[Season Finale] A Knight of the Seven Kingdoms (O Cavaleiro dos Sete Reinos) 1x06 – The Morrow
Cavaleiro e Escudeiro.
JÁ É UM DOS
DESTAQUES DO ANO! Exibido em 22 de fevereiro de 2026, “The Morrow” é o sexto e último episódio da primeira temporada de “O Cavaleiro dos Sete Reinos” e, de
certa forma, funciona como um epílogo para toda a trama do Torneio em
Vaufreixo, o Julgamento dos Sete e a recente morte de Baelor Targaryen. Não é
um episódio de grandes sequências de ação, mas de muito sentimento e melancolia.
Sor Duncan o Alto está acabado, tanto física quanto psicologicamente, depois do
duelo recente – seu olho inchado ainda não abre, feridas ameaçam infeccionar,
ele caminha com dor a cada passo, mas é a sua mente que se sente culpada pela
morte de Baelor, que lutou por ele no Julgamento dos Sete, que parece pesar
mais do que qualquer outra coisa…
Fico feliz
pela certeza de mais temporadas de “O
Cavaleiro dos Sete Reinos”, ou então esse episódio teria se tornado ainda
mais melancólico… há um tom concreto e constante de despedida: na conversa com
Lyonel Baratheon, no desmonte do acampamento em Vaufreixo, no luto da Casa do
Dragão, na guerra que inevitavelmente se aproxima. Duncan é convocado para uma
audiência com o Príncipe Maekar Targaryen, o que nos entrega um diálogo
doloroso em vários sentidos, intensificado, ainda, pela presença escondida do
pequeno Aegon, que aguarda a proposta do pai e a resposta de seu cavaleiro e
amigo. Maekar fala sobre como Aegon se afeiçoou a ele e como era mesmo hora de
ele se tornar escudeiro, mas Aegon se recusa a servir a qualquer cavaleiro que
não seja ele…
Maekar pede
que Duncan fique com Aegon: ele lhe garante um lugar para morar e um mestre de
armas com quem ele poderá terminar o seu próprio treinamento, se ele jurar lealdade
à Casa do Dragão, mas Duncan “está cansado de príncipes”. Então, ele decide ir
embora, sem aceitar a proposta do Targaryen, não sem perceber que Egg estava
“espionando”, e os dois compartilham uma cena brevíssima com um diálogo sincero
– sempre disse que a maior força de “O
Cavaleiro dos Sete Reinos” está na relação de Duncan e Egg! Mais tarde,
outro Targaryen, o irmão mais velho de Aegon, também procura Sor Duncan para
pedir que ele aceite o pequeno como seu escudeiro… e a verdade é que Duncan fez e fará toda a diferença na vida de
Egg!
Um último flashback nos leva de volta ao dia, mas
não ao momento exato, da morte de Sor Arlan de Centabor, quando Dunk lhe
pergunta “por que ele nunca o armou cavaleiro”, uma revelação que vem em um
momento sentimental, bonito e surpreendente – Dunk pergunta se ele temia que
ele o abandonasse se o tornasse Cavaleiro, mas ele diz que nunca faria isso… a
aparente morte de Sor Arlan entrega um Dunk em lágrimas sem nunca escutar uma
resposta à pergunta que fizera, mas Sor Arlan ainda desperta para “terminar a
história que estava contando”, o que entrega uma cena bizarra e cômica que
combina muito com o tom escolhido para a série, que dança por gêneros distintos
com leveza e naturalidade, construindo algo bonito e único.
É bastante
impactante a cena de Egg com o irmão Aerion. Aegon se olha no espelho e percebe
o seu cabelo loiro começando a crescer, e há um ódio emanando dele pela
semelhança com alguém que ele tanto despreza, e então ele entra no quarto do
irmão com uma faca – nunca saberemos se ele teria coragem de matar Aerion, mas
a cena transmite o seu sentimento, a sua angústia, a sua raiva… ele é impedido
pelo pai, que está ali, e novamente a atuação brilhante de Dexter Sol Ansell
como Aegon/Egg faz história, com seus olhos cheios de lágrimas que expressam
raiva, mas não só raiva… desgosto, medo. Ele não pode fazer nada, no fim, e a
sua tentativa coincide com uma batida na porta que revela Sor Duncan o Alto pedindo uma nova audiência com Maekar.
Duncan tem
uma proposta: ele diz que aceita Egg como seu escudeiro, mas não como Maekar
Targaryen originalmente propôs… ele vai aceitar “Egg”, não “Aegon Targaryen”:
ele não é um príncipe, não ainda, pelo menos, e Duncan acredita que lhe fará
bem estar longe dos castelos, dos príncipes… se Maekar aceitar, ele o levará
com ele em suas viagens, para que aprenda a ser um escudeiro como ele aprendera
com Sor Arlan, dormindo em estábulos, ou sob uma árvore. O Príncipe acha um
absurdo e desdenha da proposta de Duncan, o mandando embora porque diz que o
seu filho “tem o sangue do dragão” e não vai viver como um camponês. Há ainda,
algo que quase não é dito, mas que vem em uma única frase quando Maekar diz que
“ele é seu último filho”.
Quando
Duncan está se preparando para partir sozinho, escutamos aquela voz de criança
gritando “Sir Duncan!”, e esse único
grito, ainda antes de vermos o Egg, é a minha cena favorita do episódio! Aquele
grito, aquele nome, naquela voz… tem tanto significado, tanto sentimento, e eu
fiquei arrepiado! Duncan não queria partir sem Egg; Egg não queria deixar que
Duncan fosse embora sem ele. Então, Duncan estipula algumas regras, quase como
para esconder sua alegria por tê-lo ali, e eles partem juntos pelos Sete/Nove
Reinos, se perguntando para onde vão agora. Egg garante que “o pai mandou que
ele o servisse”, mas é óbvio que isso não aconteceu… e uma cena quase
pós-créditos nos mostra um Maekar desesperado com o “sumiço” do filho.
Não poderia
ser mais perfeito.
Primeira
temporada redondinha! Excelente do início ao fim!
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