[Season Finale] Star Trek: Starfleet Academy 1x10 – Rubincon
Julgamento de Nahla Ake.
UMA
TEMPORADA DELICIOSA EM MAIS UMA ÓTIMA PRODUÇÃO DA FRANQUIA. Exibido
originalmente em 12 de março de 2026, “Rubincon”
é o décimo e último episódio da primeira temporada de “Star Trek: Starfleet Academy”, e está nas mãos de poucos oficiais
e alguns cadetes toda a esperança da Federação e dos planetas que fazem parte
dela… Nus Braka e os Venari Ral cercaram a Federação com minas de Ômega-47
capazes de destruir 240 planetas habitados e aproximadamente 160 bilhões de
pessoas, e o plano elaborado às pressas consiste no Doutor se unindo ao
computador da USS Athena para causar uma ilusão holográfica que faz Nus Braska
acreditar que a nave foi destruída – então, ele parte levando a Chanceler Nahla
Ake e Anisha Mir.
Gosto de
como o Season Finale tem urgência e tensão. A ponte parcialmente destruída
ajuda a criar esse sentimento… enquanto Nahla Ake e Anisha Mir podem ganhar tempo antes da detonação das
minas, Reno e os cadetes precisam pôr em prática qualquer ação – quando o
Doutor é retirado do computador, mas parece não estar dizendo nada com nada e
Reno vai verificar a situação, ela deixa Genesis como a Capitã interina, e eu
gosto de ver os cadetes precisando assumir essas posições em uma situação real…
aqui, eles precisam se sair melhor do que nas simulações, porque o insucesso
não resultará em uma reprovação, mas na morte deles e, possivelmente, de toda a
Federação. Todos têm um papel importante a desempenhar nessa missão.
Colocar o
Doutor com problemas pouco depois de ele ter se tornado realmente pai de Sam é interessante, porque o episódio nos permite
explorar um pouco mais da “nova” Sam, bem como nos convence de sua dor porque ela passou 17 anos em Kasq com ele a criando
como seu pai. Quando Genesis desce para ver o que está acontecendo, ela
deixa Darem no comando, e ela compartilha uma cena importante com Sam – algo
que envolve certo confronto, traumas, expectativas, mudanças… elas tinham
forjado uma amizade que já não é mais a mesma porque Sam não é mais a mesma.
Para Sam, 17 anos se passaram e ela não se reconhece na pessoa que era na
Academia antes… esse é o momento em que isso precisa ser reconhecido.
Em parte,
Sam quer que as pessoas saibam disso, entendam que ela não é a Sam de antes… é
um episódio importante para esclarecer algumas coisas no meio de toda a tensão
de fim do mundo e tudo o mais. Genesis chama essa Sam que ela vê agora da Sam
que ela ama e da Sam que vai salvar o seu
pai. E quando as duas falam sobre uma língua “secreta” e “inventada” na
qual elas se comunicavam antes, Jay-Den percebe que o Doutor está tentando se
comunicar – mas com um vocabulário inusitado, codificado, que eles precisam
entender e, eventualmente, entendem… ele tem uma ideia de como eles podem
neutralizar as minas de Ômega-47, e eles precisam fazer isso o mais rápido
possível… afinal de contas, Nus Braka colocou Nahla Ake em julgamento.
E está
transmitindo.
Aqui, as
cenas são ainda mais tensas, porque temos as acusações de Nus Braka contra a
Federação, bem como a tensão inevitável entre Nahla e Anisha. Nus Braka tem
acusações de um suposto ataque à democracia e questiona Nahla sobre as
pesquisas com Ômega-47, ao que ela responde que não estavam estudando o
material como arma, mas como fonte de energia, porque uma simples partícula
pode prover energia para um planeta inteiro durante um milhão de anos. Nus
Braka também traz Caleb Mir à tona no “julgamento” improvisado e a acusa de o
ter colocado “no uniforme dos carcereiros de sua mãe” e o ter pressionado a ser
parte da Academia sob a promessa manipuladora de que o ajudaria a encontrar
Anisha… e tudo leva a uma condenação tendenciosa.
Nahla Ake
tem bons momentos. Ela traz à tona a morte de Akamu Lee, que foi causada por
Nus Braka, mas possibilitada por Anisha Mir quando o ajudou, e existe ali um
embate curioso que evidencia que a culpa pode ser compartilhada, que ninguém é
de fato inocente. Anisha, no entanto, é quem dá a palavra final e declara Nahla
Ake culpada. Enquanto isso, Caleb procura Tarima na USS Athena para que eles
usem a sua conexão – a conexão que ele tem com a mãe pode ser lida por Tarima
e, quem sabe, usada como rastreador, e é exatamente o que ela faz… então, Caleb
chega no meio do “julgamento”, e ele é uma peça importante para ganhar ainda mais tempo com Nus Braka, enquanto
os demais trabalham no plano de neutralização da Ômega-47.
Não é apenas
uma tentativa de ganhar tempo… é um momento de sinceridade e de coisas
esclarecidas que é bem vindo. Caleb pede que a mãe o escute, e então ele fala sobre a Federação e sobre a
Academia, reconhecendo a sua dor do passado, mas também o seu sentimento no
presente. Ele fala sobre como entende
a raiva que a mãe tem, com razão, mas também fala sobre tudo o que entendeu e
aprendeu na Academia e como ele pode ser mais do que “um filho perdido”: ele
pode ser parte de uma comunidade… é bonito ouvi-lo falando sobre os amigos,
sobre rir com eles, sobre se sentir bem. Ele valida o que aconteceu há 16 anos,
mas não pode ficar lá para sempre… ele
pode ser parte desse mundo sem esquecer quem foi.
Ele passou
sua vida procurando pela mãe e por um lar…
Ele sabe, agora, que finalmente o encontrou.
Gosto muito
de toda essa sequência. Gosto da humanidade e da emoção, e isso antecede uma
revelação interessante de Nahla, que entendeu algo durante o “julgamento”,
quando Nus Braka falou sobre o “fogo vermelho” que queimou sua colônia – o fogo
vermelho que é resultado de um combustível que a Federação não utiliza há centenas
de anos, e seu fogo queima azul e verde; o fogo vermelho é resultado de
experimentos do próprio pai de Nus Braka, e toda a sua visão de mundo nos anos
subsequentes foi baseada em uma mentira.
Recusando-se a enfrentar a verdade, Nus Braka está disposto a detonar as minas
de Ômega-47, mas toda a conclusão do julgamento deu à tripulação da USS Athena
tempo o suficiente para neutralizar o perigo.
Então, a
Federação chega em peso. Nus Braka é detido.
Considero a
primeira temporada de “Star Trek:
Starfleet Academy” excelente. Eu gosto muito do universo dessa franquia, e
foi bom chegar à Academia da Frota Estelar e acompanhar um grupo de jovens
cadetes, em uma série que tem um frescor interessante, ao mesmo tempo em que é
inegavelmente “Star Trek”. E gostar
desses personagens faz com que a experiência seja ótima! Gosto da celebração na
USS Athena, gosto de como os gritos de Sam nos remetem à Sam de antes dos 17
anos de Kasq, como se nos provasse que elas
ainda são a mesma pessoa, e de como Caleb Mir aceitou que aquele é seu
lugar… ele está ali não porque é obrigado, mas porque quer. E ele prova isso
com o seu primeiro registro de cadete, em um final bacana e emocionante.
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