Fogo Ardente (Donde Hubo Fuego) – Viagem a Reynosa
“Ese hombre
era es diablo”
Poncho
Quiroga quer saber mais a respeito do seu passado… e quando ele parte para
Reynosa, onde nasceu e passou a infância com o irmão Daniel em um orfanato,
Olivia avisa Ricardo para que ele também vá: ele quer a oportunidade de estar com Poncho e reconstruir, com ele, o
seu passado. Assim, “Fogo Ardente”
começa a explorar mais a respeito dos crimes do Carniceiro de Reynosa, cuja
identidade continua sendo um mistério – especialmente porque quando acreditamos
estar muito perto da confirmação de
um suspeito, uma reviravolta coloca tudo em dúvida novamente. Acho que aquela
fala do policial, há alguns capítulos/episódios, sobre como “o Carniceiro de
Reynosa não é uma pessoa só” é a probabilidade mais cabível para esse mistério
todo.
Flashbacks retornam para quando Elias
contou o que sabia sobre Hugo para Daniel e Leonora, e mais do que isso, para a
juventude de Elias quando ele conheceu Isabel Urzúa, a irmã de Ricardo e tia
dos garotos, acreditando que seu marido era o Carniceiro. No presente, a freira
que trabalha no orfanato em que Daniel e Poncho cresceram e que conhecia Isabel
Urzúa fala também a respeito de Hugo, e como “esse homem era o diabo”. Tudo vem
abaixo para Ricardo com essa informação, porque Hugo era amigo de Ricardo e
padrinho de Poncho (!), e ele pode/deve ter sido a pessoa que matou Flor e
acabou com a sua vida e com a sua família. E, agora, ele também precisa “lidar
com a culpa” que sente por “não ter ouvido Flor” sobre os seus medos.
Em paralelo,
o episódio traz cenas importantíssimas para Gerardo e Fábio – que nos
proporcionam uma variedade de sentimentos, que vão da felicidade extrema ao
desespero. Quando Gerardo convidou Fábio para jantar no seu aniversário, ele finalmente o beijou pela primeira vez
quando eles se despediram na porta da pensão, e agora nenhum dos dois consegue
pensar em outra coisa! Em uma das cenas mais lindas que eles compartilham,
Fábio procura Gerardo na estação no dia seguinte, dizendo que “mal dormiu à
noite”, e Gerardo responde que tampouco conseguiu dormir muito, mas quando
Fábio pergunta se ele se arrepende do que aconteceu, Gerardo diz que não… pelo
contrário: ele sente que o beijo tirou um
peso de suas costas.
A cena é
linda, emocionante, repleta de sentimento e expectativa! Tudo ainda é muito
novo para ele, ele quer ir com calma, e Fábio entende isso, diz que não tem
pressa, mas seu coração dá um salto quando
Gerardo lhe diz que “sentiu como se aquele fosse o seu primeiro beijo”, porque
tudo o que as pessoas dizem que se sente em um primeiro beijo ele sentiu ao
beijá-lo. Um Fábio totalmente empolgado e apaixonado é contido por uma Perpétua
cautelosa, que o lembra de que Gerardo ainda está oficialmente namorando Maite
e no armário, mas Fábio está confiante: depois desse beijo, não há mais volta;
se antes havia dúvidas, agora só há certezas. As coisas começam a desandar um
pouquinho quando Glorita quer saber o que está acontecendo e Fábio conta para a
mãe…
Eu AMO a
Glorita, e eu acho que ela procurou o Gerardo com a melhor das intenções,
querendo lhe dar a benção porque sabe que ele é um bom homem e que Fábio está
apaixonado, mas também querendo que ele seja sincero com Maite de uma vez por
todas, mas eu posso dizer? Eu acho que
ela ultrapassou um limite. Por mais que as intenções fossem boas e que ela
tenha razão em querer que tudo se resolva com Maite (!), eu não acho que cabia
a ela ir falar com Gerardo nesse momento, e isso parece apavorá-lo e afastá-lo…
ele dissera a Fábio que queria “ir com
calma”, e parece que ele contou para “todo mundo” e o tirou do armário.
Quando ele chega à pensão para falar com Fábio, eu sabia que aquela seria uma
cena que acabaria partindo o meu coração.
Dito e
feito.
A cena é
intensa e triste. Há muito sentimento e muita dor nos olhos de Gerardo quando
ele diz para Fábio que o que acontecera no dia anterior era algo entre eles, e ele não podia ter tirado ele do armário
dessa maneira. O que ele diz em seguida é extremamente forte: ele diz que Fábio
já saiu do armário, e teve uma mãe que o ama e que o apoia para acompanhá-lo
durante todo esse processo, enquanto ele tem uma namorada e pais que “preferiam
ter um filho morto do que um filho gay”. FOI TÃO DOLOROSO OUVIR O GERARDO DIZER
ESSAS PALAVRAS, DE VERDADE! Quando o Gerardo sai do quarto de Fábio naquele
momento, toda aquela sensação boa e promissora que tínhamos sentido no episódio
anterior e no começo desse parece ter se esvaído.
Em Reynosa, Poncho
visita o túmulo da mãe em uma cena emblemática, na qual ele diz a Olivia que
“quer conhecer o seu pai”, porque ele sente que Olivia é quem mais o conhece
nesse mundo, e ele quer ser essa pessoa para ela também: quer ser parte de sua
vida, quer conhecer seu pai, sua família… mas isso parece deixar Olivia
bastante inquieta, e então eu me pergunto: QUEM É O PAI DE OLIVIA?! O QUE ELA
ESCONDE?! Não temos tempo para pensarmos muito a esse respeito, porque Poncho
percebe que estão sendo observados no cemitério e, quando persegue a pessoa
escondida, ele acaba sendo atingido, sequestrado e colocado dentro de um tonel,
como as vítimas do Carniceiro de Reynosa… poderia ser o Hugo, mas,
aparentemente, Hugo morreu um ano depois da prisão de Ricardo Urzúa.
Nesse caso, quem é o Carniceiro atual?!
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