Jovem Sherlock (Young Sherlock) 1x06 – O Caso do Jarro da Morte

A reunião secreta.

PARIS. No episódio anterior, Sherlock fizera descobertas desagradáveis a respeito do próprio pai: ele mentira a respeito da morte de Beatrice e dopara Cordelia para poder alegar insanidade e interná-la, assumindo assim o controle das propriedades e do dinheiro da esposa, com os quais salvou as próprias empresas. Em “O Caso do Jarro da Morte”, o sexto episódio de “Jovem Sherlock”, Silas Holmes quase consegue enrolar o filho nos primeiros minutos, talvez porque secretamente Sherlock queira acreditar que o pai não é o monstro que ele está descobrindo agora que ele é, mas Cordelia não permite que ele o faça e entra atirando e desmentindo a história de que foi ela quem quis que outro médico visse Beatrice… se ele está mentindo sobre isso, quantas outras mentiras contou?

Silas Holmes consegue escapar, mas as coisas estão mudando e Cordelia agora tem um único objetivo: ela precisa encontrar Beatrice. Assim, Cordelia Holmes se junta a Sherlock e Moriarty nessa missão compartilhada e da qual ela se recusa a ficar de fora. Juntos, o trio chega até a informação de uma possível “entrega” do jardineiro que foi quem encontrou o suposto corpo de Beatrice, poucos dias depois do “acidente”, então eles têm um endereço para visitar em busca de informações. A mulher que os atende tenta dispensá-los, mas o faz depressa demais, mal olhando para a foto de Beatrice que Cordelia estende, e essa é basicamente a confirmação de que ela sabe de algo… quando Cordelia fala sobre ser a mãe que até o dia anterior acreditava que a filha estava morta, a mulher resolve falar.

A Sra. Tilcott conta a história de uma garota cujo nome desconheciam e chamaram de “Hannah”, e que lhes foi trazida com uma história de orfandade, e eles a criaram até quando ela tinha 14 anos… depois disso, ela foi embora. Sherlock pede para ver o quarto de “Hannah”, e os presentes enviados misteriosamente ano após ano em seu aniversário são mais uma prova de que se tratava mesmo de Beatrice: quadros com borboletas, exatamente como aquelas dos experimentos de Silas Holmes. Novas investigações levam a uma loja, a uma lista de viagens de Silas, a uma foto que é inegavelmente de Beatrice, embora mais velha do que estava na data de sua suposta morte, e os três acabam precisando correr para fugir de quem não quer que eles descubram nada.

E eles percebem que precisam partir para Paris.

Paris está no meio de uma revolução quando eles chegam, e Cordelia está inusitadamente se divertindo… afinal de contas, seus últimos anos não foram tão empolgantes quanto esses últimos dias têm sido! Tem até um jogo sem futuro de flerte entre ela e Moriarty que deixa o Sherlock incomodado e rende um ótimo momento entre ele e o amigo. Em paralelo, mas eventualmente culminando no mesmo lugar, Mycroft está investigando a estranha morte de Hodge, cujo corpo parece saudável na autópsia, embora ele apresente sinais que seriam característicos de afogamento. Gosto de como essa coisa da investigação corre no sangue dos Holmes, e de como ele descobre informações sobre Malik, com a ajuda de Lestrade, que também o direciona a Paris.

Os caminhos se encontram em um cabaré em Paris, com cancã e tudo, onde Moriarty parece se sentir em casa, e assim como Sherlock, Moriarty e Cordelia estão ali atrás de Silas, Mycroft está ali atrás de Malik – e aparentemente eles se conhecem. Mycroft ainda está por fora de toda a trama recente e as descobertas feitas sobre Silas Holmes, mas eles têm pouco tempo para explicações… eles precisam descobrir o que está acontecendo, e seguem o grupo de suspeitos até uma espécie de reunião secreta que parece uma seita, na qual Silas está fazendo um discurso a muitos homens da alta sociedade interessados em algo desenvolvido por Malik que supostamente “mudará o rumo das guerras futuros e do próprio mundo”. Estamos lidando com algo grandioso e perigoso.

A demonstração da invenção de Malik nos ajuda a entender a morte de Hodge em Oxford. Trata-se de um veneno não rastreável: uma substância que não deixa marcas e que mata em questão de segundos ao ser inalado. Primeiro, Silas demonstra em um vidro com uma borboleta, que morre depressa; depois, ele demonstra no assassinato de um homem dentro de um vidro maior, depois de explicar que pode ser usado para matar uma cidade inteira, se eles quiserem. O assassinato é assistido com perversa admiração pelos presentes – é frio e angustiante, e o caos se instala no momento em que “Shou’an” aparece com um tiro no vidro onde o homem está sendo assassinado: a substância se espalha, as pessoas presentes começam a sufocar, o caos se instala.

E, no meio disso tudo, Sherlock vai atrás do pai e leva um tiro de “Shou’an”.

Ele cai, baleado e inalando aquela substância mortal… um gancho e tanto! Que episódio!

 

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