Fogo Ardente (Donde Hubo Fuego) – Pai e filho

“Eu sei tudo sobre você!”

Eu gosto muito de ser surpreendido… chego ao 12º capítulo/episódio de “Fogo Ardente” com muito mais coisa acontecendo do que eu esperava – e, consequentemente, isso me deixa ainda mais curioso para saber o que vem pela frente! Novos flashbacks nos mostram um pouco de Daniel e as cartas que ele trocava com Ricardo quando ele ainda estava na cadeia, sem saber se estava pronto para ir até McAllen e conhecer o pai pessoalmente… também podemos ver um pouco mais do relacionamento de Daniel e Leonora (sempre a dúvida da desconfiança pairando sobre a personagem!), e uma conversa de Artemio Román e Elias pouco antes da explosão que custou a vida de ambos e foi vista por Poncho Quiroga, em outro momento importante de “Fogo Ardente”.

Não gosto de Poncho tanto quanto eu gostava no início da novela/série (!), mas é bacana ver a maneira como a dúvida o está corroendo: como, racionalmente, ele quer detestar Ricardo, mas como as respostas que ele escrevera para Daniel talvez mexam um pouco com ele. Acho que o principal problema de Poncho é que ele acredita muito facilmente em todo mundo. E quando eu digo “todo mundo”, eu não estou falando apenas daquele cara que falou sobre os tonéis e como “já vira Ricardo torturando animais”, mas também sobre Leonora… e sobre a Olivia. Está tudo bem eu ainda não confiar na Olivia?! Quer dizer, algum segredo ela guarda, não é possível que não, ou então é uma obsessão meio desmedida a maneira como ela quer defender Ricardo Urzúa.

Em uma das cenas mais surpreendentes até aqui, até porque vem muito antes do esperado, Poncho confronta Ricardo intensamente: “Eu sei que você é meu pai, e eu sei que você é o Carniceiro e eu sei que você matou minha mãe, seu filho da puta! Eu sei tudo sobre você!”. A cena é marcante, e existe muito sentimento, de variados tipos, pairando no ar ali! O ódio transbordando de Poncho através de olhos revoltados e enojados, em paralelo ao sentimento de desespero por provar a sua inocência, que parte de Ricardo… existe sentimento quando Ricardo diz que é seu pai e que voltou para poder estar perto dele, mas Poncho não quer ouvir – algo que Olivia eventualmente descreve como “covardia”, dizendo que Poncho deveria ouvir o que ele tem a dizer.

Em paralelo, Penelope realmente resolve “ajudar o Fábio a superar o Gerardo” e, para isso, ela faz um “casting” para contratar um assistente para o negócio que Fábio e Gerardo estão abrindo agora, e é uma cena divertida… com um quê de absurdo, é verdade, mas divertida! A desculpa de que “é necessário braços fortes para costurar” ou algo assim para fazer os meninos tirarem a camisa meio que não faz sentido, mas quem somos nós para reclamar dos caras sem camisa para a Penelope “medir os bíceps”? É nesse momento que o Gerardo aparece de surpresa, e é quase cômica a maneira como ele não gosta nem um pouco daquela situação toda, o ciúme estampado em seu rosto e em sua postura, dizendo que não precisam contratar um assistente porque ele já contratou…

Maite vai trabalhar com eles.

PQP, viu?!

Toda a situação de Fábio e Gerardo deixa a ambos confusos. Gerardo sabe o que sente, mas não consegue fazer nada a respeito; Fábio está apaixonado, mas teme que esteja “vendo coisas” e que precise mesmo seguir em frente. Mas como fazer isso quando Gerardo aparece de surpresa na sua festa de aniversário, o abraço para lhe dar os parabéns e depois o convida para jantar naquela noite?! Quer dizer, pode ser só para falar de negócios, pode ser um “presente de aniversário”, mas ele realmente fala de maneira sedutora, e parece um convite romântico, Fábio não está errado… e essa dúvida, essa ideia de “não entender” o que Gerardo está dizendo é algo que vai consumindo Fábio lentamente! Estou curioso para ver como vai ser a dinâmica desse jantar…

Quer dizer, a não ser que Fábio realmente leve Penelope com ele.

Quando um acidente gravíssimo cheio de gente ferida (tanto por atropelamento quanto dentro dos carros) representa um desafio para o Corpo de Bombeiros, todos se unem para fazer o possível: bombeiros de plantão, bombeiros que estavam de folga e até mesmo Ricardo Urzúa, que tinha sido afastado do cargo… salvar vidas é mais importante do que qualquer coisa naquele momento. E ganhamos uma sequência SURPREENDENTEMENTE EMOCIONANTE! Poncho tenta salvar a vida de Salvador, um homem que está mais preocupado com a vida do seu filho do que com a sua própria, e isso meio que faz com que Poncho repense algumas coisas… a maneira como Salvador fala sobre o filho, como diz que “o pai de Poncho deve estar orgulhoso dele” e como morre quando percebe que o filho morreu.

Tudo é profundamente dramático e doloroso, e isso mexe de verdade com Poncho – naquele momento, ele olha para Ricardo Urzúa, chamado para a emergência por Olivia, talvez começando a vê-lo com outros olhos. Ainda atordoado pela morte “inesperada”, Poncho consegue salvar a vida de um bebê preso dentro de um carro capotado que está prestes a explodir: outra sequência dramática e emocionante. E quando toda aquela emergência “chega ao fim”, depois de tanta intensidade e trauma, Poncho olha para Ricardo e faz algo que eu realmente não esperava que ele fosse fazer tão cedo: ELE ABRAÇA O PAI. Achei uma reviravolta muito interessante e promissora, porque eu achei mesmo que isso se prolongaria por mais tempo…

E, agora, portas estão abertas para novos desdobramentos.

 

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