MARGARITA: Que tu cuento valga la pena – El Musical

“Ella sabía que él sabía que algún día pasaría”

A magia das produções de Cris Morena é algo quase indescritível… tem muito a ver com sentimento. Eu cresci assistindo a produções como “Chiquititas” e “Floribella” e fazem parte de minha história, e é uma delícia que “Margarita” consiga despertar novamente todos esses bons sentimentos, com um quê de nostalgia. A nova produção de Cris Morena, que estreou sua primeira temporada em 2024, com a segunda temporada a estrear nos próximos dias, é um spin-off de “Floricienta” que resgata grandes músicas de suas obras – como “Casi Ángeles” e “Rebelde Way” –, ao lado de músicas inéditas escritas para “Margarita”, e esse conceito combina perfeitamente com o espírito da produção, que tem o tom de nostalgia ao lado do frescor de algo novo.

Eu amo “Margarita”!

Cris Morena sempre investiu em grandes produções quando levava suas ideias para os palcos, e como suas produções são muito musicais, elas combinam demais com as grandes arenas – mas ela não deixa de lado a contação de histórias. Com o sucesso e a popularidade da novela, “Margarita: El Musical” é um grande ESPETÁCULO colorido, vivo e mágico! Uma superprodução lindíssima, divertida e emocionante que alegra os fãs de “Margarita” e os fãs das obras de Cris Morena de um modo geral. Dá um fliquiti delicioso assistir a esse espetáculo, e isso que vi sentado no sofá de minha casa… se eu estivesse , na Movistar Arena como tantas pessoas que puderam assistir ao vivo, eu certamente estaria chorando do início ao fim. Tudo é muito grande e muito bonito!

Visualmente, o show/musical é gigante. Além de as projeções ajudarem na construção da história e dos cenários, há também um cuidado imenso em tornar as coisas palpáveis, e gosto particularmente da maneira como Mora Bianchi desce cantando “Mi Vestido Azul”, em uma clara referência à maneira como a música era cantada nos shows de “Floricienta”, ou toda a batalha contra um enorme dragão, que dá à história esse tom de conto de fadas – uma pena, no entanto, que o show não tenha incluído “Un Enorme Dragón”. O espetáculo ainda conta com a presença de quase todo o elenco da novela, revivendo seus personagens e nos permitindo matar um pouquinho da saudade enquanto estamos ansiosos, esperando pela estreia e pelas novidades da segunda temporada!

“Margarita: El Musical” tem uma história – uma versão paralela da trama da garota, filha de Flor e Máximo e verdadeira Princesa Margarita de Krikoragán, que não sabe nada de sua origem, se torna amiga de Daisy, a falsa princesa, e se apaixona por Merlín, o Príncipe filho do homem que está governando seu reino depois de um golpe. Na história do musical, está chegando o aniversário de 18 anos e a coroação de Daisy, e ela e Delfina estão ouvindo candidatos para se apresentarem na festa… os melhores artistas do reino! A cerimônia de coroação, no entanto, tem uma surpresa quando a coroa magicamente brilha na presença da verdadeira Princesa Margarita. Gosto de como é conciso e simples, mas de como isso guia as apresentações das músicas.

O show abre com “Hay Un Cuento”, a música de “Floricienta” de onde vem o subtítulo de “Margarita” e nos convida a ser parte desse universo e dessa história – as primeiras músicas nos apresentam aos protagonistas dessa história: com Daisy, Margarita canta a amada e icônica “Flores Amarillas”; com Merlín, um curioso mash-up de “Con Un Poquito de Amor” com “Por Qué”, que ficou muito bonito (!); e Delfina aparece poderosíssima cantando “Reina de Todo”, o que inevitavelmente me faz pensar na Delfina do show da segunda temporada de “Floricienta”. Também destaco “Mucho, Poquito o Nada”, que é a música de abertura usada aqui para o romance de Margarita e Merlín, e “Corazones Rojos”, que traz todo o elenco e uma alusão ao clipe.

