Love Upon a Time – Ep. 01
“Do you
believe in multiple lifetimes?”
Protagonizado
por JJ (Radchapon Phornpinit) e Net (Siraphop Manithikhun), “Love Upon a Time” é um novo BL
tailandês com temática de viagem no tempo
que estreou no dia 27 de março de 2026 – se eu vou de fato acompanhá-lo ou não
ainda é uma incerteza. Lembro-me de o BL ter me chamado a atenção quando ele
foi anunciado, mas isso foi há tanto tempo que eu já não tenho mais aquela
mesma empolgação de antes, e o primeiro episódio me revela que eu preciso de um ajuste de expectativas caso decida
continuar. A estreia é simples, mas longa do que o estritamente necessário para
cobrir o que o roteiro apresentou e eu tenho algum problema com o tom.
Mas ainda é
cedo demais para conclusões. Nakhun
acabou de chegar ao passado.
Sou e sempre
fui muito fã de viagem no tempo. Nas
produções BL, gostei demais de “Absolute
Zero”, que tratou do tema de maneira íntima e sentimental, mas a nova série
me fez pensar mais em “I’m the Most
Beautiful Count” – talvez excessivamente. A série de Prince é uma série da
qual gostei bastante, mesmo que tenha tido algumas críticas eventualmente, mas
eu ainda não noto em “Love Upon a Time”
diferenças o suficiente para que seja indispensável acompanhá-la tão pouco
tempo depois daquela. É quase a mesma premissa do jovem da atualidade que
desperta no passado e é confundido com outra pessoa, mas aparentemente sem a
trama política e o mistério.
Depois de
uma prévia no passado, o episódio nos leva a dezembro de 2023, no aniversário
de 20 anos de Nakhun, que está experimentando uma má sorte absurda: ele chega à
festa surpresa encharcado, é derrubado por uma garçonete, tem o nariz machucado
quando ela se levanta, é atingido por cocô de passarinho e uma moto joga água
de uma poça nele… tudo isso em um mesmo dia. Depois ele quase é preso por
assalto ao tentar recuperar a bolsa de uma mulher, e rapidamente seus amigos
percebem que a situação é grave e eles precisam fazer algo a respeito de sua
“má sorte” – ele está cada vez mais se tornando um perigo para si mesmo!
Minha parte
favorita do episódio é a aula de literatura sobre viagem no tempo da qual ele participa, e ele é questionado pela
professora se acredita em múltiplas vidas,
ao que ele tem uma resposta interessante: ele diz não acreditar, e explica que
esse é um mecanismo que ajuda as pessoas a lidar com problemas, como culpar
outra vida por dificuldades que temos nessa, por exemplo, mas ele não acha que
as consequências de nossos atos sejam tão duradouras a ponto de passar de uma
vida a outra. Ele acredita mais em dar forma a seu próprio destino e nada estar
predestinado, o que, é claro, é bastante irônico para o que ele está prestes a
viver.
A vidente
que Nakhun e os amigos visitam fala algo sobre ele “precisar voltar para casa
em Ayutthaya” e ele acaba por fazê-lo, e é aí que acontece a sua transição para
o passado… a “viagem” acontece em um momento de frustração por ele ter
reprovado pela primeira vez em uma prova e ser justamente sobre História
Tailandesa, então ele se pergunta por que não pode simplesmente se lembrar de vidas passadas, então ele
não precisaria estudar para testes como esse e jamais reprovaria. No meio de
sua frustração, ele vê o que parecem estrelas caindo, até que uma literalmente
caia sobre ele – ou é o que parece, no meio de tanta frustração e alguma
bebida.
Nakhun
desperta no passado em uma sequência típica desse tipo de história – embora não
haja nem de perto, sei lá, o carisma de Marty McFly chegando à Hill Valley de
1955, por exemplo. Nesse lugar, Nakhun é chamado de “Mestre Klao”, e ele tenta
fugir de tudo e de todos, acreditando que está em algum tipo0 de gravação de
série de época ou algo assim, mas as pessoas parecem muito entregues a seus
personagens e não saem deles por nada! Além disso, quando ele sente dor, ele
não desperta, o que quer dizer que ele
não está sonhando. Ele não quer, no entanto, aceitar que ele tenha viajado no tempo, porque sabe que isso é
(ou devia ser) impossível.
A natureza
da sua “viagem no tempo” e a sua missão no passado ainda é incerta. A sequência
dura muito mais do que precisava, de maneira repetitiva possivelmente visando a
intensificação do drama e/ou da confusão – sem sucesso. Em algum momento,
tomado pelo desespero, Nakhun pula na água de um rio e a sua mente revive os
conceitos da aula de viagem no tempo que tivera há pouco. E ele vai ser
resgatado do fundo daquele rio por Phop, que tira a roupa de maneira um tanto
dramática, mas sensual, antes de pular ele mesmo na água atrás de Nakhun/Mestre
Klao. Agora, Nakhun precisará descobrir como e por que ele está ali.
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