[Season Finale] The Beauty 1x11 – Beautiful Betrayal
Caos.
Exibido originalmente em 04 de
março de 2026, com o episódio anterior, “Beautiful
Betrayal” é o décimo primeiro e último episódio da primeira temporada de “The Beauty”, e se havia alguma dúvida
sobre a intenção de continuar a
história, agora não há… a conclusão com um gancho não me incomoda – embora eu
espere pela renovação, porque não é um final que necessariamente funciona como
final aberto proposital –, mas há algo que, sim, me incomoda e é a
descaracterização abrupta do personagem de Byron Forst… é uma mudança mais
radical do que a proporcionada pelo The Beauty, e embora tente ser explicada
pelo roteiro, parece forçado e fora do personagem.
Tudo começa com a transformação
de Franny. Durante toda a série, ela se recusou a aceitar a oferta de Byron, e
ela é transformada à força com uma injeção ministrada pelos próprios filhos sem
seu consentimento, e isso rende uma boa trama quando ela não se reconhece como a pessoa que vê no espelho. Ela fala sobre se
sentir uma prisioneira em um corpo que não é seu e fala sobre como a beleza das
obras-de-arte que coleciona vem da idade, e o que Byron não entende e/ou aceita
é justamente que algumas pessoas são mais
bonitas do jeito que elas são. Franny não quer essa mudança, não se
reconhece nela, e então ela tenta cortar o próprio pescoço com um pedaço de um
vaso caro quebrado…
Mas o vírus a mantém viva. Até isso lhe é negado.
Em paralelo, Bella vai conversar
com Conor conforme orientada por Ruthie, e toda a sequência causa desconforto. Através de Conor, vemos
como as pessoas entenderam que o
vírus também é transmitido sexualmente e como eles se aproveitam dessa situação
para seduzir, para abusar e para ganhar dinheiro. Bella falara sobre como deseja isso mais do que tudo no episódio
passado, e ela não pensa duas vezes antes de transar com Conor pelo vírus
desejado, e fica contente quando a sua transformação
começa durante a madrugada… o resultado, no entanto, é uma figura desfigurada e
assustadora escondida dentro do armário. O
grito da mãe de Bella traduz muito bem o que sentimos.
As tramas se conectam mais tarde,
então. Toda a parte de Franny é fortíssima, o seu desespero é palpável, a
violência do que foi feito com ela é notada, e Byron está transtornado por
isso, por causa de um amor que ele nunca demonstrou de fato. Bella, por sua
vez, é apenas uma vítima de um problema global, uma epidemia que se espalha
depressa – com The Beauty no mercado e muitas pessoas comprando e se injetando,
é lógico que o vírus se espalharia depressa sexualmente, e a instabilidade
dessa transmissão gera mutações que só tendem a aumentar. Até o momento, são
450 mil incidentes de deformidades como a de Bella relatados, e isso vai
aumentar…
Byron Forst está perdendo todo e
qualquer apoio que outrora tivera. Um político que emergiu do casulo como uma
criança de 9 anos de idade é apenas um dos casos que lideram essa mudança. Não
dá para negar o risco e a responsabilidade de Byron sobre isso tudo. Os
políticos retiram o apoio, a vigilância sanitária decide banir o produto, e o
número crescente de ações judiciais sugere a Byron que eles não têm o que fazer
a não ser assinar uma série de acordos… esse Byron conformado que abre mão do
dinheiro e que pensa em “pesquisas para consertar o que ele estragou” e
“providenciar cura de graça para todos” é o que me incomoda no episódio.
Isso é tão fora de sua
personalidade. Ele JAMAIS faria isso.
Ele é um filho da p*ta
egocêntrico, vaidoso e apaixonado por dinheiro! Das duas uma: ou ele negaria de
todo modo e escaparia da responsabilidade, ou ele daria um jeito de fugir com o
dinheiro e viver em um lugar isolado. Ele nunca se importaria o suficiente para
usar todo seu dinheiro para financiar pesquisas e curas. Mas é o que o roteiro
quer que ele faça, então ele fala sobre Diana e sua pesquisa com nanotecnologia
que pode traçar e mapear as mutações e propor soluções, curas e, quem sabe, até
reversão. Nessa nova versão de Byron, ele diz que tudo o que importa é salvar a
vida de sua esposa e “o resto que se foda”. Agora, sua prioridade será a cura.
Tiger, um dos filhos de Byron, é
quem assume o papel que podíamos ver o pai desempenhar: ele manda baixar os
talões de cheque e diz que eles vão pensar em alguma coisa, então se une a
Diana e os dois procuram Antonio, Jeremy, Jordan e Cooper com um objetivo em
comum e uma proposta. O mundo está em caos, Tig quer a promessa de que o
ajudarão, e Cooper está interessado no antídoto ofertado, embora seja uma
promessa grande demais… de todo modo, o episódio termina sem fim: a epidemia é
real e aparentemente incontrolável, o mundo virou de pernas para o ar, e nem
sabemos se o antídoto de fato funcionou para Cooper, mas a mão que sai do
casulo pode ser a de Evan Peters. Esperamos que sim.
Como seria uma segunda temporada
de “The Beauty”?
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