Jovem Sherlock (Young Sherlock) 1x04 – O Caso do Botão Perdido

Escutas.

Quando a falsa Princesa Shou’an foi detida, mas foi falando sobre um “homem com garras de pássaro”, Sherlock Holmes ficou imediatamente agitado… afinal de contas, quem falou sobre um “homem com garras de pássaro que voltaria” era a sua mãe, Cordelia Holmes, e como a “Princesa Shou’an” poderia saber disso? Então, Sherlock vai até o hospital psiquiátrico onde a mãe está internada e não demora muito a descobrir todo um equipamento de gravação que está ouvindo e gravando tudo o que se passa no quarto de Cordelia. A questão é: POR QUÊ?! Para manter a mãe em segurança, Sherlock percebe que a única coisa que ele pode fazer é… bem, ajudar a mãe a escapar. E temos uma sequência maravilhosa (a série sempre entrega boas sequências de fuga!).

Sherlock Holmes leva a mãe de volta para a casa da família, onde James Moriarty está esperando por eles, e temos uma cena forte aqui, que começa com Cordelia feliz em conhecer James, dizendo que “Sherlock nunca teve amigos”, e termina com ela andando pela casa e chamando por Beatrice e agindo como se a estivesse vendo – Beatrice, a irmã mais nova de Sherlock e de Mycroft que morrera ainda na infância. Toda a cena é muito triste e expressa bem a dor que levou Cordelia à situação que ela está agora… as coisas se agravam quando ela sai de casa sem ser notada e Sherlock precisa buscá-la no rio no qual Beatrice desaparecera, gritando sobre como “precisa encontrá-la”, então ele precisa levar a mãe de volta para dentro de casa.

Sherlock confessa que não planejara a longo prazo, mas ele não tinha alternativa quando descobriu que a mãe estava sendo vigiada e gravada e que Shou’an sabia das coisas que ela estava dizendo… gosto de como a mente de Sherlock trabalha e de como ele e Moriarty se completam em deduções e possibilidades, e eles conseguem chegar à identidade do “homem com garras de pássaro”: trata-se do Professor Malik, que tem uma bengala com uma garra de pássaro, e que é um dos cientistas por trás da exploração no povoado da falsa Princesa Shou’an, bem como o único que quem quer que a tenha contratado para essa “vingança” decidiu deixar vivo. Ainda são muitos detalhes e muitas informações que precisam ser descobertas e interpretadas.

Moriarty e Sherlock contam suas teorias a Mycroft, que pode até não querer ouvir em um primeiro momento, mas acaba se tornando parte de tudo. Por que a mãe deles está envolvida? O que o Professor Malik quer, afinal? Então, Sherlock consegue 10 (ou 9) minutos com a falsa Princesa Shou’an, e ela tem uma proposta curiosa: os dois estão atrás de Malik, mesmo que por motivos distintos, então talvez eles possam unir suas forças… a participação de Shou’an e do próprio Hodge vai aos poucos entregando mais informações, como o fato de que Malik saíra da mesa justamente minutos antes da explosão, o que quer saber que ele sabia sobre a bomba na biblioteca de Oxford, ou o esconderijo onde Malik estava ouvindo o quarto de Cordelia.

São gravações e mais gravações de Cordelia que chamam a atenção de Sherlock e de Mycroft, e enquanto eles estão envolvidos em tantas informações, a falsa princesa escapa. De todo modo, eles têm mais a investigar: Sherlock e Moriarty resolvem visitar um advogado chamado Lawson Jaggers, por exemplo, que aparentemente visitou Cordelia no hospital em algum momento, mas eles se deparam com o homem morto em sua própria casa, em uma cena que foi pensada pelo assassino para parecer um suicídio, mas que tanto Sherlock quanto Moriarty percebem que não se trata de um… eles estão lidando com algo grandioso aqui, e eu gosto das camadas que a série vai ganhando, e como cada episódio nos deixa intrigado e ansiosos pelo próximo!

Enquanto isso, Hodge e Malik têm um confronto que é no mínimo suspeito… em um primeiro momento, a cena parece fazer perfeito sentido: Hodge acusa Malik de traição, pergunta para quem ele trabalha e por que estava tentando roubar o seu projeto, e é um momento tenso no qual tudo poderia acontecer – o que aconteceu, no entanto, não é tão óbvio assim. Hodge aponta uma arma para Malik que, por sua vez, tira uma ampola do bolso. Depois, não vemos o que aconteceu, apenas retornamos à cena com o Hodge caído, supostamente morto, mas sem sangue ou ferimento à vista. Malik desapareceu novamente. Provavelmente é alguma coisa meio “Romeu e Julieta”, agora a extensão do plano deles na conversa que não vimos é algo ainda a ser descoberto.

 

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