moriarty assume parte da investigação
por conta própria e vai até uma mulher chamada “Sra. Turner”, que era uma
cliente de Jaggers e pode ajudá-los a entender quais eram os negócios a que o
advogado se dedicava… e ele já retorna
aos Holmes com teorias.
Moriarty
descobre que Jaggers trabalhava com senhoras ricas com base em uma nova lei de
independência financeira, e Cordelia já tinha bastante dinheiro antes de se
casar com Silas… talvez ela estivesse falando com o advogado sobre isso e por
isso passou a ter todas as suas conversas gravadas pelo marido no hospital em
que estava internada – e quando as gravações foram descobertas, Jaggers passou
a ser um problema e, por isso, foi eliminado. Silas Holmes ter matado o
advogado explica a presença do botão do seu casaco na casa de Jaggers… Sherlock
recusa a conclusão de Moriarty inicialmente, diz que conhece o pai e ele não
teria feito isso, mas a verdade é que Silas é uma figura ausente de sua vida
pelos últimos 12 anos… ele de fato o conhece?
Sabemos que
Moriarty tem ao menos alguma razão, e
ele tem um distanciamento e uma lucidez que a situação não permite que Sherlock
tenha de imediato, então ele fica resistente e os dois acabam brigando. Ainda
que ele negue na frente de Moriarty, no entanto, percebemos que a mente de
Sherlock está trabalhando incessantemente… e ele está desconfiado. São necessárias poucas observações do pai e de seu
comportamento para que ele vá atrás de Moriarty para reconhecer que talvez ele tenha razão, e eu adoro o
fato de o Moriarty fazer com que ele peça desculpas – embora ele não esteja
realmente bravo com o Sherlock e teria voltado para “resolver o caso” com ou
sem pedido de desculpas… e os dois
trabalhando juntos são uma dupla e tanto!
Eles são a
alma de “Jovem Sherlock”.
Gosto de
como eles se completam e de como se entendem, às vezes sem precisar combinar
nada. Um olhar basta. Amo a sequência do escritório de Silas Holmes, a maneira
como Sherlock sonda e vigia enquanto Moriarty se esconde, como eles devolvem a
chave para o casaco e passam despercebidos, e como ainda há um quase deboche na
maneira como o Moriarty está lendo do lado de fora quando Sherlock sai de
dentro do escritório com o pai… sua visita ao escritório de Silas traz
informações importantes: o pai tem negócios e empresas das quais Sherlock nem
sabia, e muitas delas faliram em 1858, mas as coisas subitamente melhoraram
muito em 1859… o mesmo ano em que
Beatrice morreu e ele assumiu o controle de todas as propriedades da família.
Afinal de contas, Cordelia foi internada e
considerada incapaz.
Então, o
próprio Sherlock precisa reconhecer que só existem duas possibilidades: ou ele
se aproveitou das circunstâncias ou o que aconteceu naquele dia não foi um acidente. Por mais que doa e
por mais que a decepção seja insistente, Sherlock precisa de respostas, precisa
chegar ao fim dessa história… então, ele procura a mãe para saber sobre o que
aconteceu naquele dia, e é doloroso demais como ele fala que sempre se
perguntou o que teria acontecido se ele não
tivesse recusado o pedido de Beatrice para brincar, mas a mãe lhe diz que
ele não tem culpa de nada – e uma lágrima silenciosa escorre do rosto dele.
Então, ele pergunta o que houve depois,
e aos poucos vai revivendo e explorando a memória daquele dia tão distante.
Silas disse
alguma coisa a Beatrice que a fez entrar na mata, mas ele não sabe o quê…
então, ele e Moriarty vão atrás do jardineiro que encontrou o corpo, mas descobrem que ele já está morto. Eles só conseguem
contato com a filha do jardineiro, que fala sobre como “o Sr. Holmes perdoou a
dívida que seu pai tinha” – aproximadamente dois meses depois da morte de
Beatrice. Então, os dois vão atrás do Dr. Maltby, que era o médico da família e
que certamente teria sido chamado, mas eles descobrem que ele nunca foi chamado
para ver o corpo de Beatrice… conforme as informações se juntam, Sherlock vai
desenhando em sua mente conclusões, embora pareça que ele tem cada vez mais
perguntas conforme vai explorando a história.
Achei
fortíssima a cena na qual ele “revê” o momento em que o corpo de Beatrice é
levado para casa e grita “Again!”
para que a cena se repita. Há tanta força naquele momento! Ele percebe, então,
que o pai não deixou que a mãe visse a filha, e o único momento em que Cordelia
a “viu” foi no quarto, coberta por um lençol. Parece, então, que BEATRICE PODE NÃO ESTAR MORTA – e a morte pode
ter sido forjada da mesma maneira que a suposta morte de Hodge no fim do
episódio anterior, com a ajuda de Malik. Quando Sherlock confronta a mãe e
pergunta se ela chegou a ver o corpo de sua irmã em algum momento, ela não se
lembra… além disso, Silas estava lhe dando remédios para dormir, assim como ele
está dando remédios agora.
Enquanto
Cordelia pergunta a Silas o que ele dissera a Beatrice antes de ela partir para
dentro da floresta no dia de sua “morte”, Sherlock resolve investigar mais a
fundo a morte da irmã, e Moriarty é aquela pessoa com quem ele pode contar: os
dois partem juntos para o túmulo de Beatrice Holmes e começam a cavar, porque
ele precisa saber se a sua irmã está mesmo morta. Esperamos um caixão vazio ou
cheio de pedras ou algo assim, mas de fato há ossos lá dentro – ossos que
Sherlock tem certeza que não são de
sua irmã: Beatrice estava com o braço quebrado no dia em que supostamente
morreu, e os ossos de quem foi enterrado ali no seu lugar estão intactos… seja lá quem for, essa não é a sua irmã.
É UM GANCHO ÓTIMA, UMA CENA FINAL ESPETACULAR!
A série está
melhor a cada episódio!
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