Além do Tempo – Verdades vêm à tona!

“A senhora matou o seu filho!”

Pedro está furioso desde que descobrira que o casamento do Conde Felipe e Melissa Borghini não aconteceu – não apenas não aconteceu, como ainda terminou com o conde fugindo do que seria a cerimônia com Lívia. Então, ele cumpre as promessas que passara muito tempo fazendo, provando de uma vez por todas que ele nunca se importou de verdade com ninguém que não fosse ele mesmo. Movido pelo egoísmo e pela frustração do sentimento de perder algo que, na verdade, nunca lhe pertenceu (ele nunca teve o amor de Lívia), Pedro vai até o sótão do casarão para “libertar” Bernardo, agindo como se estivesse fazendo algo muito bom ao “levar o Conde Bernardo para conhecer a sua mãe”. As coisas não saem como ele planejava, no entanto.

Ele queria fazer uma cena, queria “fazer o que Bento não conseguira fazer”, mas mencionar o nome de Bento para um Bernardo já transtornado foi a pior decisão que ele podia ter tomado. Agitado, Bernardo se volta contra ele e o joga do alto da escada, e embora ele não gere em Pedro nenhum ferimento grave e/ou duradouro, ele o deixa desacordado e sai perambulando sozinho pela casa, chegando até o quarto da Condessa Vitória, que o recebe com um tiro, porque acreditava que era o Bento quem estava tentando invadir… quando a Zilda chega por causa do barulho e se dá conta de quem é a pessoa em quem a Condessa Castellini atirou de verdade, ela exclama: “Misericórdia, não foi no Bento que a senhora atirou… foi no Conde Bernardo. A senhora matou o seu filho!”.

Com o choque, Vitória teria sido capaz de tirar a própria vida se não fosse tão covarde, e então eles chamam o Dr. Botelho para cuidar de Bernardo, que não está morto apesar do tiro… Pedro, enquanto isso, parte “desesperado” de volta para a casa de sua mãe para alertar Emília, no auge de sua dissimulação, como se ele não fosse o culpado por isso tudo! Emília chega ao casarão enquanto o Conde Bernardo chama por seu nome, desacordado, e aquele é o momento em que ela e Vitória se enfrentam mais uma vez… dominadas pelo ódio que passaram a vida toda nutrindo uma pela outra. Inicialmente, Vitória está confusa: ela viu sua lápide, pisou e cuspiu no seu túmulo, mas fica cômico quando ela pergunta se ela “forjou a própria morte e sepultura”.

Quer dizer… ela não se enxerga, né?

Emília Diffiori diz à Condessa Vitória que ela tentou matar o próprio filho duas vezes, e a condessa reclama, repetindo que Emília irá apodrecer na cadeia por ter forjado a própria morte e ser uma criminosa por isso – irônico, não? Ela manda que Zilda busque a guarda para levar Emília, mas Gema e Pedro não deixam que ela o faça… enquanto isso, Bernardo desperta e reconhece tanto a sua Allegra quanto sua mãe, a Condessa Vitória, e o que ele diz é: “Minha mãe… como pôde? A senhora acabou com a minha vida. Me tira daqui, Allegra. Eu quero ir embora dessa casa. Eu não quero mais olhar pra essa senhora”. E posso dizer? EU ACHEI MARAVILHOSO! Lívia viu em Vitória algum motivo para gostar dela, mas ela fez muitas coisas ruins…

Ela merecia aquela reação do filho!

Pedro segue tentando (curiosamente, não conseguindo) fazer estrago e se une a Melissa para contar que Lívia é filha de Emília Diffiori, a mulher que a Condessa Vitória tanto detesta, e Melissa entra no quarto soltando um “O que a mãe da Lívia está fazendo aqui?”, mas ela não calcula o que isso significa até que seja tarde demais… até que Emília enfrente a condessa e diga “O pai dela, Vitória, se chama Bernardo Castellini”. A ficha de Vitória e de Melissa caem quase ao mesmo tempo, com reações distintas… Melissa nem fica para ouvir a discussão que se segue, porque precisa processar essa “novidade”, enquanto Emília diz a Vitória que Lívia só foi àquela casa para tentar descobrir algo a respeito do paradeiro do pai – e a Condessa responde dizendo que Lívia sente afeto por ela.

E a verdade é que ela sente mesmo.

Lívia e Felipe chegam ao casarão pouco tempo depois… Zilda tenta ser desprezível com Lívia e a maltratar, a chamar de “criadinha” e a dizer o que pensa a seu respeito, achando que tem finalmente um motivo para escancarar todo o desprezo que sempre sentiu, mas o Felipe não deixa que ela fale assim com Lívia… ele pede que ela tenha mais respeito com “a neta da Condessa, a Srta. Lívia Castellini, sua nova patroa”, e Zilda não consegue nem responder a isso… o choque é grande demais, e é quase cômico ficar prestando atenção à sua expressão enquanto a informação luta para se assentar. Deixando a Zilda desconcertada para trás, Lívia entra no quarto da Condessa para ver o seu pai, e Vitória abre os braços, a chama de neta e a convida para um abraço.

Aqui, temos outra cena curiosamente cômica. Enquanto a Condessa fica ali, de braços estendidos, o desespero de Emília a faz dizer que a Lívia não vai abraçá-la porque a odeia como ela e o Bernardo odeiam, mas a Condessa continua falando sobre Lívia, a chamando de neta e dizendo que sente orgulho dela. Emília percebe que está perdendo a batalha enquanto Lívia chora silenciosamente, mas com alguma emoção, e diz que “a proíbe”, mas Lívia toma a sua própria decisão: ela diz que lutou contra esse sentimento desde que chegou, mas a Condessa é sua avó e ela a ama… ela de fato sente afeto por ela. Então, ela aceita o abraço e, naquele abraço emocionado, as duas se reconhecem e se acolhem. Emília chora horrorizada e se sentindo traída…

“Você me traiu, Lívia. Eu não consigo acreditar”

Acaba virando uma palhaçada, e eu amo isso. CLÁSSICO DE NOVELA!!!

 

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