Em seguida, Delfina e Daisy assistem às apresentações para escolher quem vai cantar na festa de aniversário e coroação da princesa, e aí temos vários dos solos da novela: Rey se apresenta com “Corazón de Rey”, e ele é sempre excelente; Única se apresenta com “Adonde Voy”, e ela está maravilhosa, dona de si e do palco; Zeki canta “Escaparé”, que foi dançada com Jano em algumas das apresentações e com um bailarino, muito bonito, por sinal, nos shows em que o ator de Jano não esteve presente; Merlín, disfarçado, canta “Y la Lluvia”, uma música da qual eu gosto bastante; e, por fim, Pipe canta a minha favorita desse bloco de canções, que é “Bonita De Más”, música de “Rebelde Way” que eu acho que ele tomou para si de uma maneira irrevogável!

A festa e a coroação são anunciadas com “Hoy es el Día”, e embora Margarita não tenha sido uma das “concorrentes” para se apresentar, ela aparece de surpresa de dentro de uma caixa de presente cantando “Flikiti”, uma palavra que desperta sensações em Delfina – e um pouco de medo. Gosto de como a ideia da festa de aniversário nos entrega um momento emocionante de Margarita e Daisy dividindo “Espejito”, ao mesmo tempo em que entrega músicas divertidas e em ritmo dançante como “EmotiHadas”, “Princesa”, que é uma das minhas músicas favoritas na primeira temporada da novela (e o Rey está extremamente sexy aqui!), e “Estoy Aquí Otra Vez”, cantada por Merlín. Por fim, temos Delfina cantando “Todo Bién” antes que nada esteja bem

Gosto demais da teatralidade que a história alcança em seu clímax, e gosto do uso do romance de Margarita e Merlín, ironicamente – na novela, torço imensamente por Rey e não suporto o Merlín, mas, nessa história resumida em 1h20min, eu acho que esse romance funciona em termos dramáticos. Margarita cantando “Mi Vestido Azul” é de arrepiar, e ela e Merlín cantam um trecho de “Si Quieres Herirme”, antes de serem atacados pelo grande dragão que quer recuperar a coroa que clama por Margarita. Gosto demais do dragão gigante que de fato invade o palco, sem ser uma projeção no telão, e gosto do Merlín todo principesco chegando com uma espada para salvar a Margarita antes de cair lá de cima, dando dramaticidade extra a “No Me Desabraces”.

E adoro a conclusão com “Y Así Será”.

Então, “Margarita: El Musical” traz uma história completa. É a história da amizade de Margarita e de Daisy, a história de uma festa de aniversário e uma coroação que não dá certo e a descoberta e o reconhecimento da VERDADEIRA PRINCESA MARGARITA, com a derrota de Delfina como “o grande dragão” que ameaça estragar tudo. E também é a história de amor de Margarita e Merlín, com direito ao príncipe derrotando um dragão para salvar a princesa e um retorno à vida graças à música e às lágrimas daquela que o ama… é propositalmente clichê, é um grande conto de fadas que ganha vida através das músicas, das cores e do talento de cada uma daquelas pessoas que estão no palco e aquelas que estão fora dele e fizeram aquilo acontecer.

Após a conclusão da história, ainda ganhamos algumas músicas durante e depois dos agradecimentos finais. Primeiro, temos “Soñadores”, que parece uma boa maneira de encerrar o show, mas eu gosto de ser um daqueles casos em que os cantores retornam ao palco depois de se despedirem e encerrarem a apresentação. “Que Nos Volvamos a Ver” não poderia ficar de fora, é claro! Eu AMO essa música, eu amo a coreografia, amo a energia e a nostalgia, e é uma pena que a segunda parte da música tenha sido omitida. Por fim, temos uma reprise bem-vinda de “Flores Amarillas”, dessa vez interpretada por todo o elenco, e percebemos, então, que essa sim é a maneira perfeita de nos despedirmos desse primeiro show de “Margarita: Que tu cuento valga la pena”.

É mágico, verdadeiramente mágico. O evento musical, grandioso e feito com carinho, é um presente atencioso a todos os fãs. Gosto de como músicas originais e regravações de outros projetos se mesclam e como tudo, agora, faz parte de “Margarita”, com destaque para algumas músicas de “Floricienta” que não chegaram a ser utilizadas na primeira temporada de “Margarita”, mas fizeram parte do show em momentos-chave! Será que ainda poderemos vê-las ganhando gravação em estúdio com esse elenco e, quiçá, clipes/momentos musicais nas temporadas seguintes? De todo modo, uma produção grande e bonita que me divertiu e me emocionou. É uma delícia ser fã de Cris Morena e ainda poder curtir uma produção nova tão boa quanto sempre!

Eu amo “Margarita”!

 

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